Mundo
12/10/2009 - 11h22

Coreia do Norte lança cinco mísseis; Hillary diz que EUA mantêm diálogo nuclear

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da Folha Online

A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira cinco mísseis de curto alcance na sua costa leste e proibiu a navegação na região entre os dias 10 e 20 de outubro, disse nesta segunda-feira uma fonte governamental à agência sul-coreana de notícias Yonhap.

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Na Irlanda do Norte, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o lançamento de mísseis não afeta os esforços dos Estados Unidos pela desnuclearização do regime comunista.

"Nossos objetivos continuam os mesmos. Nós pretendemos trabalhar por uma península Coreana livre de armas nucleares", disse Hillary, acrescentando que tanto os EUA quanto seus aliados tentam demonstrar a Pyongyang que não aceitarão a continuidade do programa nuclear norte-coreano.

Lee Jin-man/AP
Sul-coreanos assistem a jornal na TV que reporta testes de mísseis norte-coreanos; país teria lançado cinco mísseis
Sul-coreanos assistem a jornal na TV que reporta testes de mísseis norte-coreanos; país teria lançado cinco mísseis

Segundo as agências de notícias Associated Press e Reuters, que citam a Yonhap, a Coreia do Norte testou dois mísseis na manhã desta segunda-feira ao sul de Musudan-ri, na Província de Hamgyong, e outros três na tarde de segunda-feira (horário local) de bases de lançamento móveis.

A medida surpreende depois do discurso do ditador norte-coreano, Kim Jong-il, na semana passada, pela retomada do diálogo bilateral e multilateral pela desnuclearização de Pyongyang. Kim chegou a vincular qualquer progresso aos resultados de uma reunião direta com os EUA.

A Yonhap disse ainda que os mísseis são do estilo terra-terra KN-02, com um alcance de até 120 km.

As autoridades norte-coreanas e sul-coreanas ainda não se manifestaram formalmente e não há informação se os lançamentos fazem parte de exercícios militares de rotina.

Estes lançamentos são os primeiros em três meses, desde que o país lançou sete mísseis balísticos em julho passado e ocorrem apesar da aproximação recente da Coreia do Norte com os EUA e a vizinha Coreia do Sul.

Os novos mísseis coincidem com o relato da imprensa local de que os Estados Unidos planejam enviar seu porta-aviões USS George Washington ao porto de Busan, na vizinha Coreia do Sul, nesta terça-feira (13).

O regime comunista tem centenas de mísseis de curto alcance, com a habilidade de atingir a capital sul-coreana, Seul, e outros centros urbanos em seus arredores --onde moram cerca de 25 milhões de pessoas.

A Coreia do Norte é proibida, por resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), de lançar mísseis balísticos, mas não há acordos internacionais que proíbem o regime de testar mísseis de curto alcance.

A resolução não impediu o regime de realizar diversos testes de lançamento de mísseis balísticos nos últimos meses e um teste nuclear, em 25 de maio passado.

A medida levou o Conselho de Segurança a aprovar mais um pacote de sanções e um embargo comercial e de armas contra a Coreia do Norte em junho passado. Alguns analistas dizem que as provocações fazem parte da estratégia norte-coreana de fortalecer sua posição momentos antes de entrar nas negociações com os países.

No início da semana passada, Kim Jong-il afirmou que Pyongyang estava disposta a voltar à mesa de negociações de seis lados --com Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão e Rússia. Kim condicionou, contudo, o diálogo a reuniões prévias por "diálogo direto" com os EUA.

As conversas de seis partes foram interrompidas há cerca de um ano, quando Pyongyang disse que boicotaria as sessões até que Washington encerasse as "atitudes hostis". Iniciadas em 2003, as conversas têm como objetivo obter do regime norte-coreano a renúncia de suas ambições atômicas em troca de uma ajuda no campo energético.

PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA

Em setembro passado, Kim já havia dito que estava disposto a retomar, após mais de um ano, as conversas pela desnuclearização de seu regime.

A informação do lançamento chega também apenas horas depois que a Coreia do Sul propôs de uma reunião de trabalho para tentar prevenir enchentes no sul provocadas por represas norte-coreanas, segundo fontes do Ministério da Unificação sul-coreano citadas pela Yonhap.

A oferta de negociações coincide com uma melhora das relações entre as duas Coreias e estão motivadas por uma recente cheia no rio Iimjin, próximo à fronteira entre os dois países, que provocou a morte de seis sul-coreanos, depois que a Coreia do Norte abriu uma represa sem aviso prévio.

Pyongyang se mostrou neste fim de semana disposta a melhorar as relações com Seul como continuação dos gestos conciliadores, após as tensões causadas pelo teste nuclear.

Com Reuters e Associated Press

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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