Mundo
13/10/2009 - 10h26

Coreia do Norte se prepara para mais testes após lançar cinco mísseis, diz agência

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da Folha Online

A Coreia do Norte se prepara para disparar mais mísseis de curto alcance, desta vez da costa oeste do país, disse a agência de notícias sul-coreana Yonhap, que informou na véspera o lançamento de cinco mísseis da costa leste norte-coreana. Pyongyang não se pronunciou oficialmente sobre os lançamentos, que podem ser uma tentativa de reforçar seu poder de barganha antes de retomar as negociações sobre o fim do seu programa de armas nucleares.

"Houve indicações de que a Coreia do Norte está se preparando para disparar mísseis de curto alcance na costa oeste", disse uma fonte do governo a Yonhap.

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A rede de televisão da Coreia do Sul YTN também relatou possíveis novos testes já que o país emitiu uma proibição de navegação nas duas costas de 10 a 20 de outubro, em uma faixa de 120 quilômetros. Autoridades do Japão também foram avisadas pela Coreia do Norte sobre a realização de manobras militares entre os dias 12 e 25 deste mês no litoral oeste norte-coreano, segundo a agência japonesa Kyodo.

A agência sul-coreana Yonhap informou que a Coreia do Norte testou dois mísseis na manhã desta segunda-feira ao sul de Musudan-ri, na Província de Hamgyong, e outros três na tarde de segunda-feira (horário local) de bases de lançamento móveis.

Segundo uma fonte do governo de Seul citada pela Yonhap, são mísseis terra-terra do tipo KN-02 com um alcance de 120 quilômetros.

Mas, menos de um dia depois de Pyongyang assustar a região com seu primeiro teste de mísseis em cerca de três meses, o regime também concordou em estabelecer discussões com Seul a respeito de questões intercoreanas, sinalizando que não está fechado ao diálogo.

A notícia sobre os mísseis derrubou a Bolsa de Seul na abertura do pregão.

A China, que tem certa proximidade política com a Coreia do Norte, disse que o teste de mísseis terá pouco impacto na retomada das negociações multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano.

"Acredito que isso não afetará a tendência de relaxamento [da tensão] a respeito da península coreana", disse um porta-voz da chancelaria.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, manifestou maior preocupação, dizendo que o teste, "se for verdade, é muito lamentável".

Na segunda-feira, a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, havia dito que Washington manteria seus esforços pelo desarmamento nuclear da península.

Já as autoridades sul-coreanas minimizaram os disparos, dizendo que eles são parte de exercícios militares de rotina.

"Os mísseis são idênticos àqueles que foram disparados numerosas vezes no passado, então não acreditamos que haverá problemas na realização de conversas, que irão prosseguir", disse Chun Hae-sung, porta-voz do Ministério da Unificação.

Com Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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