Powell elogia "compromisso de Uribe com direitos humanos"
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da Folha OnlineO presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se reuniu hoje com o secretário de Estado americano, Colin Powell, que o cumprimentou por seus avanços na luta contra o narcotráfico e se declarou "impressionado por seu compromisso com o respeito aos direitos humanos".
Especulava-se que a abordagem do tema dos direitos humanos na Colômbia nesta viagem poderia afetar a ajuda militar e financeira dos EUA ao país. As declarações feitas hoje por Powell, porém, indicam que a ajuda provavelmente não será afetada.
"Fiquei impressionado por seu compromisso com o respeito aos direitos humanos, assim como por seus avanços na luta contra o narcotráfico", disse Powell ao se despedir de Uribe na porta do Departamento de Estado, após uma reunião que durou pouco mais de meia hora.
| Reuters - 31.jul.2003 |
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| Colin Powell, secretário de Estado dos EUA |
Uribe disse que na reunião tinha reafirmado sua determinação de "derrotar o narcotráfico e o terrorismo", e acrescentou que essa luta "não é somente pelos povos da Colômbia e Estados Unidos, mas por todos os povos do mundo".
Powell, respondendo a perguntas, confirmou que tinham discutido a questão dos direitos humanos, e estimou que Uribe tinha colocado o tema "no contexto correto" em seu discurso na ONU.
O presidente colombiano disse que "não se pode derrotar o terrorismo sem um compromisso de respeito aos direitos humanos", mas reiterou seus argumentos contra os informes de alguns grupos que o acusam de violar esses direitos.
"Há alguns informes de organizações que respeito, como Human Rights Watch, mas há outros que não", disse Uribe, sem dar mais detalhes.
| Reuters - 27.mai.2002 |
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| Alvaro Uribe, presidente da Colômbia |
Uribe tem sido alvo de críticas a um projeto de lei que daria liberdade condicional a rebeldes que aceitarem negociar a paz.
Entre os críticos mais ferrenhos à sua iniciativa de lei estão o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e a Human Rights Watch (HRW), aos quais se uniram essa semana 56 congressistas americanos por acharem que o projeto deixa impunes delitos atrozes cometidos por traficantes e violadores dos direitos humanos.
A tensão entre Uribe e as organizações provocou uma forte reação de repúdio na União Européia (UE) e em organismos como a Anistia Internacional (AI).
O tema dos direitos humanos está diretamente relacionado à ajuda financeira que os EUA enviam à Colômbia, no contexto do principal projeto estratégico de Washington na América Latina, o Plano Colômbia --esforço lançado em 2000, orçado em US$ 7,5 bilhões, para combater o narcotráfico e a guerrilha no país.
Cerca de 3.500 colombianos morrem a cada a ano em decorrência do conflito armado --envolvendo forças do governo, guerrilhas de esquerda e paramilitares de direita-- que atinge o país há décadas.
Com agências internacionais
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