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21/09/2009 - 17h22

Veja cronologia da crise política em Honduras

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da Folha Online

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, conseguiu retornar à capital Tegucigalpa e buscar abrigo na embaixada do Brasil, nesta segunda-feira. É o mais novo capítulo da luta do hondurenho para voltar ao poder desde que foi derrubado em um golpe orquestrado pelo Congresso, Suprema Corte e Forças Armadas do país.

Veja cronologia da crise causada pelo golpe em Honduras

25 de junho

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, aprofunda a crise política no país ao afirmar que vai ignorar uma decisão da Suprema Corte que lhe ordenou a readmissão do chefe do Estado Maior das Forças Armadas. O general Romeo Vasquez foi demitido por se opor à consulta popular sobre mudança na Constituição.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) convoca, a pedido do governo de Honduras, uma sessão extraordinária de seu conselho permanente para avaliar a crise política que opõe o presidente hondurenho a amplos setores da Justiça, das Forças Armadas e do Legislativo do país.

O presidente da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o nicaraguense Miguel d'Escoto, condena o que chamou de "tentativa de golpe de Estado" contra o presidente de Honduras.

Oswaldo Rivas-17jul.09/Reuters
Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, diz que guerra civil já começou
Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, diz que guerra civil já começou

26 de junho

Zelaya afirma que "a tensão" gerada após a destituição do chefe do Estado Maior das Forças Armadas foi "superada", enquanto o Parlamento debate a crise do país. Em meio a protestos, Zelaya organiza preparativos para a realização de um referendo sobre a reforma da Constituição.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pede que todos os atores políticos de Honduras alcancem uma solução de "diálogo" e "consenso" na crise que pôs o país da América Central à beira de um golpe de Estado.

Em reunião extraordinária sobre a crise política a OEA determina envio de uma comissão especial para analisar a situação e contribuir para o diálogo entre as partes em conflito.

27 de junho

Oposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, pede que hondurenhos não participem de referendo do dia seguinte sobre a reforma da Constituição.

28 de junho

No dia do referendo, Zelaya é detido por militares e levado para instalações da Força Aérea. Ele é enviado, ainda de pijamas, à Costa Rica em asilo político.

O presidente do Congresso de Honduras, Roberto Micheletti, assume a Presidência e diz que não houve golpe de Estado e que o processo que destituiu Zelaya do cargo foi "absolutamente legal".

29 de junho

Kent Gilbert-23jul.09/AP
Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, apresentou novo plano para crise em Honduras
Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, apresentou novo plano para crise em Honduras

No seu segundo dia à frente do governo interino Honduras, Roberto Micheletti dá posse aos primeiros sete membros de seu gabinete --predominantemente do tradicional Partido Liberal (centro-direita), ao qual pertence ele e Zelaya.

Ao mesmo tempo, diante do portão principal, os primeiros confrontos violentos entre militares e algumas centenas de manifestantes em favor de Zelaya que deixaram ao menos 25 feridos e algumas dezenas de presos.

30 de junho

Micheletti reúne alguns milhares de simpatizantes e o alto comando militar no centro da capital hondurenha, Tegucigalpa, em uma tentativa de demonstrar que a deposição de Zelaya conta com apoio interno. Marchas de apoio a Micheletti e Zelaya ocupariam as ruas da capital por várias ocasiões, resultando diversas vezes em confrontos e distúrbios.

A Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) aprova em sessão extraordinária com os 192 países-membros uma resolução unânime de repúdio ao golpe de Estado em Honduras e exige restauração imediata e incondicional do presidente Zelaya.

*

1º de julho

O Itamaraty condena duramente o golpe e congela uma lista de programas de cooperação com Honduras até a recondução do presidente Manuel Zelaya ao poder. Os programas são concentrados em duas áreas: energia e saúde.

A pedido de Micheletti, o Congresso de Honduras decreta estado de emergência no país, com a suspensão de cinco garantias constitucionais, entre os quais a inviolabilidade de domicílio --estão restringidos os direitos a manifestação, reunião e livre circulação. Também fica suspenso o limite máximo de 24 horas para prisões preventivas.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) dá ultimato de 72 horas a Honduras para que restitua o presidente Zelaya ao poder. Caso não cumpra a determinação da Assembleia Geral, o país será suspenso do grupo.

2 de julho

Zelaya diz que regressará a Honduras ao lado dos presidentes Cristina Kirchner (Argentina) e Rafael Correa (Equador), além do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, e do presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D'Escoto.

Ele passa boa parte do tempo em reuniões com líderes internacionais e planejando retorno ao país, soba ameaças de prisão do Micheletti.

A União Europeia (UE) anuncia ter chamado para consultas todos os embaixadores de seus países-membros presentes em Honduras. França, Espanha e Itália já haviam tomado a medida anteriormente em repúdio ao golpe de Estado. Agora, também deixa Tegucigalpa o embaixador da Alemanha. A UE ratificou que estão suspensas as negociações de um acordo comercial com os países da América Central até que o presidente deposto retorne ao poder.

Esteban Felix-28jul.09/AP
Presidente deposto sai de uma casa em Ocotal, Nicarágua, perto da fronteira com Honduras; ele foi embora sem entrar no país
Presidente deposto sai de uma casa em Ocotal, Nicarágua, perto da fronteira com Honduras; ele foi embora sem entrar no país

3 de julho

Governo interino bloqueia o cartão de crédito internacional custeado pelo Estado de Honduras de Zelaya, que passa a custear do próprio bolso ou com ajuda internacional suas despesas com viagens, alimentação e hospedagem.

O governo interino anuncia que está deixando a OEA (Organização dos Estados Americanos), antes que o organismo se reunisse no dia seguinte para decidir pela suspensão do país.

4 de julho

Zelaya diz que vai voltar a Tegucigalpa, apesar das advertências da OEA e da Igreja Católica de que sua presença pode mergulhar o país em confrontos violentos.

5 de julho

A OEA decide em Assembleia Extraordinária suspender Honduras. A medida foi aprovada por unanimidade pelos 33 membros presentes na reunião e representa uma resposta ao golpe de Estado.

A base para a suspensão do país foi a Carta Democrática Interamericana. O documento permite a suspensão imediata em casos de ruptura da ordem democrática e fracasso de iniciativas diplomáticas, desde que conte com a aprovação de ao menos dois terços dos países-membros.

O Exército hondurenho impede que Zelaya aterrisse no aeroporto internacional de Tegucigalpa, onde um confronto entre vários milhares de manifestantes e forças de segurança deixaram ao menos um morto e alguns feridos. Foi a primeira morte desde que Zelaya foi deposto.

6 de julho

Os EUA condenam a violência nos protestos que antecederam a tentativa de regresso de Zelaya a Honduras. A secretária de Estado, Hillary Clinton, vai se encontrar com Zelaya hoje em Washington, anunciou o hondurenho.

7 de julho

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, indica o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, para atuar como mediador do conflito. Arias recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1987 pelo papel que desempenhou para ajudar a por fim a guerras civis na América Central.

Zelaya aceita encontro com o governo interino de Roberto Micheletti na Costa Rica.

9 de julho

Juan Carlos Ulate-09jul.09/Reuters
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, participa de rodada de diálogo
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, participa de rodada de diálogo

Com a intermediação da Costa Rica, representantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do interino, Roberto Micheletti, dão início às negociações para resolver a crise política desencadeada pelo golpe de Estado no país. Ambos os líderes conversaram em separado com o anfitrião, Óscar Arias, mas se recusaram a se reunir.

10 de julho

Reuniões de mediação acabam sem acordo nem data para um novo encontro. Apesar da falta de resultados, ambos os lados concordaram em manter a mediação do governo costa-riquenho.

11 de julho

Em mais uma medida para pressionar o governo interino, o Brasil suspende pacto militar com Honduras e chamar de volta o tenente-coronel Paulo Pimentel, que é instrutor militar no país.

Os 15 integrantes da Corte Suprema de Honduras --que afirma ter ordenado a prisão, pelas Forças Armadas, de Manuel Zelaya-- foram todos eleitos em fevereiro pelo Congresso, de maioria opositora.

12 de julho

Em meio ao impasse nas negociações, Zelaya e seu principal aliado internacional, o venezuelano Hugo Chávez, confirmam que haverá, nos próximos dias, uma nova tentativa de o presidente deposto voltar ao país.

Pela primeira vez desde a deposição do presidente, o governo interino hondurenho suspende o toque de recolher e a restrição de algumas garantias constitucionais. Na maior parte do tempo, a proibição de circular funcionou das 22h às 5h, levando o comércio a fechar as portas mais cedo.

16 de julho

Zelaya pediu ao governo norte-americano que sequestre os bens, proíba as transações bancárias e anule os vistos do mandatário interino, Roberto Micheletti, de toda a Suprema Corte do país e de outros altos funcionários do Estado hondurenho que apoiaram o golpe de Estado contra ele.

18 de julho

Martin Mejia-19ago.09/AP
Manuel Zelaya concede entrevista coletiva em Lima, após se reunir com presidente do Peru; ele fez tour pela região após golpe
Manuel Zelaya concede entrevista coletiva em Lima, após se reunir com presidente do Peru; ele fez tour pela região após golpe

Sob a ameaça de que Zelaya tentará novamente voltar a Honduras, as comissões do presidente deposto e do governo interino de Micheletti retomam as negociações na Costa Rica para buscar uma solução à crise política.

O governo interino rejeita o governo de reconciliação, mas mantém o diálogo.

19 de julho

Lobistas contratados pelos apoiadores do regime golpista hondurenho em Washington levam um grupo de senadores republicanos a escrever carta à secretária de Estado defendendo o governo interino.

Insistindo que a restituição do presidente deposto é "inaceitável", delegação do governo interino encerra a segunda rodada de negociações para superar a crise política. Alertando sobre o risco de um "derramamento de sangue", Arias disse que trabalhará por mais 72 horas para tentar resolver o impasse.

20 de julho

A Comissão Europeia anuncia o congelamento de um fundo de ajuda orçamentária ao governo de Honduras.A medida foi tomada em represália ao fato de não ter sido resolvida a crise política nas negociações do fim de semana na Costa Rica.

Em resposta ao fracasso das negociações na Costa Rica, Zelaya diz que o diálogo está "esgotado" e volta a exortar os seus seguidores a promover uma "insurreição" contra o governo interino.

23 de julho

O presidente da Costa Rica e mediador da crise, Oscar Árias, entrega proposta de acordo chamada Acordo de San José --que inclui a restituição de Zelaya ao poder e a renúncia ao referendo.

25 de julho

Zelaya, que permaneceu durante mais de oito horas em Las Manos, tenta negociar com a cúpula militar de Honduras, mas acaba desistindo de entrar no país diante da ameaça de ser preso.

*

2 de agosto

Zelaya deixa a cidade fronteiriça de Ocotal, na Nicarágua, para preparar em Manágua sua próxima viagem ao México. Em Ocotal, ficam cerca de 200 partidários --a maioria homens-- que começaram a receber treinamento com o objetivo de formar um "exército popular pacífico" na cidade, que fica a apenas 28 quilômetros de Honduras.

3 de Agosto

O Congresso hondurenho aprova um relatório no qual se diz incapacitado para decidir sobre o retorno de Manuel Zelaya ao Executivo do país. A decisão lança ainda mais incertezas sobre a viabilidade de um regresso negociado do presidente deposto.

4 de agosto

Edgard Garrido-11ago.09/Reuters
Protesto de manifestantes pró-Zelaya toma ruas de Tegucigalpa; governo pressiona
Protesto de manifestantes pró-Zelaya toma ruas de Tegucigalpa; governo pressiona

Zelaya diz, no México, que está disposto a aceitar o plano proposto pelo mediador, desde que isso implique em sua volta ao poder --ponto previsto na proposta. Micheletti insiste que não aceitará seu retorno ao poder.

5 de agosto

O chanceler Celso Amorim sugere ao general Jim Jones, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, que os EUA bloqueiem as contas bancárias do presidente interino e dos integrantes de seu governo, para aumentar a asfixia econômica do regime.

No mesmo dia, em meio a críticas de que deveriam ser mais duros contra o governo interino, os EUA planejam cortar mais US$ 25 milhões em assistência caso Zelaya não seja restituído à Presidência.

9 de agosto

Micheletti cancela a visita da comissão de chanceleres organizada pela OEA marcada para daqui a dois dias. A intenção do grupo era convencer o governo golpista hondurenho a aceitar o acordo proposto por Arias. Micheletti tomou a decisão de cancelar o encontro por não admitir a participação na visita do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que insistiu em integrar o grupo de negociadores.

12 de agosto

Alan Marques-12ago.09/Folha Imagem
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya (à esq.), cumprimenta o colega brasileiro Lula, durante visita a Brasília
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya (à esq.), cumprimenta o colega brasileiro Lula, durante visita a Brasília

Zelaya visita o Brasil e conversa com o presidente Lula, que reforça apoio ao presidente deposto. O ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, alinhou suas declarações às de Zelaya e disse acreditar que os Estados Unidos devem liderar a pressão contra o governo interino de Roberto Micheletti.

18 de agosto

O regime interino ordena expulsão de diplomatas e funcionários da Embaixada da Argentina em Tegucigalpa em três dias e anunciou que, a partir de agora, as relações com o país sul-americano serão canalizadas pela Embaixada Argentina em Israel. Medida foi resposta à expulsão da embaixadora hondurenha na Argentina a pedido do presidente Zelaya.

19 de agosto

A Anistia Internacional denuncia um aumento das violações aos direitos humanos em Honduras, onde manifestantes que se opõem ao governo instaurado após o golpe de Estado de junho são vítimas de detenções arbitrárias e maus-tratos.

21 de agosto

A Espanha comunica a expulsão do embaixador hondurenho em Madri, José Eduardo Martell Mejía, depois de sua destituição pelo presidente Zelaya.

Dois diplomatas da Argentina se trancam na embaixada do país em Honduras, após expirar o prazo dado pelo governo interino hondurenho para que deixem o país.

23 de agosto

A Corte Suprema de Justiça de Honduras analisa proposta de acordo feita por Arias para tentar restabelecer a democracia no país após o golpe e rejeita a possibilidade de restituição de Zelaya à Presidência.

24 de agosto

Esteban Felix-24ago.09/AP
Xiomara Castro, mulher de Zelaya, participa de manifestação em favor do presidente
Xiomara Castro, mulher de Zelaya, participa de manifestação em favor do presidente

Relatório da Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH) relaciona mortes a golpistas em Honduras e condena o emprego de armas de fogo contra manifestantes.

25 de agosto

O Departamento de Estado americano anuncia suspensão a concessão de vistos não emergenciais a cidadãos hondurenhos. Estão incluídos na categoria os de turismo e de negócios, o que pode afetar 30 mil pessoas por ano.

A comissão de ministros das Relações Exteriores de países membros OEA encerra uma visita de dois dias a Honduras sem conseguir que o governo interino do país aceite o acordo para o regresso ao poder do presidente Zelaya.

28 de agosto

Uma delegação do governo interino de Honduras propõe à OEA solucionar a crise política do país com a renúncia tanto de Micheletti quanto de Zelaya, para que uma terceira pessoa assuma o cargo. O secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, fechou a porta para qualquer desfecho que não resulte no retorno ao poder de Zelaya.

31 de agosto

Em meio à indefinida crise política, o governo interino de Honduras dá início à campanha eleitoral para o pleito presidencial de 29 de novembro. O processo é ameaçado de boicote interno e externo caso a votação ocorra sob gestão dos golpistas. Mais tarde, a comunidade internacional alerta que não reconhecerá novo presidente eleito.

Micheletti afirma que a eleição presidencial é "a solução única, final e definitiva" à crise.

Zelaya retorna a Washington para outra rodada de reuniões com líderes americanos e o conselho da OEA na tentativa de manter a pressão por uma solução à crise instaurada no país.

*

2 de setembro

Arias diz que as condições impostas por Micheletti para deixar o cargo "desnaturalizam" seu plano. O presidente do governo golpista dissera que aceita renunciar desde que Zelaya não retorne ao poder e que a decisão sobre o seu substituto no cargo até janeiro fique sob a responsabilidade do Congresso.

3 de setembro

Esteban Felix-12ago.09/AP
Polícia prende hondurenho; ONG denunciou abusos aos direitos humanos em Honduras
Polícia prende hondurenho; ONG denunciou abusos aos direitos humanos em Honduras

Em nova tentativa de pressionar o regime golpista, o governo brasileiro determina que todos os hondurenhos precisarão de visto para ingressar no Brasil, suspendendo dois acordos que previam a isenção de vistos a diplomatas, funcionários do governo e a cidadãos comuns que fiquem no Brasil por menos de 90 dias.

Após reunião com Hillary Clinton, Zelaya anuncia que pretende voltar em breve ao seu país. O governo interino diz que resistirá à pressão.

Pressionados, os EUA reconhecem golpe de Estado em Honduras e decidem suspender a ajuda econômica como medida de pressão contra o governo interino. Os americanos compram 40,6% das exportações hondurenhas e o corte na ajuda deve aumentar a pressão, como pedido por Zelaya, sobre o interino Micheletti.

4 de setembro

O governo interino suspende os acordos de supressão de vistos que mantém com o Brasil, em reciprocidade a uma medida similar adotada na véspera pelo Ministério brasileiro das Relações Exteriores.

9 de setembro

O presidente Lula afirma que o Brasil não reconhecerá as eleições de 29 de novembro em Honduras, "conduzidas pelo atraso e autoritarismo".

15 de setembro

Esteban Felix/AP
Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chega à embaixada brasileira
Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chega à embaixada brasileira

O Conselho de Direitos Humanos da ONU decide proibir a participação do embaixador hondurenho em Genebra das suas sessões por representar o governo interino instaurado após o golpe de 28 de junho passado. a medida foi tomada sob pressão da delegação brasileira.

Os ministros de Relações Exteriores da UE advertem Honduras que prepararão mais "medidas restritivas" para o país se o governo de Micheletti não aceitar uma solução negociada à crise política.

19 de setembro

Milhares de partidários do presidente Zelaya festejam o aniversário do presidente deposto de Honduras, que fez 57 anos. Ele continua exilado na Nicarágua.

21 de setembro

Zelaya consegue retornar à capital Tegucigalpa e buscar abrigo na Embaixada do Brasil. A informação, dada inicialmente à agência de notícias France Presse, também foi confirmada por fontes do corpo diplomático brasileiro em Tegucigalpa à Folha Online, por telefone. A mulher de Zelaya, Xiomara Castro, já havia dito o mesmo, mais cedo, aos simpatizantes dele reunidos diante da escritório da ONU na cidade.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (488) 27/11/2009 23h29
eduardo de souza (488) 27/11/2009 23h29
Interessante os comentários de alguns "descomentados", rs... Esse LUIZ CARLOS por exemplo, tem como heróis "filhos do tio sam", rs. E outros então, rs... Não haverá legitimidade nas eleiçoes em Honduras por que simplesmente o comparecimento as urnas é que ditará o novo caminho. Agora sim saberemos o quanto estão "contentes" os de lá com essa situação.
Que tem o USA de bom além da agiotagem no comércio e do domínio no sistema financeiro, que por sinal é tão falço quanto a expressão "LIBERDADE" que carregam como simbolo.
Não é uma questão de ser ou não anti "isso" ou "aquilo" e sim uma verdade de que os fatos falam por sí só. O Brasil é o mais importante na atualidade para a economia da am. latina. Perceberam como estamos sendo sediados por todos os governos atuais? Se Honduras responder nas urnas um não comparecimento, rsrs. terá muita gente chorando. :0) Fazer-se o que... Tudo tem um tempo de ser, e o tempo dos "imperialistas" e de seus "admiradores" estão chegando ao fim. THE END
sem opinião
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Com o Passar do tempo, não há como não refletir e com moderação, analisar os acontecimentos. Ficou claro que o ex-presidente Zelaya queria modificar a constituição de seu país. Claríssimo! A má influência do "bufão" Hugo Chaves, especialista em dar "golpes democráticos", jogou o "trouxa malandro" de Honduras na rua da amargura. Lá, diferente de cá, tentar mudar a constituição, perde o mandato mesmo. É colocado pra fora, pela própria suprema corte. Então, as eleições serão realizadas em plena legalidade. Não há nada de errado. Quem está vendo erro é o Lula e o Amorin, porque estão num "mato sem cachorro", depois da palhaçada tramada pelo "bufão", de levar o Zelaya para a nossa embaixada e agora, desmoralizados não sabem o que fazer. Pra nós, que pagamos toda essa conta, deveríamos fazê-los pelo menos pedir desculpas ao povo Hondurenho. Êta petismo idiota! sem opinião
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joao martins (69) 27/11/2009 22h12
joao martins (69) 27/11/2009 22h12
O mundo anda de ponta cabeça mesmo né???....O Zelaya queria dar um jeitinho de continuar no poder, e agora com as eleições que é a vontade do povo, querem derrubar o opositor se ele se eleger. Nos Estados Unidos, uma baita "Democracia", o prefeito de New York, o Blomberg deu um jeitinho na lei municipal e por puro casuísmo foi reeleito para o 3º mandato contrariando todas as regras da democracia, pois disse que gostou de ser prefeito, e o mundo anda criticando o Hugo Chaves porque foi reeleito e quer ficar no poder por mais tempo, porque disse que é gostoso, e o Lula já deu a entender que mais 4 anos não, pois não é democrático, mas 2 anos a mais não faria mal algum pra ele e muito menos pro PT. Cada um faz o que dá na telha. Agora, ALTERNÃNCIA do poder é só de boca né gente...Acho que os paises 'DEMOCRATICOS". estão com inveja da CHINA......Nem na época da DITADURA MILITAR, tinha continuismo, acabava o mandato, o milico já botava o pijama ia pra casa e entrava outro. Eu já acho que um partido mais que 5 anos no poder já é continuismo casuístico, imagine o governante querer se aposentar no poder, como o faz o SIR NEY, com mais de 50 anos no poder!!!!!...Nojo, Nojo, puro Nojo....A impressão que dá é que o cara não tem capacidade pra arrumar emprego!!! 5 opiniões
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