Mundo
20/10/2009 - 10h36

Obama coloca EUA entre países de maior liberdade de imprensa, diz RSF

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da Efe, em Paris
da Folha Online

A atitude menos hostil do presidente americano, Barack Obama, com relação à imprensa em comparação com seu antecessor, George Bush, elevou os Estados Unidos para o 20º lugar na classificação de liberdade de imprensa no mundo, segundo o ranking apresentado nesta terça-feira pela organização RSF (Repórteres sem Fronteiras).

Já a Europa decaiu e, de acordo com a organização, deve "dar exemplo para poder denunciar as violações em outras partes do mundo". Como exemplo, a RSF cita os casos da França (43º), Itália (49º) e da Eslováquia (44º) --que anualmente descem na lista-- assim como a Espanha (que caiu do 39º para 44º), onde existem jornalistas que ainda se sentem ameaçados.

Ainda com relação à Europa, a principal ameaça diz respeito às novas legislações que questionam o trabalho dos jornalistas, como na Eslováquia, onde se introduziu um direito automático de réplica e o ministro de Cultura aumentou sua influência nas publicações.

Estes elementos permitiram que as jovens democracias como Gana na África, Uruguai, Trinidad e Tobago e Costa Rica na América Latina, estejam entre os 30 melhores.

No entanto, os 14 países que lideram o ranking da liberdade de imprensa são todos europeus, começando pelos escandinavos, mas também as três repúblicas bálticas (Estônia, Lituânia e Letônia), assim como a Irlanda, Holanda, Suíça, Bélgica, Malta e Áustria.

O Brasil aparece em 71° lugar no ranking divulgado pelo RSF. De acordo com a organização, o país "por fim se libertou", em 1° de maio de 2009, da lei de imprensa herdada da ditadura militar, e "se beneficia dos esforços realizados pelo governo Lula em relação ao acesso à informação".

Piores

No final da fila permanece há anos o denominado pelo RSF como "trio infernal": Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritréia.

O Irã que figura em 172º lugar, por causa do regime de seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad. De acordo com a entidade, jornalistas sofrem "mais do que nunca" no país. Entre as retaliações estão medidas como censura e vigilância, além de prisões ilegais e casos de jornalistas que foram forçados a deixar o país.

"A reeleição do presidente colocou o país em uma autêntica crise e instaurou uma paranoia com relação aos jornalistas e blogueiros", denúncia à organização.

Engrossando o final da fila aparece Cuba, que passa do 169º para 170º, abaixo de outros tão pouco exemplares no diz respeito à liberdade de imprensa como o Laos, China, Iêmen, Vietnã, Síria, Somália e Arábia Saudita.

Israel também piorou seu desempenho no ranking e desabou 40 postos, com relação a 2008, aparecendo agora em 93º lugar.

O motivo é a camada de chumbo imposta à imprensa que acompanhou sua operação militar contra a Faixa de Gaza, e que se traduziu em censura militar a todos os meios de comunicação e a detenção de cinco jornalistas, com três encarceramentos.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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