Mundo
28/09/2009 - 10h42

Jobim descarta enviar tropas para proteger embaixada em Honduras

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da Folha Online

O ministro de Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta segunda-feira a possibilidade de enviar força militar brasileira para defender a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, que está sob um forte cerco militar hondurenho há uma semana, devido ao abrigo dado para Manuel Zelaya, o presidente deposto de Honduras.

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"Isso não é possível. Não podemos entrar com força em país estrangeiro. A não ser que declaremos guerra, o que é inviável. A solução é exclusivamente diplomática", disse, após participar da abertura da Conferência Internacional Nuclear no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, a solução para o impasse criado pela presença de Zelaya no país --onde é considerado foragido da Justiça-- será negociada exclusivamente pelo Ministério de Relações Exteriores.

Jobim disse acreditar que o governo hondurenho não fará nenhum impedimento à saída de brasileiros do país. Segundo ele, os hondurenhos terão "a lucidez de determinar a saída de brasileiros" sem fazer uso de força.

"Não há nenhuma possibilidade de se pensar em movimentos armados. só damos proteção a embaixadas em dois lugares do mundo [Costa do Marfim e Congo], onde há autorização dos governos locais, em função da instabilidade política."

Zelaya foi deposto em um golpe de Estado orquestrado pelo Congresso, Suprema Corte e Exército e retornou ao país, em segredo, no último dia 21. Desde então, ele está refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, sob forte cerco policial e pedidos reiterados para que se entregue à Justiça hondurenha para enfrentar acusações de violação à Constituição.

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Na noite deste domingo (27), o governo interino hondurenho pediu ao Brasil que não permita que a embaixada seja usada para estimular uma insurreição e deu prazo de dez dias para o status de Zelaya ser definido. 'Senão, seremos obrigados a tomar medidas adicionais', disse o governo, em comunicado. O texto não afirma quais seriam essas medidas.

O ultimato pedia que o Brasil decidisse se daria asilo político a Zelaya; se abriria caminho para que ele deixasse o país; ou se o entregaria à Justiça hondurenha.

Em Isla Margarita (Venezuela), onde foi a uma reunião de cúpula de países sul-americanos e africanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não aceita "ultimato de um golpista" e que o país "não tem o que conversar com esses senhores que usurparam o poder". Zelaya, segundo repetiu Lula, é um 'hóspede' do Brasil, sem prazo para ir embora.

'Obviamente, se o Zelaya extrapolar, nós vamos falar a ele que não é politicamente correto ficar utilizando a embaixada para fazer incitação a qualquer coisa além do espaço democrático que estamos dando a ele', disse.

Comentários dos leitores
alexandre bakunin (237) 20/12/2009 12h05
alexandre bakunin (237) 20/12/2009 12h05
nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h51
Por favor, nakakura, defina "direitista" neste contexto.
Ou você é um gozador ?
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J. R. (1202) 20/12/2009 11h39
J. R. (1202) 20/12/2009 11h39
O que o "REGIME GORILA" não sabe é que quanto mais o presidente deposto Manoel Zelaya permanece na embaixada brasileira, mais o povo hondurenho (exclue-se o ondurenho) percebe com quem está lidando, ou seja, o cadinho ferve mais ...
"Quem nasce para gorila nunca chega a chimpanzé."
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nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h51
nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h51
O lider direitista Coronel Hugo Chavez chamou o Congresso Brasileiro de "lacaios dos EUA".
E com isso o Brasil aprova a entrada da direitista Venezuela no Mercosul/norte.
Agora, imagine se o lider direitista Hugo Chavez chamasse o congresso brasileiro, não de lacaios dos EUA, mas de amigos bolivarianos?
O que o congresso brasileiro não faria para lamber as botas desse líder direitista, heim?
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