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França busca piloto após acidente com Rafales; resgatado não teve ferimentos
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da Folha Online
A Marinha francesa busca no mar Mediterrâneo um piloto que desapareceu depois que dois aviões de caça Rafale caíram na água, cerca de 30 km ao sudoeste da cidade de Perpignan, às 18h (13h em Brasília) desta quinta-feira. Um dos pilotos foi resgatado e não sofreu ferimentos, segundo um comunicado da Marinha. Ele está em observação.
Uma embarcação de salvamento, quatro helicópteros e dois aviões militares para participam das buscas. O tempo na área do acidente é bom, segundo a Marinha, com o mar calmo e a temperatura da água em torno de 20°C.
De acordo com a Marinha, os aviões estavam participando de uma missão de treinamento e não carregavam armas. Eles faziam parte da esquadrilha do porta-aviões Charles de Gaulle. Este foi o primeiro acidente com os caças multiuso Rafale da Marinha da França, que possui 17 desses aviões. Em dezembro de 2007, um Rafale da Força Aérea da França caiu durante um voo de treinamento, matando um piloto.
As circunstâncias do acidente ainda não foram divulgadas, mas segundo a agência de notícias Associated Press dois funcionários do governo informaram que os caças se chocaram no ar. Sem citar fontes, o jornal francês "Liberatión", informou que é provável que os caças tenham se chocado.
Fabricado pela Dassault, o Rafale é o mais avançado caça francês, e foi utilizado pela missão da França no Afeganistão. O modelo nunca foi exportado, porém é o preferido do governo brasileiro em uma licitação para a compra de 36 aviões.
Durante visita do presidente francês Nicolas Sarkozy ao Brasil para as festividades de 7 de Setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que o Brasil escolhera o Rafale, mas no dia seguinte o Ministério da Defesa brasileiro informou que a licitação --na qual concorrem ainda a americana Boeing e a sueca Saab-- ainda estava aberta.
O governo informou que a preferência pelo caça francês faz parte de uma aliança estratégica com a França, que prevê transferência de tecnologia, mas o ministério ampliou o prazo para que as concorrentes melhorassem suas propostas, e o resultado oficial ainda não foi anunciado.
Procurado, um porta-voz da Dassault não comentou o acidente.
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