Mundo
22/09/2009 - 21h14

Brasil pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Honduras

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da Folha Online

Em carta oficial, Brasil comunicou nesta terça-feira para o Conselho de Segurança da ONU (Organização nas Nações Unidas) sua preocupação em relação à segurança do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do corpo diplomático brasileiro naquele país devido ao cerco instalado pelas forças de segurança hondurenhas à Embaixada do Brasil na capital Tegucigalpa, desde o começo da manhã.

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Esteban Felix/AP
Na embaixada brasileira de Tegucigalpa, Zelaya concede entrevistas pelo telefone
Na embaixada brasileira de Tegucigalpa, Zelaya concede entrevistas pelo telefone

Na carta, a representante permanente do Brasil na ONU, a embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, afirma que Zelaya chegou à embaixada "por seus próprios meios" e que foi "abrigado". Ele defende que a OEA (Organização dos Estados Americanos) ainda é o "fórum apropriado" para o assunto, "no qual uma solução política pode ser encontrada", mas que decidiu recorrer ao Conselho de Segurança da ONU devido às "ações tomadas contra a embaixada brasileira".

Desde que recebeu Zelaya, a embaixada ficou horas sem luz e sem água. Os dois serviços já foram retomados, porém o de telefonia ainda não, e a comunicação com Brasília só acontece por celular. Na tarde desta terça-feira, grupos levaram comida para as centenas de pessoas --inclusive crianças-- que permanecem na embaixada.

Na manhã desta terça-feira, houve confronto nas proximidades do prédio da embaixada do Brasil, no momento em que as forças de segurança dispersavam os milhares de partidários de Zelaya --entre 4.000 pessoas e 5.000 pessoas, de acordo com agências internacionais de notícias- que ocupavam a área. Os manifestantes reagiram à retirada com paus e pedras e foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo.

O grupo havia passado a madrugada à frente da embaixada, a despeito do toque de recolher que havia sido decretado pelo presidente interino, Roberto Micheletti, e que acabou renovado pela segunda vez nesta terça-feira --agora, vale até as 6h desta quarta-feira (9h em Brasília).
"O governo brasileiro está preocupado com a segurança do presidente Zelaya, da embaixada brasileira e de seu pessoal", diz a carta enviada pela embaixadora ao Conselho do Segurança da ONU, cuja presidência rotativa está nas mãos dos Estados Unidos.

Com a reunião, o Brasil pretende "informar os seus membros [do Conselho de Segurança da ONU] sobre a situação relacionada à presença do presidente Zelaya na Embaixada do Brasil, e prevenir ações que possam agravar ainda mais" o quadro.

De Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia pedido ao governo interino de Honduras que "respeitasse" a embaixada brasileira. "O que deveria acontecer agora é os golpistas darem um lugar a quem tem direito a este lugar, que é o presidente democraticamente eleito pelo povo", disse Lula.

Micheletti respondeu ao pedido por segurança afirmando que respeitaria a sede do Brasil e que Zelaya poderia permanecer "cinco ou dez anos" na embaixada, desde que o Brasil dê a ele, formalmente, status de asilado político.

"Nós não vamos fazer absolutamente nada para confrontar outra nação irmã. Nós queremos que eles entendam que eles devem dar-lhe asilo político ou entregá-lo às autoridades de Honduras para ser julgado", disse Micheletti em entrevista à agência de notícias Reuters.

Entretanto, o presidente deposto de Honduras afirmou em entrevista à TV Globo que não pretende pedir asilo político ao país.

Comentários dos leitores
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (66) 17/12/2009 09h24
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (66) 17/12/2009 09h24
a morte da filha da jornalista está estranha. Como atiradores, digo, matadores de pessoas podem errar o alvo assim... a policia e o governo golpista está querendo desviar foco... sao suposicoes, mas as investigacoes se fossem sérias trabalhariam das supostas causas tendo a filha como alvo. já que estava grávida etc..precisamos de mais informacoes, mas nao se pode querer atribuir crimes comuns a politicos e vice-versa na maior cara de pau sem opinião
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celio maia (125) 16/12/2009 17h51
celio maia (125) 16/12/2009 17h51
"Governo interino de Honduras inicia processo para tirar país da Alba"...
Esse talvez não seja ainda o derradeiro quinau que Michelete vai dar aos pobres diabos que tentam impor sanções, ultimatos, imposições e outras tarouquices típicas de quem ainda não conseguiu engolir o que ocorreu ali.
E os ianques continuam fazendo de conta que estão contra Michelete, ao cobrar a renúncia dele. Por trás dos panos devem ridicularizar a malograda tentativa de intervenção dos badalões do governo brasileiro.
sem opinião
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Valentin Makovski (398) 16/12/2009 17h17
Valentin Makovski (398) 16/12/2009 17h17
""Governo interino de Honduras inicia processo para tirar país da Alba""
Já vão tarde HONDURAS, quem sabe ficando ao lado dos EUA maiores patrocinadores dos Golpes Militares do Continente não fiquem melhor, será o Novo Porto Rico da América Central, bay bay bay HONDURAS.
Depois não adianta chorar pelo Leito derramado.....Aqui se faz aqui se paga.
Ao lado do YES WE CAN OBAMA, sua soberania ficará ao relento como a da Colombia. 1º enviam dinheiro e depois tropás, e por fim bases militáres.
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