Hillary oferece apoio limitado à Irlanda do Norte em acordo com Reino Unido
da Folha Online
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira que o governo dos Estados Unidos oferece apoio aos políticos locais, mas não se intrometerá no delicado processo de devolução do controle da polícia e justiça à Irlanda do Norte.
Durante um discurso na Assembleia Autônoma da Irlanda do Norte em Belfast, Hillary pediu para que as partes deem o último passo rumo à assinatura de um histórico acordo que colocará as bases para compartilhar a responsabilidade na gestão do sistema policial e judicial, atualmente administrado por Londres.
| Peter Morrison/AP |
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| Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, discursa para líderes empresariais na Universidade Queens, em Belfast |
O acordo de paz da Sexta-feira Santa, que em 10 de abril de 1998 acabou com os 30 anos de violência que deixaram 3.500 mortos na região, permitiu a instauração de um governo de poder compartilhado entre protestantes e católicos. Previa ainda a devolução dos poderes policial e judicial, mas sem fixar nenhuma data.
A secretária de Estado, contudo, evitou dar a impressão de que os EUA exercerão pressão sobre Londres, grande aliado de Washington, para conseguir a resolução de um dos últimos assuntos pendentes do processo de paz na Província, que qualificou de "exemplo para a resolução de conflitos no mundo".
A mesma mensagem marcou seu encontro prévio com o ministro norte-irlandês, o unionista Peter Robinson, e seu adjunto no Executivo, o republicano Martin McGuinness.
Disputa irlandesa
O majoritário Partido Democrático Unionista (DUP) e o Sinn Féin, braço político do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA), mantêm posições divergentes sobre o calendário da devolução das competências.
Enquanto o DUP queria adiar pelo menos até o Natal este processo, para assegurar uma ajuda econômica de Londres de cerca de 650 milhões de euros, o Sinn Féin considera que a devolução deveria ter acontecido há meses e culpa os unionistas de atrasá-la para apaziguar os elementos radicais de seu partido diante das próximas eleições.
Após manter intensas negociações na semana passada com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, as partes indicaram que ainda resta algumas aparas pendentes, mas parece que há consenso a respeito do pacote econômico oferecido por Londres.
No entanto, os unionistas deixaram claro que nem os republicanos nem a presença de Hillary na ilha os influenciarão para tomar uma decisão "apressada".
Sutil
Por isso, a secretária de Estado reiterou nesta segunda-feira que a "administração de Obama está comprometida a ajudar nesta viagem".
"Os Estados Unidos não se intrometerão (...). Como verdadeira amiga, minha esperança é que consigam o que se propuseram, completar o processo de devolução", disse a secretária.
Medindo muito as palavras, a segunda parte de seu discurso vinculou sutilmente a perspectiva de futuros investimentos americanos na Província com o êxito do processo de devolução das citadas competências.
"Desde a assinatura do acordo da Sexta-Feira Santa [1998], os investimentos americanos aumentaram aqui. Os empresários precisam de estabilidade política e segurança cidadã. O progresso econômico e político caminham de mãos dadas", disse Hillary.
Ela também destacou o desarmamento iniciado por várias organizações paramilitares, mas advertiu para a ameaça persistente da violência e citou como exemplo os atentados de março passado que deixaram dois soldados britânicos e um policial mortos. Os ataques foram reivindicados por republicanos dissidentes.
Dificuldades
| PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA |
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Em resposta a seu discurso, Robinson reconheceu que há dificuldades, mas lembrou que o governo de poder compartilhado com os católicos está decidido "a superar os problemas que enfrentamos" e agradeceu "a ajuda que tivemos dos EUA, desta administração e das duas anteriores".
McGuinness destacou ainda o "papel decisivo" de Hillary, ex-primeira-dama dos EUA, na pacificação da ilha. "Hillary Clinton é uma verdadeira amiga de todos nós há 15 anos. Sua contínua implicação política, emocional e intelectual é algo que nos informou sobre grandes benefícios durante todo este tempo", acrescentou o republicano.
Esta foi a primeira visita de Hillary como secretária de Estado à Irlanda do Norte, onde já tinha participado do processo de paz em outras seis ocasiões, como primeira-dama durante o mandato de seu marido, Bill Clinton (1993-2001).
A secretária de Estado americana iniciou sábado passado (10) um giro europeu que a levou a Zurique, Londres, Dublin e Belfast, de onde partirá durante o dia com destino a Moscou, a etapa mais importante de sua viagem.
Com Efe e France Presse
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Alguém lembra do enriquecimento de Urânio pelo Brasil, todo o "bodogodo" que os EUA fizeram???
Inclusive pedindo vistorias internacionais, etc, etc.
Até explicar aos EUa que fuzinho de porco não era tomada, o país ficou em alerta, achando que o Brasil queria fabricar uma Bomba Atômica.
Fato é o seguinte, os EUA sofrem de TERRORISMO INTERNO, a população sempre acha que tem alguém ou país querendo atacá-los.
Os EUA, estão querendo forçar o Irã a abrir as portas do seu país ao capitalismo. Querem que o Iraniano coma OVOS, BATATAS FRITAS & BEBA COCA COLA no café da manhã.
Querem fazer como fizeram por anos na América Latina, assim o Irã fica submiso.
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A lei Iraniana obriga as mulheres a cobrir o cabelo (não nescessariamente todo ele) o que pode ser feito, e normalmente é, com um lenço. Agora as mulheres mais religiosas usam desde o hijab (lenço) ate o chador (vestimenta parecida com a burca porem normalmente com o rosto a mostra).
Agora para deixar bem claro minha opnião. Sou a favor da total liberdade de CADA individuo, por isso não acredito em qualquer religião, pois o cerne da Fé é a crença SEM questionamentos e o cerne do raciocinio logico (ferramente unica dos seres humanos e responsavel pela IDEIA de IGUALDADE) é o questionamento.
Portanto, Fé e Lógica, são antagonicas e não podem coexistir na mente da mesma pessoa sem produzir ações contraditorias.
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