Governo brasileiro esperava linguagem mais dura da ONU
da Folha Online
O governo brasileiro ficou frustrado com a linguagem usada na declaração da presidente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), Susan Rice, sobre a situação em Honduras, informa matéria de Sérgio Dávila publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
O Itamaraty esperava que a principal instância da ONU, presidida atualmente por Rice, embaixadora dos EUA, se pronunciasse de forma mais dura contra o conflito, chamando atenção de todo o mundo sobre ele.
Rice, no entanto, defendeu em seu pronunciamento que Washington acredita que seria a OEA (Organização dos Estados Americanos), e não o Conselho de Segurança, a instituição mais capacitada a lidar com uma crise regional como esta.
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, concorda com o ponto de vista e afirma não ver razão para o envolvimento da instância maior da ONU, já que não se trata de um conflito armado.
Histórico
Zelaya voltou a Honduras quase três meses depois de ser expulso. Nas primeiras horas do dia 28 de junho, dia em que pretendia realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais que havia sido considerada ilegal pela Justiça, ele foi detido por militares, com apoio da Suprema Corte e do Congresso, sob a alegação de que visava a infringir a Constituição ao tentar passar por cima da cláusula pétrea que impede reeleições no país.
O presidente deposto, cujo mandato termina no início do próximo ano, nega que pretendesse continuar no poder e se apoia na rejeição internacional ao que é amplamente considerado um golpe de Estado --e no auxílio financeiro, político e logístico do presidente venezuelano, Hugo Chávez-- para desafiar a autoridade do presidente interino e retomar o poder.
Isolado internacionalmente, o presidente interino resiste à pressão externa para que Zelaya seja restituído e governa um país aparentemente dividido em relação à destituição, mas com uma elite política e militar --além da cúpula da Igreja Católica-- unida em torno da interpretação de que houve uma sucessão legítima de poder e de que a Presidência será passada de Micheletti apenas ao presidente eleito em novembro. As eleições estavam marcadas antes da deposição, e nem o presidente interino nem o deposto são candidatos.
Mas o retorno de Zelaya aumentou a pressão internacional sobre o governo interino, alimentou uma onda de protestos que desafiaram um toque de recolher nacional e fez da crise hondurenha um dos temas da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), reunida em Nova York esta semana. A ONU suspendeu um acordo de cooperação com o tribunal eleitoral hondurenho e a OEA planeja a viagem de uma delegação diplomática a Honduras para tentar negociar uma saída para o impasse.
Pelo menos duas pessoas morreram em manifestações de simpatizantes de Zelaya reprimidas pelas forças de segurança durante um toque de recolher que foi suspenso nesta manhã. Nesta quinta-feira, houve novas marchas em favor do presidente deposto, mas também manifestações favoráveis ao governo interino.
Leia mais sobre a crise em Honduras
- Na ONU, chanceler diz ver indícios de plano para invadir embaixada
- Após suposto ataque com gás, médicos vão a embaixada atender Zelaya
- Chanceler Amorim defende embaixada na ONU; leia íntegra
- Governo interino de Honduras é "governo de mentirosos", diz assessor de Lula
- Chefe da OEA confirma missão a Honduras; mediador adia sua viagem
- Zelaya denuncia ataque com gás tóxico na embaixada; Honduras nega
Leia mais notícias internacionais
- Ataque ao Irã serviria só para "ganhar tempo", diz secretário de Defesa dos EUA
- Presidente sul-coreano diz não aceitar uma Coreia do Norte nuclear
- Candidato desafiante promete lutar "até o último segundo" em eleição alemã
- Presidente do Irã nega planta nuclear secreta e convoca inspeção
- Vetada em NY, Gaddafi arma sua tenda em hotel de luxo na Venezuela
Especial
- Veja a cobertura completa da crise em Honduras
- Leia o que já foi publicado sobre Honduras
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
livraria



E com isso o Brasil aprova a entrada da direitista Venezuela no Mercosul/norte.
Agora, imagine se o lider direitista Hugo Chavez chamasse o congresso brasileiro, não de lacaios dos EUA, mas de amigos bolivarianos?
O que o congresso brasileiro não faria para lamber as botas desse líder direitista, heim?
avalie fechar
Se esperar até 27 de janeiro/2010, o Zelaya vai para o lixo da história. Se tentar antes, não terá o apoio da população pois a eleição , feita dentro dos tramites normais da constituição hondurenha, é fato consumado.
E agora, Hugo Chávez, como fica? Ficar quietinho e deixar os órfãos chavista se lamentando?
Como fica o líder direitista Zelaya?
avalie fechar
avalie fechar