26/09/2003
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13h41
O papa João Paulo 2º, 83, que festejará no próximo dia 16 de outubro 25 anos de pontificado, deverá designar no próximo domingo (28) novos cardeais, entre eles vários latino-americanos, o que modificaria o Colégio Cardinalício em uma eventual eleição de seu sucessor, segundo especulações que tomaram conta do Vaticano hoje.
De acordo com a imprensa eclesiástica, o papa, cujas condições precárias de saúde têm causado preocupação no mundo inteiro, principalmente depois de sua ausência na última audiência-geral de quarta-feira passada (24) em função de uma indisposição intestinal, anunciará no domingo a designação de 20 a 30 novos cardeais.
A data do chamado Consistório --assembléia de todos os cardeais da Igreja, durante a qual é entregue o barrete cardinalício aos novos eleitos-- ainda não foi definida.
Essa designação cria muito interesse, já que se tratam de novos candidatos à sucessão do papa, pois participam no conclave (eleição do pontífice) convocado em caso de morte de João Paulo 2º.
Por outra parte, a presença em Roma de 300 altos prelados da hierarquia da Igreja Católica mundial, entre cardeais e arcebispos de todas as dioceses católicas, para assistir, de 15 a 18 de outubro, as cerimônias pelos 25 anos de pontificado representa uma ocasião oportuna para anunciar os novos escolhidos.
Mas as fontes religiosas indicam que, segundo a tradição, este anúncio deve ser dado com pelo menos um mês de antecedência para facilitar ao novo cardeal preparar trajes apropriados, assim como providenciar sua viagem e a de seus parentes e amigos a Roma.
A imprensa italiana afirma que o Consistório estava programado para fevereiro próximo, mas que, devido às condições de saúde do papa, poderá ser antecipado.
Atualmente somente 109 dos 164 cardeais têm direito a votar para eleger o papa. Em 2004, vários cardeais superarão os 80 anos, perdendo o direito de escolher o futuro pontífice.
Entre os candidatos, figuram nomes como seu secretário particular, monsenhor Stanislaw Dziwisz, o atual ministro das Relações Exteriores, o francês Jean-Louis Tauran, e o teólogo do pontífice, o alemão Paul Josef Cordes, presidente do organismo encarregado das obras de caridade, Cor Unum.
Entre os latino-americanos, figuram Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, e Nicolás Cotugno, arcebispo de Montevidéu.
Especial
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Designação de novos cardeais cria especulações no Vaticano
da France Presse, no VaticanoO papa João Paulo 2º, 83, que festejará no próximo dia 16 de outubro 25 anos de pontificado, deverá designar no próximo domingo (28) novos cardeais, entre eles vários latino-americanos, o que modificaria o Colégio Cardinalício em uma eventual eleição de seu sucessor, segundo especulações que tomaram conta do Vaticano hoje.
De acordo com a imprensa eclesiástica, o papa, cujas condições precárias de saúde têm causado preocupação no mundo inteiro, principalmente depois de sua ausência na última audiência-geral de quarta-feira passada (24) em função de uma indisposição intestinal, anunciará no domingo a designação de 20 a 30 novos cardeais.
A data do chamado Consistório --assembléia de todos os cardeais da Igreja, durante a qual é entregue o barrete cardinalício aos novos eleitos-- ainda não foi definida.
Essa designação cria muito interesse, já que se tratam de novos candidatos à sucessão do papa, pois participam no conclave (eleição do pontífice) convocado em caso de morte de João Paulo 2º.
Por outra parte, a presença em Roma de 300 altos prelados da hierarquia da Igreja Católica mundial, entre cardeais e arcebispos de todas as dioceses católicas, para assistir, de 15 a 18 de outubro, as cerimônias pelos 25 anos de pontificado representa uma ocasião oportuna para anunciar os novos escolhidos.
Mas as fontes religiosas indicam que, segundo a tradição, este anúncio deve ser dado com pelo menos um mês de antecedência para facilitar ao novo cardeal preparar trajes apropriados, assim como providenciar sua viagem e a de seus parentes e amigos a Roma.
A imprensa italiana afirma que o Consistório estava programado para fevereiro próximo, mas que, devido às condições de saúde do papa, poderá ser antecipado.
Atualmente somente 109 dos 164 cardeais têm direito a votar para eleger o papa. Em 2004, vários cardeais superarão os 80 anos, perdendo o direito de escolher o futuro pontífice.
Entre os candidatos, figuram nomes como seu secretário particular, monsenhor Stanislaw Dziwisz, o atual ministro das Relações Exteriores, o francês Jean-Louis Tauran, e o teólogo do pontífice, o alemão Paul Josef Cordes, presidente do organismo encarregado das obras de caridade, Cor Unum.
Entre os latino-americanos, figuram Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, e Nicolás Cotugno, arcebispo de Montevidéu.
Especial

