Governo interino de Honduras tenta aproximação com EUA
da Reuters, em Tegucigalpa (Honduras)
da Folha Online
Depois de resistir por mais de dois meses à pressão e isolamento por parte dos Estados Unidos e da comunidade internacional, o governo interino de Honduras tentou se aproximar nesta quinta-feira de Washington.
"Nós fomos, somos, e continuaremos sendo amigos dos EUA. Temos grande admiração pelo governo do presidente Obama, mas ao mesmo tempo estamos firmes, determinados e mais fortalecidos do que nunca para defender nossa democracia e nossa liberdade", disse o presidente interino, Roberto Micheletti, em cadeia nacional.
Na semana passada, Micheletti havia desafiado a comunidade internacional, assegurando que o país preferiria sobreviver com um embargo econômico do que restituir o presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder, e acrescentou que os EUA não podem impor nada a Honduras.
Zelaya foi deposto em uma ação perpetrada por Suprema Corte, Congresso e Exército --que se opunham ao desejo do presidente de realizar referendo sobre uma mudança constitucional que permitiria a reeleição no país. Desde então, apesar da mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e da forte pressão internacional, o governo interino resiste à sua reposição no poder e aguarda a nova eleição presidencial, marcada para 29 de novembro, como fim da crise.
O discurso veio no mesmo dia em que Zelaya deve se reunir, em Washington, com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Na reunião, Zelaya deve pedir mais empenho do maior sócio comercial de Honduras em pressionar Micheletti a aceitar sua restituição à Presidência.
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O Departamento de Estado já suspendeu cerca de US$ 18 milhões em ajudas, mas a qualificação jurídica que houve um golpe militar em Honduras obrigaria ao governo dos EUA a suspender formalmente toda a assistência, conforme lei americana. Essa determinação significaria a suspensão das ajudas da Millennium Challenge Corporation (MCC), que assinou em 2005 um convênio de cinco anos com Tegucigalpa por US$215 milhões.
Até o momento, a MCC desembolsou US$ 80,3 milhões a Honduras sob esse convênio.
A previsão é de que Clinton reitere a Zelaya seu apoio e respalde o plano de Arias como única via de solução à crise que atravessa Honduras.
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Esse talvez não seja ainda o derradeiro quinau que Michelete vai dar aos pobres diabos que tentam impor sanções, ultimatos, imposições e outras tarouquices típicas de quem ainda não conseguiu engolir o que ocorreu ali.
E os ianques continuam fazendo de conta que estão contra Michelete, ao cobrar a renúncia dele. Por trás dos panos devem ridicularizar a malograda tentativa de intervenção dos badalões do governo brasileiro.
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