Mundo
29/09/2009 - 18h11

Chanceler Amorim diz que Brasil recusou pedido de Zelaya por avião

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) revelou nesta terça-feira para senadores da Comissão de Relações Exteriores do Senado que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu ao Brasil um avião para retornar ao seu país, mas que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou. Amorim disse que recebeu um telefonema de Zelaya e que a solicitação ocorreu em julho passado.

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Eraldo Peres/AP
O ministro Celso Amorim fala da situação de Honduras ao Senado; ele disse que governo Lula se recusou a emprestar avião a Zelaya
O ministro Celso Amorim fala da situação de Honduras ao Senado; ele disse que governo Lula se recusou a emprestar avião a Zelaya

Segundo Amorim, Zelaya tentou sensibilizar o governo argumentando que a FAB (Força Aérea Brasileira) tinha cedido um avião para a levar a Honduras o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.

"Como nós tínhamos emprestado um avião para o secretário-geral da OEA, ele [Zelaya] se entusiasmou. Eu avisei o presidente Lula e disse não. Isso não mostra que o Brasil sabia dos planos? Que ele estava tentando voltar para Honduras é óbvio. Mas quis mostrar com essa história que nós não estamos embarcando em nenhum aventurismo", afirmou.

Durante audiência pública, o ministro reforçou que o governo brasileiro não sabia da volta de Zelaya para Honduras e que só foi avisado de que ele pretendia ir para a embaixada brasileira em Tegucigalpa cerca de 30 minutos antes da sua chegada. "O Brasil não sabia, mas não se sentiu ofendido. O Brasil fez o que tinha que fazer", afirmou.

Amorim também afirmou que se o Brasil tivesse negado abrigo ao presidente deposto de Honduras, ele poderia estar "morto" ou "planejando uma guerra civil". "Não sei o que teria acontecido se o Brasil não tivesse aceito. Ele teria sido preso, talvez morto. Ou estaria numa serra planejando uma guerra civil, uma insurreição", disse.

O ministro disse que o apoio brasileiro à volta de Zelaya foi para ajudar a restabelecer a democracia e evitar a violência em Honduras e que o fato foi um passo importante para a abertura do diálogo.

"A presença do presidente Zelaya é reconhecida por toda a comunidade internacional. Tivemos uma conversa ampla com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, e ouvi palavras de agradecimento pelo Brasil tentar restabelecer a democracia. A volta de Zelaya é um elemento positivo, propiciador do diálogo que não estava havendo porque o governo de facto não tem aceitado condições internacionais", afirmou.

"A volta de Zelaya é um elemento positivo, propiciador do dialogo que não estava havendo porque o governo de facto não tem aceitado condições internacionais [para uma negociação] que, inclusive, já foram acatadas pelo presidente Zelaya para evitar até mesmo uma guerra civil em seu país", completou.

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O ministro disse que o Brasil avalia que tem conduzido com êxito a ocupação da embaixada brasileira por apoiadores de Zelaya, que não tem participado de atos violentos. Ele sustentou ainda aos senadores que o governo brasileiro orientou o presidente deposto a evitar excesso nas declarações que pudessem aumentar a instabilidade no país.

"Se em algum momento houve exagero, temos buscado diminuir pelos meios diplomáticos, conter as declarações exaltadas do presidente Zelaya. Quando ele disse que a posição era de pátria, restituição ou morte, eu pedi, por favor presidente Zelaya não fale em morte, porque tudo que queremos evitar é que isso ocorra, e ele atendeu", afirmou.

Amorim evitou dizer aos senadores como o Brasil define a situação de Zelaya na embaixada. A oposição quis saber se ele era convidado, hospede ou asilado político, mas o ministro desconversou.

O presidente de Honduras foi deposto há três meses do cargo em um golpe apoiado pela Suprema Corte, Congresso e Forças Armadas do país. O governo instalado, do presidente interino, Roberto Micheletti, não foi reconhecido internacionalmente, mas quer continuar no comando até a posse do candidato vencedor da eleição marcada para novembro que vem.

Há oito dias, Zelaya chegou à embaixada brasileira na capital Tegucigalpa pedindo abrigo --de surpresa, conforme a versão do Brasil. Desde então, o prédio está sob cerco militar.

Comentários dos leitores
George Hamilton (26) 27/11/2009 01h33
George Hamilton (26) 27/11/2009 01h33
É melhor que o burrito da silva, o porquito garcia e o ratito amorim, botem seu rabichos entre as pernas, porque nesta eles entraram pelo cano mesmo, vão ficar de cara bem grande Varios Paises alem dos EE.UU. já disseram que vão reconhecer o resultado das eleições.
Vários ex-presidentes da A.S como Chile, Bolivia El Salvador e Nicaragua vão fazer parte dos observadores da eleição, já se tem mais de 250 jornlista lá para acompanhar as eleições, o Parlamento Europeu mandou observadores, são tantos que cansa digitar.
Honduras não precisa dos Bolivarianos incluso ai o Brasil
sem opinião
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Santos Júnior (307) 27/11/2009 00h28
Santos Júnior (307) 27/11/2009 00h28
De um lado o Foro de São Paulo que esbraveja e ameaça não reconhecer as eleições em Honduras porque sofreu uma baixa com a queda do Zé-laya;do outro lado o país mais rico do mundo que reintera reconhecer o resultado destas eleições.Então eu pergunto o que será dos hondurenhos se o foro não reconhecer o pleito rsrs?Já se torna bem óbvio que os hipócritas nada querem com o este povo nem com povo algum, o fato é que com a perda de terreno que vem desde a rasteira no leste europeu, sentem que o ossinho suculento pode não estar tão suculento assim, esta retomada pode custar bem caro, principalmente com a presença MUITO BEM VINDA dos americanos.É neste sentido que as FARCS patrocinam campanhas do PT aqui no Brasil, a Venezuela patrocina os Kirchners lá na Argentina,enfim, o desespero tomou conta dos farsantes rsrs.O cinismo é misterioso, não é de fácil compreensão.Falam em golpe, em ditadura; ditadura em Honduras não pode,ditadura no Brasil também não, mas em Cuba pode rsrs, no Zimbábue ou na Líbia também pode rsrs, no Irã e suas eleições fraudulentas e suas perseguições a opositores, claro também pode rsrs.Lavagem cerebral na Venezuela também pode, mas só lá rsrs.Honduras é o maior exemplo "vivo" de que nem todos compactuam com a patifaria que segue "silenciosa" e que aos poucos vai avançando, mas é preciso ficarem atentos porque tem gente bem próximo de olho rs! 4 opiniões
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As eleições em honduras vão se realizar e não adianta Lula e amorin, chiar. Quase rimou, mas o que não rima é os dois dizerem que o Brasil não vai reconhecer a validade das eleições. Ah, Ah, Ah, tem que rir, porque essa é uma dupla parada dura, que me desculpe o Cleone, da original "Parada Dura", muito boa, por sinal. Com tantos problemas para ser resolvidos no Brasil, do apagão às enchentes, a dengue, a criminalidade, a "buraculosidade" das estradas, etc, etc, vem esses dois puxar ponta contra as eleições em Honduras. Tenham paciência, "largamão" de serem chatos de galocha. Reconhecerem ou não, não vai mudar nada em Honduras, muito pelo contrário, vai mudar sim, o Zelaya da embaixada. Êta gente ignorante, siô! 3 opiniões
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