Mundo
21/10/2009 - 13h15

Obama pode anunciar decisão sobre tropas antes de eleição afegã

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da Folha Online

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta quarta-feira considerar "muito provável" que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncie já antes da definição sobre quem será o próximo presidente do Afeganistão a sua decisão de enviar mais militares para aquele país.

Ontem (20), órgãos do governo afegão anunciaram que a disputa entre o presidente Hamid Karzai e seu principal rival, o ex-chanceler Abdullah Abdullah, irá para segundo turno, que será realizado no próximo dia 7. O primeiro turno aconteceu em 20 de agosto passado, sob diversas denúncias de fraude.

Essas denúncias levaram a uma demorada recontagem que, ao final, descartou milhares de votos e deixou Karzai com menos de 50% dos votos válidos --condição necessária para que fosse declarada vitória ainda em primeiro turno.

Obama comemorou a aceitação de Karzai em participar do segundo turno e disse considerar "vital" que "elementos da sociedade afegã continuem a se unir pelo avanço da democracia, da paz e da justiça". "A Constituição afegã foi fortalecida pela decisão de Karzai, e isso é de interesse primordial para o povo afegão", disse Obama em um comunicado.

O líder dos EUA elogiou ainda as "ações construtivas" de Karzai para estabelecer um importante precedente para a nova democracia afegã.

As relações entre Karzai e Obama ficaram prejudicadas após a polêmica votação. A recusa de Washington em reconhecer sua vitória no pleito desagradou Karzai.

Fraude

Segundo a Comissão Eleitoral afegã, que avaliou o relatório entregue na véspera pela Comissão de Queixas Eleitorais (CQE) sobre a extensão da fraude no pleito, Karzai obteve 49,67% dos votos válidos e não foi capaz de alcançar a maioria absoluta (54,6%) anunciada anteriormente.

Karzai deve enfrentar no dia 7 o ex-ministro de Relações Exteriores Abdullah Abdullah, em um segundo turno. Analistas dizem, contudo, que Karzai --que é Pashtun, o maior grupo étnico do Afeganistão- deve ganhar a nova rodada. O difícil será apagar a mancha da ilegitimidade com a comprovação de fraude extensa na primeira votação.

O presidente afegão defendeu anteriormente que a fraude foi limitada e não generalizada --termo este utilizado pelo chefe da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) no país, Kai Eide. A mudança de tom de Karzai veio após intenso esforço diplomático para garantir a legitimidade das eleições --e consequentemente do novo governo-- em um momento de maior investimento na guerra ao grupo militante Taleban no país.

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (148) 17/12/2009 13h47
Domingos Aparecido (148) 17/12/2009 13h47
Radicalismo dificulta integração de muçulmanos na Europa
Atualmente, não são poucos os europeus que consideram o islã uma ameaça. Os motivos para tal não são fáceis de evidenciar. No entanto, somente um esforço paciente de integração de ambos os lados poderá ajudar.
O fato de os suíços terem rejeitado através de plebiscito a construção de novos minaretes no país desencadeou na Europa um novo debate sobre o diálogo e a coexistência com o islamismo. Tal discussão parece confirmar a suspeita de que a desconfiança e a rejeição aberta em relação aos muçulmanos continuam a crescer.
Na Suíça foi a questão dos minaretes. Na Alemanha, por repetidas vezes, a construção das próprias mesquitas. Tais exemplos mostram que a mera visibilidade de uma casa divina atípica parece provocar medo nas pessoas. Quanto maior a construção, maior o temor da suposta intenção do islã de dominar a Europa.
Isso é intensificado pelas declarações de alguns muçulmanos radicais, em alguns países europeus, de que o islã se tornará a primeira e principal religião e que, em vez da democracia, a Charia [código de leis do islamismo] se estabalecerá no continente.
Fonte: DW World.
Isso só terá fim após o Arrebatamento da Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o estabelecimento do governo mundial do Anticristo e o ataque das nações a Israel na Planíce de Megido (Armagedom).
Saiba mais, visite: www.chamada.com.br
Maranata.
sem opinião
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martinho henriques (10) 17/12/2009 11h29
martinho henriques (10) 17/12/2009 11h29
como é que um alto funcionario do governo americano na afagnistão faz uma declaração solcitando a mudança do presidente. Houve eleição,os eeuu deu credibilidade a eleição . Para os eeuu o afeganistão virou casa da mãe joana, tira e bota o presidente na ora que eles qauerem. sem opinião
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Carlos Benedito Favoretto (21) 15/12/2009 11h04
Carlos Benedito Favoretto (21) 15/12/2009 11h04
Já passou da hora dos meios de comunicação pararem de passar esses fatos horriveis.
Já temos os nossos problemas e quando acordamos pela manhã somos obrigados a ver esses absurdos.
Os caras de lá não se entendem , como um povo que acredita na própria morte para matar bestamente outros pode nos dar conhecimento ou qualquer informação importante?
Vamos cuidar das pessoas que ainda estão na enchente sem chuva!!!!!!!!
14 opiniões
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