Líder supremo do Irã se opõe ao diálogo direto com os EUA
da Efe, em Teerã
O líder supremo da Revolução iraniana, aiatolá Ali Khamenei, se opôs a iniciar um diálogo direto com os Estados Unidos, revelou o vice-presidente do Parlamento iraniano, Mohmad Reza Bahonar.
Em declarações divulgadas no domingo pela agência Ilna, o deputado argumentou que a opção não faz parte das políticas do Irã.
"Certas pessoas chegaram a enxergar a abertura de um diálogo formal com os EUA, mas o assunto deve ser aprovado pelo Conselho de Segurança e pelo líder supremo", advertiu.
"Atualmente, a nossa estratégia está fundamentada na ausência de negociações", lamentou o vice-presidente do Parlamento, um crítico das políticas do atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.
As declarações do deputado contradizem o ocorrido há duas semanas na cidade Suíça, onde iranianos e americanos conversaram com membros do denominado Grupo 5+1 --Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha.
Teerã e Washington romperam os laços diplomáticos em abril de 1980, depois de estudantes islâmicos atacarem a embaixada americana na capital iraniana.
Logo após a chegada à Casa Branca, o presidente, Barack Obama, anunciou a disposição de escrever um novo capítulo nas relações entre as duas nações.
O Irã pediu a Washington, no entanto, que peça "perdão pelos erros do passado".
"O presidente Obama fez discursos positivos, mas depois atuou de forma contrária as declarações", criticou Rahimi, em entrevista à rede de televisão PressTV.
O primeiro vice-presidente referiu-se às negociações em Genebra e ressaltou que o Irã não se deixasse pressionar pela comunidade internacional.
"A nação iraniana e o governo não se sentem atingidos pela pressão exercida sobre o Irã. Esperamos que os ocidentais entendam que não podem adotar uma diplomacia dominante", disse.
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