Mundo
26/10/2009 - 10h15

Obama pediu à Espanha que enviasse mensagem a Cuba

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CAREN BOHAN
da Reuters, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu à Espanha que entregasse uma mensagem a Cuba sobre a necessidade de reforma democrática quando se reuniu com o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no início deste mês, disse uma autoridade norte-americana.

Seis dias depois do encontro dos dois líderes em 13 de outubro na Casa Branca, o ministro das Relações Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, visitou a ilha caribenha e se encontrou com o presidente cubano, Raúl Castro.

"Quando (Obama) soube que o chanceler Moratinos estava prestes a ir para Havana, ele sugeriu que Moratinos pedisse ao regime Castro que tomasse medidas para reformar e melhorar os direitos humanos", disse a autoridade no domingo, falando à Reuters sob condição de anonimato.

Washington e Havana mantêm relações hostis desde a Revolução de 1959 de Fidel Castro, que levou Cuba em direção ao comunismo.

O pedido dos EUA de levar uma mensagem a Cuba foi divulgado pelo jornal espanhol "El País", que disse que Obama falou sobre um ponto de virada potencial na relação com Havana, mas disse que era importante que Cuba tomasse algumas medidas.

"Que (Moratinos) diga às autoridades cubanas que entendemos que a mudança não pode acontecer da noite para o dia... mas deve ficar claro que agora é que as mudanças começaram", disse Obama a Zapatero, segundo fontes diplomáticas citadas pelo "El País".

"Estamos tomando medidas, mas se eles não tomarem medidas também, vai ficar muito difícil para nós continuarmos", disse Obama.

Relações

Obama prometeu um "novo começo" nas relações com Cuba como parte de uma nova era de parceria e engajamento dos EUA com a América Latina e o Caribe.

Ele removeu limites às viagens e ao envio de dinheiro de cubano-americanos para a ilha, e iniciou discussões sobre questões migratórias e a retomada do serviço de correio direto, suspenso em 1963 entre os dois países, que estão separados por apenas 145 km.

Mas Obama disse que o embargo econômico de 47 anos sobre Cuba, o principal ponto de disputa entre os dois países, deve continuar até que o governo cubano solte presos políticos e melhore os direitos humanos.

Moratinos se encontrou com Raúl Castro em 19 de outubro e disse que o líder comunista afirmou seu compromisso com reformas econômicas e expressou o desejo de continuar melhorando as relações com os EUA.

A Espanha, um dos maiores parceiros comerciais de Cuba, destacou a melhora na relação entre a ilha e a União Europeia (UE) como uma de suas prioridades ao assumir a Presidência rotativa do bloco em janeiro deste ano.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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