Mundo
21/10/2009 - 10h06

Secretário de Defesa dos EUA diz que ameaça norte-coreana está mais letal

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da Folha Online

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse nesta quarta-feira que a Coreia do Norte tornou-se uma ameaça mais letal para a região e que Washington não tolerará armas nucleares no país. Gates está em visita à coreia do Sul e ao Japão para debater a segurança regional.

A Coreia do Norte posiciona a maioria dos seus 1,2 milhão de soldados próximos à fronteira com a Coreia do Sul e tem centenas de mísseis de curto alcance, com a habilidade de atingir a capital sul-coreana, Seul, e outros centros urbanos em seus arredores --onde moram cerca de 25 milhões de pessoas.

"O comprometimento de longo prazo da América aqui reconhece que o perigo apresentado pelo regime norte-coreano continua e, de várias formas, tornou-se ainda mais letal e desestabilizador", disse Gates a tropas norte-americanas e sul-coreanas da base militar de Yong San, em Seul.

O tom duro de Gates vem após semanas de sinais contraditórios do regime de Pyongyang, que disparou cinco mísseis de curto alcance em sua costa leste e afirmou querer retomar as negociações por sua desnuclearização. O lançamento dos mísseis foi visto por analistas como uma tentativa de melhorar seu poder de barganha nas discussões multilaterais sobre o seu desarmamento nuclear.

Kim Jong-il afirmou que Pyongyang estava disposta a voltar à mesa de negociações de seis lados --com Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão e Rússia. Kim condicionou, contudo, o diálogo a reuniões prévias por "diálogo direto" com os EUA.

As conversas de seis partes foram interrompidas há cerca de um ano, quando Pyongyang disse que boicotaria as sessões até que Washington encerasse as "atitudes hostis". Iniciadas em 2003, as conversas têm como objetivo obter do regime norte-coreano a renúncia de suas ambições atômicas em troca de uma ajuda no campo energético.

Gates ressaltou que o governo dos EUA nunca vai tolerar uma Coreia do Norte dotada de armas nucleares. "Que ninguém se engane a respeito, não aceitaremos nunca uma Coreia do Norte dotada de armas nucleares", declarou Gates.

Gates disse que diante da ameaça norte-coreana, Washington utilizaria "todos os meios de dissuasão" e "o conjunto da potência dos EUA, desde o escudo nuclear até os ataques convencionais e a defesa antimísseis".

Gates chegou hoje à Coreia do Sul procedente do Japão para se reunir com o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Tae-young, informou a agência local Yonhap. Durante a reunião, espera-se que Gates peça a Seul apoio financeiro para a missão internacional no Afeganistão, mas não está claro se reivindicará também o envio de tropas da Coreia do Sul.

Atualmente, 28.500 soldados dos EUA estão posicionados na Coreia do Sul como poder dissuasório perante um eventual ataque do regime da Coreia do Norte.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra, depois que o confronto civil de três anos terminou em 1953 com um armistício, em vez de um tratado de paz.

Com Efe, France Presse e Reuters

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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