Mundo
13/10/2009 - 16h44

Pentágono desmente envio não-anunciado de soldados ao Afeganistão

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da France Presse, em Washington
da Folha Online

O Pentágono desmentiu nesta terça-feira a informação divulgada pelo jornal americano "Washington Post" de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenha decidido enviar ao Afeganistão, sem anunciar, 13 mil soldados adicionais além dos 21 mil reforços que ele divulgou em março passado.

Segundo o site do jornal americano, o reforço envolveria principalmente oficiais de apoio --como engenheiros, médicos, especialistas de inteligência e da polícia militar. O jornal como fonte um funcionário do Departamento de Defesa.

A decisão elevaria o total aprovado por Obama a 34 mil homens.

"Nada foi escondido", declarou o coronel Dave Lapan, repetindo a informação do ministério da Defesa de que o número de soldados chegará aos 68 mil até o final do ano.

Segundo o "Post", o destacamento teria recebido pouco destaque por parte de oficias do Pentágono e da Casa Branca, que falaram mais a respeito do envio de forças de combate.

O comandante militar americano no país, general Stanley McChrystal, pediu um reforço de 40 mil soldados para enfrentar a renovada força dos insurgentes da milícia Taleban.

No início de outubro, os EUA mantinham um total de 65 mil homens no Afeganistão, que foi invadido no final de 2001, após os ataques terroristas de 11 de setembro. Outros 124 mil soldados são mantidos pelos EUA no Iraque.

No final de 2007 e início de 2008, os EUA chegaram a manter 160 mil homens no Iraque, enquanto o número total no Afeganistão era de 26 mil.

O Exército dos EUA mantém 17 brigadas destacadas no mundo todo --11 delas no Iraque e cinco no Afeganistão-- segundo dados do Pentágono.

A Corporação dos Marines também possui uma brigada expedicionária no Afeganistão.

Estratégia

A informação e o desmentido acontecem em um momento em que Obama faz uma revisão da estratégia americana no Afeganistão para lidar com a piora da situação no país, onde as baixas americanas já chegam a quase 800.

Lançada após os ataques terroristas de 11 de Setembro, a guerra no Afeganistão visava combater a insurgência Taleban e minar a estrutura da rede terrorista Al Qaeda no país.

Segundo ele, seu principal objetivo é impedir que membros da rede terrorista Al Qaeda mantenham uma base para ataques contra alvos americanos ou aliados. Recentemente, ele disse a 18 legisladores que manterá esse foco, embora saiba que sua decisão não agradará a todos.

PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA

O presidente americano deixou claro que não pretende dobrar o número de soldados no Afeganistão, tampouco retirar todas as tropas.

No último dia 7, dia que marcou o 8º aniversário do conflito, Obama se reuniu com sua equipe de segurança nacional para discutir os rumos da guerra. No domingo (11), ele conversou com o embaixador dos EUA no Afeganistão, Karl Eikenberry, sobre a recente eleição no país e a revisão da estratégia americana na região.

O senador republicano John McCain disse no domingo à rede de TV americana CNN que a decisão de não enviar reforços ao Afeganistão seria um "erro de dimensão histórica"'.

O líder americano não anunciou um cronograma para o fim do conflito até o momento.

Com Efe

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Mundo civilizado, cultura adiantada, ou seja, de primeiro mundo, Europa, é assim, quando o sujeito "peca", não adianta "confessar para o padre", nem pedir perdão a Deus, o negócio é ir direto para o inferno. Lá pelo menos, terá companheios que já fazem "festa" com o que desviou, junto com seu chefe, o Satã. Quem tem vergonha na cara, não quer enfrentar a sociedade pela frente, após o cometimento de atos ilícitos e imorais. No Japão, costumam cometer o harakiri, na Ásia de modo em geral, e Europa, pedem perdão e, vão prá casa se esconder de vergonha. No Brasil, continuam na política, de cara limpa, engabelando o povo, não temendo a Justiça, pelo contrário, contratam advogados dos mais expressivos, para se safarem. Também pudera, estamos ainda na faixa do terceiro mundo, somos latinos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo/SP 1 opinião
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Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Em qualquer país sério e principalmente desenvolvido, quando se descobre um escândalo, os envolvidos correm para renunciar aos seus cargos.
E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
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Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
São mdois pesos e duas medidas: Israel não permite inspeções em seu arsenal atômico e fica por isso mesmo, já o Irã, não pode enriquecer urânio> Um General ordena ataques que matam civis no Afeganistão e sequer é processado por crimes de Guerra, enquanto faz-se um alarde incrível com a Coréia do Norte. Oh ! Hipocrisia sem opinião
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