Papa vai à Eslováquia beatificar vítimas de perseguição comunista
da France Presse, no VaticanoO papa João Paulo 2º beatificará no próximo domingo (14), em Bratislava, capital da Eslováquia, duas vítimas das perseguições comunistas, consideradas figuras heróicas da Igreja Católica local --o bispo Vasil Hopko (1904-1976) e a religiosa Zdenka Cecilia Schelingova (1916-1955).
Depois que o então regime comunista tcheco-eslovaco decidiu proibir e eliminar a religião católica, em fevereiro de 1950, o bispo Vasil Hopko, a mais alta representação religiosa, foi detido, isolado, internado em hospital e mantido como prisioneiro por 15 anos.
O novo beato, segundo a biografia divulgada pelo Vaticano, não resistiu aos maus-tratos sofridos nas várias prisões onde permaneceu e ao gradual envenenamento do qual foi alvo, e faleceu.
Após sua morte, os médicos constataram a presença de arsênico nos ossos e, ao que parece, o veneno foi misturado com a comida em pequenas doses por vários anos.A religiosa e enfermeira Zdenka foi presa sob o comunismo, após ajudar a preparar a fuga de um padre preso em fevereiro de 1952.
Hospitalizada por causa das torturas infligidas pela polícia secreta e condenada a 12 anos de prisão por alta traição, foi solta em 1955 após uma anistia.
Poucas semanas depois de ser posta em liberdade, a freira morreu, devido às "torturas terríveis", de acordo com o Vaticano, que a declarou mártir, primeiro passo para se tornar beata.
Vários casos de vítimas do comunismo estão sendo examinados pelo Vaticano, entre eles o do sacerdote do sindicato polonês Solidariedade, Jerzy Popieluszko, assassinado em 1984 por um ex-membro da polícia política deste país, Grzegorz Piotrowski.
João Paulo 2º foi, até agora, o pontífice que proclamou mais beatos e santos na história da Igreja Católica, num total de 1.319 e 473, respectivamente. Todos seus antecessores realizaram apenas 310 beatificações e canonizaram 300 santos.
Especial

