Mortos em explosão no Paquistão chegam a cem; Obama envia pêsames
da Folha Online
Os mortos na explosão de carro-bomba que atingiu um mercado lotado em Peshawar, no noroeste do Paquistão, chegaram a cem nesta quarta-feira, segundo a rede de TV americana CNN e a agência de notícias Associated Press. O presidente americano, Barack Obama, enviou pêsames às vítimas do atentado no Paquistão e da ação do Taleban contra um alvo da ONU (Organização das Nações Unidas) em Cabul, que matou ao menos 12 no Afeganistão.
"O presidente envia suas condolências às vítimas inocentes de extremistas violentos devido ao que ocorreu tanto em Cabul quanto em Peshawar", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
"Em Cabul, obviamente alguns querem minar a vontade do povo afegão de eleger seu próximo governo, o que [os EUA] acreditam que não irá triunfar. No Paquistão, o atentado demonstra que os extremistas estão dispostos a qualquer tipo de ameaça contra o país e o governo", acrescentou Gibbs.
| Efe | ||
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| Multidão se reúne em frente a mercado em Peshawar após explosão de carro-bomba que matou ao menos cem |
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ocorrido em Peshawar, declarando-se "indignado" com o que qualificou como uma "ação atroz que ceifou tantas vidas inocentes".
O atentado é o maior sofrido pelo Paquistão desde 18 de outubro de 2007, quando um suicida se explodiu logo após a chegada a Karachi (sul) da ex-primeira ministra Benazir Bhutto, matando cerca de 150 pessoas. Meses depois, Bhutto morreu em outra ação.
A explosão desta quarta-feira ocorreu no mesmo dia em que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou à capital paquistanesa, Islamabad, para uma visita de três dias. Ela condenou a ação, e prometeu a ajuda dos EUA na luta contra o terrorismo.
"O Paquistão está em meio a uma luta contra grupos extremistas brutais, que matam pessoas inocentes e aterrorizam comunidades", disse Hillary em coletiva de imprensa no Ministério paquistanês de Relações Exteriores, poucas horas depois do atentado.
"Quero que vocês saibam que o Paquistão não está sozinho. Esses extremistas estão comprometidos em destruir o que é mais precioso para nós [EUA], assim como estão comprometidos em atacar aquilo que é o mais importante também para vocês e para todos. Essa luta também é nossa", acrescentou a secretária de Estado.
O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Razá Guilani, e o presidente, Asif Alí Zardari, também condenaram o ataque.
Explosão
Além dos 90 mortos, mais de 200 pessoas ficaram feridas na ação, que destruiu grande parte do mercado, popular entre mulheres e crianças. Várias lojas ficaram em chamas.
A explosão causou o desabamento de prédios --entre eles uma mesquita-- e ateou fogo em várias lojas. Os feridos se sentaram entre os escombros e pedaços de corpos, enquanto uma longa coluna de fumaça cobriu a região
O governo paquistanês atribuiu a responsabilidade a extremistas que pretenderiam se vingar de uma ofensiva militar lançada neste mês contra membros da rede terrorista Al Qaeda e da milícia radical Taleban na fronteira do Afeganistão.
"Nós estamos atacando o centro do terrorismo, e eles estão contra-atacando por meio de ações em Peshawar", afirmou o ministro da Informação da Província Noroeste, Mian Iftikhar Hussain. "Esse é um momento difícil para nós. Estamos recolhendo corpos de mulheres e crianças, mas nós encontraremos esses terroristas e os eliminaremos", acrescentou.
Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, o que é comum em ações que envolvem civis.
O Taleban havia ameaçado perpetrar mais ataques no Paquistão caso o governo não abandonasse a ofensiva terrestre na região tribal do Waziristão do Sul --principal base da milícia radical--, onde o Exército destacou cerca de 30 mil homens para deter os insurgentes.
Hillary
A explosão de carro-bomba ocorreu poucas horas antes da chegada de Hillary. A primeira visita ao país como secretária visa diminuir o sentimento anti-americano no Paquistão, de maioria muçulmana.
Em sua visita, ela elogiou o governo por empreender a arriscada ofensiva contra extremistas na instável região da fronteira com o Afeganistão. "Eu elogio o governo paquistanês e o Exército por agir contra o extremismo. Não era isso o que estava sendo feito antes", disse.
Segundo ela, a administração de Barack Obama pretende apoiar o Paquistão em relação a questões como desenvolvimento econômico, geração de energia, educação e meio-ambiente. Ela sugeriu que o governo do republicano George W. Bush não deu suficiente valor ao Paquistão como aliado na guerra contra o terrorismo, negligenciando a relação com o país.
"Nós estamos virando uma página em relação ao que foi feito nos últimos anos, durante os quais a prioridade foi uma agenda contra-terrorista e com foco na segurança", disse a secretária de Estado a jornalistas durante o vôo de Washington a Islamabad. "Contra-terrorismo continua a ser uma alta prioridade, mas nós também reconhecemos que é crucial que ampliemos nosso grau de compromisso com o Paquistão", acrescentou Hillary.
Ao lado de Hillary, o ministro paquistanês das Relações Exteriores, Shah Mahmood Qureshi, afirmou que a violência não irá minar a determinação do governo em combater a insurgência.
"Nosso objetivo e determinação não serão abalados", disse Qureshi. "As pessoas que estão realizando tais crimes horrendos querem nos abalar. Quero dizer a eles: Nós lutaremos contra vocês porque queremos paz e estabilidade no Paquistão".
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Quando se vê notícias desse tipo, com o assassinato de algumas dúzias em "regiões tribais" no Paquistão, me questiono se não seriam sessões de teste desse programa do governo ironicamente chamado "skynet".
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Porque falarem mal de Hitler então? Temos exemplos na história que nos alertaram de como não seguir adiante... Porque insistimos nos mesmos erros?
O mundo tem por obrigação de parar com esses assassinatos, através de um protesto maciço, nunca feito até então. Se não tentarmos, corremos o risco de perdermos nossa identidade humana.
Descansem em paz...
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Atualmente, não são poucos os europeus que consideram o islã uma ameaça. Os motivos para tal não são fáceis de evidenciar. No entanto, somente um esforço paciente de integração de ambos os lados poderá ajudar.
O fato de os suíços terem rejeitado através de plebiscito a construção de novos minaretes no país desencadeou na Europa um novo debate sobre o diálogo e a coexistência com o islamismo. Tal discussão parece confirmar a suspeita de que a desconfiança e a rejeição aberta em relação aos muçulmanos continuam a crescer.
Na Suíça foi a questão dos minaretes. Na Alemanha, por repetidas vezes, a construção das próprias mesquitas. Tais exemplos mostram que a mera visibilidade de uma casa divina atípica parece provocar medo nas pessoas. Quanto maior a construção, maior o temor da suposta intenção do islã de dominar a Europa.
Isso é intensificado pelas declarações de alguns muçulmanos radicais, em alguns países europeus, de que o islã se tornará a primeira e principal religião e que, em vez da democracia, a Charia [código de leis do islamismo] se estabalecerá no continente.
Fonte: DW World.
Isso só terá fim após o Arrebatamento da Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o estabelecimento do governo mundial do Anticristo e o ataque das nações a Israel na Planíce de Megido (Armagedom).
Saiba mais, visite: www.chamada.com.br
Maranata.
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