Mundo
19/10/2009 - 13h22

Banco da Babilônia abre agência só para mulheres no Iraque

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da France Presse, em Najaf

A primeira agência bancária no Iraque reservada às mulheres foi aberta na cidade sagrada xiita de Najaf (centro), anunciou nesta segunda-feira à agência de notícias France Presse o presidente do grupo, garantindo, com um sorriso, que nem ele pode entrar.

"Esta sucursal do Banco da Babilônia abriu no domingo [18] a pedido das mulheres empresárias de diferentes setores em Najaf, para garantir todos os direitos delas na vida econômica e para que elas possam dar continuidade a seus trabalhos na sociedade", disse a diretora da sucursal, Amira Essa.

"Todos os empregados desta agência são mulheres bonitas, para instaurar um bom clima com as clientes", disse o presidente do banco, Abdel Razzak Mansour. "Elas receberam uma formação intensiva, e as coisas acontecerão devagar", completou.

A agência tem 25 funcionárias, entre elas a diretora. Somente os três ou quatro guardas da segurança na entrada são homens. "Eu sou o chefe, mas só posso pedir a elas que venham na sede [em Bagdá], não posso entrar na agência", destacou. "Esperamos abrir outras agências como esta no país, mas temos certeza de que teremos sucesso em Najaf pelas inúmeras empresas dirigidas por mulheres aqui", explicou Mansour.

Segundo ele, a sucursal possui fundos de até 50 bilhões de dinares (mais de R$ 74 milhões) e cobrirá todas atividades como empréstimos, depósitos e contas poupança nas duas moedas, dinares e dólares. "Nós já temos 50 clientes", disse o presidente, que espera um total de 200 mulheres aproximadamente.

Estabelecimento privado, o Banco da Babilônia foi criado em 1988. Ele tem dez sucursais no Iraque, quatro delas em Najaf. A cidade sagrada de Najaf (150 km ao sul de Bagdá) abriga o mausoléu Ali, o primeiro imã xiita, e recebe a visita todo ano de milhões de fiéis.

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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