Papa devia ter feito mais contra pedofilia nos EUA, diz pesquisa
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da France Presse, em WashingtonPara os norte-americanos, o papa João Paulo 2º não tratou suficientemente da questão da pedofilia, que prejudicou a imagem da Igreja Católica dos EUA nos últimos anos. A informação foi divulgada em uma pesquisa do Washington Post-ABC feita em ocasião dos 25 anos de papado e publicada hoje.
A grande maioria das pessoas entrevistadas --metade delas católica-- se declarou, no entanto, satisfeita com o pontificado de João Paulo 2º.
Para 74% dos entrevistados, o papa não fez o suficiente frente ao escândalo dos padres pedófilos americanos, que afetou particularmente o arcebispado de Boston (Massachusetts, nordeste), contra apenas 22% que se disseram satisfeitos com a atitude do Vaticano.
Este arcebispado aceitou pagar US$ 85 milhões para pôr fim a 542 processos por abuso sexual, a maior quantia já paga pela Igreja Católica americana.
Em relação ao celibato, 64% se disseram favoráveis a mudanças na vida dos padres, contra 33% que preferem que sejam mantidas as regras atuais.
Para 90% dos entrevistados, o papa é um "exemplo de moral pessoal", que "encorajou os direitos humanos" (89%), que "encorajou a democracia no mundo" (86%) e "respondeu às preocupações apresentadas pelas mulheres da Igreja" (53% contra 43%).
O estudo foi realizado junto a 1.281 adultos americanos, 504 deles católicos, entre 9 e 13 de outubro e tem margem de erro de 4 pontos percentuais.
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