Mundo
26/10/2009 - 21h54

Obama diz que não vai apressar decisão sobre reforço de tropas no Afeganistão

Publicidade

da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta segunda-feira não "apressar a decisão solene" de enviar mais tropas para lutar no Afeganistão, enquanto avalia opções militares sobre o que fazer em relação a uma guerra que está indefinida após oito anos de combates.

"Eu não vou arriscar suas vidas, a menos que seja absolutamente necessário", disse Obama a homens e mulheres integrantes da Marinha em Jacksonville, na Flórida. Ele prometeu uma "missão clara", com metas definidas e os equipamentos necessários para fazer o trabalho.

Obama, que está no processo de avaliação das alternativas apresentadas pelo Pentágono, que incluem vários níveis de aumento de tropas, falou sobre o mais recente exemplo dos perigos e sacrifícios enfrentados no Afeganistão --as quedas de helicópteros que mataram 14 americanos, no pior dia para a missão dos EUA em mais de quatro anos.

"Catorze americanos deram as suas vidas. E as nossas orações estão com esses membros do serviço, os seus colegas civis e as famílias que os amavam", disse Obama. "Eles estavam dispostos a arriscar suas vidas, neste caso para evitar que o Afeganistão se torne novamente um refúgio seguro para a [rede terrorista] Al Qaeda e seus aliados extremistas."

A visita de Obama à instalação militar aconteceu depois que ele se reuniu na Casa Branca com a sua equipe de segurança nacional para a sexta conferência sobre o futuro da guerra.

Na semana passada, a Casa Branca rejeitou a acusação do ex-vice-presidente Dick Cheney (2001-2009) de que Obama está "hesitando" na revisão da estratégia no Afeganistão e que precisa mandar mais tropas para o país.

"A Casa Branca deve parar de hesitar, enquanto as forças armadas dos EUA estão em perigo", disse Cheney. "É hora de o presidente Obama fazer o que é preciso para vencer uma guerra que ele tem repetidamente, e com razão, chamado de uma guerra de necessidade".

O governo está debatendo se envia dezenas de milhares de soldados a mais para o país, enquanto o governo afegão está se mobilizando para realizar uma em 7 de novembro o segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Hamid Karzai e o ex-chanceler Abdullah Abdullah. O segundo turno será disputado depois que monitores internacionais apontaram fraude na primeira votação, o que levou à anulação de votos que garantiam a vitória de Karzai no primeiro turno.

Mas Obama não apontou que caminho seguirá. Pesquisas de opinião mostram enfraquecimento do apoio público ao esforço de guerra. Integrantes do próprio partido de Obama, o Democrata, estão divididos sobre o envio ou não de mais soldados. Obama está debatendo se deve seguir o conselho de seu comandante militar no Afeganistão, general Stanley McChrystal, que quer enviar no mínimo mais 40 mil soldados dos EUA.

"Eu nunca vou apressar a decisão solene de enviar vocês a um caminho que não é seguro", disse ele. O presidente disse que se o envio for necessário, vai dar o máximo apoio às tropas. "Porque vocês merecem a estratégia, a missão clara, as metas definidas, bem como o equipamento e o apoio de que vocês precisam para realizar seu trabalho", disse Obama, prometendo que não deixará ser criada uma situação em que as tropas no terreno não tenham o apoio da população.

Emoldurado por dezenas de marinheiros com uniforme branco, Obama ficou em um palco sob uma enorme bandeira americana.

"Estando aqui, vocês se unem a uma longa e ininterrupta linhagem de serviço em Jacksonville --aviadores navais da Segunda Guerra Mundial à Coreia e ao Vietnã, entre eles um grande patriota chamado John McCain", disse o presidente, se referindo ao seu adversário na eleição presidencial de 2008. O senador McCain foi piloto da Marinha e prisioneiro de guerra no Vietnã. A família McCain viveu em Jacksonville durante vários anos enquanto ele era prisioneiro dos vietnamitas, e após a libertação ele morou na cidade, trabalhando no comandando de um esquadrão.

Com Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
avalie fechar
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1618)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Mundo civilizado, cultura adiantada, ou seja, de primeiro mundo, Europa, é assim, quando o sujeito "peca", não adianta "confessar para o padre", nem pedir perdão a Deus, o negócio é ir direto para o inferno. Lá pelo menos, terá companheios que já fazem "festa" com o que desviou, junto com seu chefe, o Satã. Quem tem vergonha na cara, não quer enfrentar a sociedade pela frente, após o cometimento de atos ilícitos e imorais. No Japão, costumam cometer o harakiri, na Ásia de modo em geral, e Europa, pedem perdão e, vão prá casa se esconder de vergonha. No Brasil, continuam na política, de cara limpa, engabelando o povo, não temendo a Justiça, pelo contrário, contratam advogados dos mais expressivos, para se safarem. Também pudera, estamos ainda na faixa do terceiro mundo, somos latinos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo/SP 1 opinião
avalie fechar
Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Em qualquer país sério e principalmente desenvolvido, quando se descobre um escândalo, os envolvidos correm para renunciar aos seus cargos.
E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
sem opinião
avalie fechar
Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
São mdois pesos e duas medidas: Israel não permite inspeções em seu arsenal atômico e fica por isso mesmo, já o Irã, não pode enriquecer urânio> Um General ordena ataques que matam civis no Afeganistão e sequer é processado por crimes de Guerra, enquanto faz-se um alarde incrível com a Coréia do Norte. Oh ! Hipocrisia sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (246)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca