Mundo
26/09/2009 - 04h05

Governo brasileiro esperava linguagem mais dura da ONU

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da Folha Online

O governo brasileiro ficou frustrado com a linguagem usada na declaração da presidente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), Susan Rice, sobre a situação em Honduras, informa matéria de Sérgio Dávila publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O Itamaraty esperava que a principal instância da ONU, presidida atualmente por Rice, embaixadora dos EUA, se pronunciasse de forma mais dura contra o conflito, chamando atenção de todo o mundo sobre ele.

Rice, no entanto, defendeu em seu pronunciamento que Washington acredita que seria a OEA (Organização dos Estados Americanos), e não o Conselho de Segurança, a instituição mais capacitada a lidar com uma crise regional como esta.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, concorda com o ponto de vista e afirma não ver razão para o envolvimento da instância maior da ONU, já que não se trata de um conflito armado.

Histórico

Zelaya voltou a Honduras quase três meses depois de ser expulso. Nas primeiras horas do dia 28 de junho, dia em que pretendia realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais que havia sido considerada ilegal pela Justiça, ele foi detido por militares, com apoio da Suprema Corte e do Congresso, sob a alegação de que visava a infringir a Constituição ao tentar passar por cima da cláusula pétrea que impede reeleições no país.

O presidente deposto, cujo mandato termina no início do próximo ano, nega que pretendesse continuar no poder e se apoia na rejeição internacional ao que é amplamente considerado um golpe de Estado --e no auxílio financeiro, político e logístico do presidente venezuelano, Hugo Chávez-- para desafiar a autoridade do presidente interino e retomar o poder.

Isolado internacionalmente, o presidente interino resiste à pressão externa para que Zelaya seja restituído e governa um país aparentemente dividido em relação à destituição, mas com uma elite política e militar --além da cúpula da Igreja Católica-- unida em torno da interpretação de que houve uma sucessão legítima de poder e de que a Presidência será passada de Micheletti apenas ao presidente eleito em novembro. As eleições estavam marcadas antes da deposição, e nem o presidente interino nem o deposto são candidatos.

Mas o retorno de Zelaya aumentou a pressão internacional sobre o governo interino, alimentou uma onda de protestos que desafiaram um toque de recolher nacional e fez da crise hondurenha um dos temas da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), reunida em Nova York esta semana. A ONU suspendeu um acordo de cooperação com o tribunal eleitoral hondurenho e a OEA planeja a viagem de uma delegação diplomática a Honduras para tentar negociar uma saída para o impasse.

Pelo menos duas pessoas morreram em manifestações de simpatizantes de Zelaya reprimidas pelas forças de segurança durante um toque de recolher que foi suspenso nesta manhã. Nesta quinta-feira, houve novas marchas em favor do presidente deposto, mas também manifestações favoráveis ao governo interino.

Comentários dos leitores
nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h51
nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h51
O lider direitista Coronel Hugo Chavez chamou o Congresso Brasileiro de "lacaios dos EUA".
E com isso o Brasil aprova a entrada da direitista Venezuela no Mercosul/norte.
Agora, imagine se o lider direitista Hugo Chavez chamasse o congresso brasileiro, não de lacaios dos EUA, mas de amigos bolivarianos?
O que o congresso brasileiro não faria para lamber as botas desse líder direitista, heim?
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nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h43
nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h43
O líder direitista militar Coronel Hugo Chavez, presidente da Venezuela, que tem amplo apoio e simpatia da esquerda brasileira , está em uma sinuca muito séria: após empurrar o Zelaya para dentro da embaixada brasileira ( que o ministro brasileiro Celso Amorim alegremente e simploriamente recebeu , colocou o Lula na parede ao fato consumado) não sabe como retirar.
Se esperar até 27 de janeiro/2010, o Zelaya vai para o lixo da história. Se tentar antes, não terá o apoio da população pois a eleição , feita dentro dos tramites normais da constituição hondurenha, é fato consumado.
E agora, Hugo Chávez, como fica? Ficar quietinho e deixar os órfãos chavista se lamentando?
Como fica o líder direitista Zelaya?
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oliverio carvalho (1) 17/12/2009 12h59
oliverio carvalho (1) 17/12/2009 12h59
Mr .Santos Jr. O patriotismo não impede ninguém de admirar lideranças de outras Nações ou os transnacionais como o CHE. Líderes como o Comandante Chavez, El Libertador de Latino América e Ahmadinejad, o Leão da Pérsia, tb já transcenderam as fronteiras dos seus países e têm projeção mundial, já que formam a ponta de lança para furar o bloqueio do eixo e seus países asseclas contra o mundo. O apoio a Chavez, por ex., vem até dos eua, onde até atores da corrompida Holywood (máquina de Propaganda do eixo sob comando sionista), como Sean Penn e Danny Glover já demonstraram sua admiração pelo presidente venezuelano ou por parte do autor e intelectual judeu Noam Chomski, ferrenho crítico da doutrina racista sionista. Quanto a Simon Bolívar e San Martin, são ícones revolucionários que estavam séculos adiante do seu tempo e pregavam a integração da América Latina contra a exploração do "Norte" e suas histórias falam por si. Lula tem uma certa dificuldade de aprofundar certas mudanças neste momento e vem agindo corretamente, comendo pelas beiradas, sem alarde e sem confronto direto. É uma outra tática. Sou mais Chavez, pq é mais "operacional", no entanto, o Brasil não é a Venezuela e para limpar isto aqui e mais as influências dos "estrangeiros" e apátridas é mais trabalhoso. Nada que uma mulher de coragem e pegada como a ex guerrilheira Dilma não possa dar conta. Depois o Lula volta com o terreno mais aplanado e fecha com chave de ouro rsrs.Por um mundo multipolar e com uma Resitência forte e crescente. Parabéns ao Irã pelos novos mísseis de Sajjil 2, melhorando sua defesa contra uma nova agressão covarde e sem aviso do regime sionista e parabéns ao Hamas, pelos 22 anos de Resistência contra a ocupação da Palestina, pelo fim dos crimes de guerra em Gaza, dos guetos e do campo de concentração a que são submetidos os palestinos.No último post, fui escrever Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e acabei colocando o nome do traidor Joaquim Silvério dos Reis rsrs. Este eixo do mal me recorda muito os traidores, não pude evitar rsrs. 16 opiniões
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