Mundo
17/09/2009 - 15h03

Presidente russo comemora fim do escudo dos EUA e propõe diálogo

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da Folha Online

O presidente russo, Dmitri Medvedev, celebrou nesta quinta-feira a decisão "responsável" de seu colega americano, Barack Obama, de renunciar ao projeto de construção de um escudo antimísseis na Europa e afirmou que as condições são boas para a cooperação sobre o risco de um ataque de mísseis.

Saiba mais sobre o novo plano antimísseis dos EUA na Europa

Segundo o acordo fechado em 2008 entre Varsóvia e Washington, dez interceptores de mísseis balísticos de longo alcance seriam instalados até 2013 na Polônia e um potente radar seria instalado na República Tcheca. O projeto é duramente criticado pela Rússia, que vê um escudo na vizinha Europa como uma ameaça a sua própria segurança.

Recentemente, Medvedev, recebeu Obama no Kremlin para uma retomada das relações, mas deixou claro que Moscou continua rejeitando a proposta do escudo.

"Valorizamos o enfoque responsável do presidente dos Estados Unidos para realizar nosso acordo. Estou disposto a seguir o diálogo", declarou o presidente russo, em anúncio à TV nacional.

Medvedev recordou o encontro com Obama no Kremlin em julho passado e afirmou que os dois chegaram a um acordo para trabalhar em conjunto sobre a avaliação dos riscos balísticos.

"A declaração de Washington hoje mostra que, para um trabalho assim, estão apresentadas boas condições", concluiu.

A ideia da administração Obama é investir em tecnologia mais moderna, bases marítimas em vez de apenas terrestres e interceptores móveis --capazes de se adaptar às ameaças quando e onde estiverem. Assim, as instalações previstas para Polônia e República Tcheca não seriam mais necessárias.

Medvedev disse ainda que discutirá o tema com Obama no encontro bilateral marcado para o próximo dia 23, Em Nova York, paralelamente à Assembleia da ONU (Organização das Nações Unidas).

"Nós teremos uma boa oportunidade de trocar visões sobre todos os aspectos da estabilidade estratégica, incluindo defesa antimísseis", disse o presidente russo.

Cooperação

Medvedev propôs ainda aos EUA que inclua outros países europeus em seu novo sistema.

"Eu acredito que nós procederemos dando ordens aos respectivos órgãos nos dois países para que ampliem a cooperação, incluindo atrair os europeus e outros países interessados", afirmou Medvedev, citado pelas agências russas.

"Nós trabalharemos juntos para forças medidas eficientes para conter os riscos de proliferação de mísseis, medidas que permitirão que nós levemos em conta os interesses e preocupações de todas as partes e garantir segurança para todas as nações na arena europeia", disse Medvedev.

O escudo é duramente criticado pela Rússia, que vê a proteção na vizinha Europa como uma ameaça a sua própria segurança.

Obama aproveitou o anúncio na Casa Branca para ressaltar que a preocupação de Moscou com o plano anterior eram infundadas e que, mesmo sob a nova configuração, "o nosso foco continua sendo apenas a ameaça iraniana".

O presidente pediu ainda a cooperação dos russos para ampliar a proteção da região contra os mísseis.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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