Mundo
29/10/2009 - 13h16

Obama assiste a repatriação de soldados mortos no Afeganistão

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da France Presse
da Folha Online

O presidente Barack Obama realizou nesta quinta-feira uma visita à base aéra de Dover (Delaware) para participar da cerimônia de repatriação dos caixões dos soldados americanos mortos no Afeganistão.

A visita marca uma mudança em relação às práticas de seu antecessor, George W. Bush, que proibiu a cobertura da imprensa da repatriação dos militares mortos no exterior.

Obama deixou a Casa Branca na noite desta quarta-feira, acompanhado por alguns jornalistas, para participar na cerimônia solene de retorno dos corpos dos militares, que morreram nesta semana em território afegão.

Os caixões com os corpos de 15 soldados e de três funcionários da DEA (agência americana antidrogas), mortos na segunda-feira no Afeganistão, chegaram a bordo de um avião militar.

O presidente esperou de pé enquanto os caixões eram retirados do avião, e apresentou a saudação militar a cada um deles quando passaram a seu lado, carregados por seis soldados.

Obama se reuniu em seguida com os familiares das vítimas em uma capela da base.

Os jornalistas só puderam assistir à chegada de um dos caixões, por decisão das famílias.

Baixas

Outubro foi o mês mais mortífero para os soldados americanos no Afeganistão desde 2001, segundo informou o Pentágono na terça-feira (27).

O número de americanos mortos durante o mês em curso foi de 53, de acordo co a contagem da organização icasualties.org, superando os 51 mortos de agosto.

Bombas artesanais foram responsáveis por mais de 60% das baixas militares das tropas ocidentais em 2009 no Afeganistão, segundo o icasualties.org.

Rebeldes afegãos --incluindo os talebans derrubados do poder no fim de 2001, por uma coalizão internacional liderada pelos EUA, intensificaram sua ofensiva há três anos, e as ações têm se multiplicado nos últimos meses.

Tropas

Na segunda-feira (26), o líder americano disse que não irá apressar a decisão sobre o envio de mais tropas para lutar no Afeganistão, enquanto avalia opções militares sobre o que fazer em relação a uma guerra que está indefinida após oito anos de combates.

"Eu não vou arriscar suas vidas, a menos que seja absolutamente necessário", disse Obama a homens e mulheres integrantes da Marinha em Jacksonville, na Flórida. Ele prometeu uma "missão clara", com metas definidas e os equipamentos necessários para fazer o trabalho.

Na semana passada, a Casa Branca rejeitou a acusação do ex-vice-presidente Dick Cheney (2001-2009) de que Obama está "hesitando" na revisão da estratégia no Afeganistão e que precisa mandar mais tropas para o país.

"A Casa Branca deve parar de hesitar, enquanto as forças armadas dos EUA estão em perigo", disse Cheney. "É hora de o presidente Obama fazer o que é preciso para vencer uma guerra que ele tem repetidamente, e com razão, chamado de uma guerra de necessidade".

O governo está debatendo se envia dezenas de milhares de soldados a mais para o país, enquanto o governo afegão está se mobilizando para realizar uma em 7 de novembro o segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Hamid Karzai e o ex-chanceler Abdullah Abdullah. O segundo turno será disputado depois que monitores internacionais apontaram fraude na primeira votação, o que levou à anulação de votos que garantiam a vitória de Karzai no primeiro turno.

Comentários dos leitores
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
sem opinião
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Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Antes Fidel, a que Obama. Sinceramente, achei também que haveria alguma mudança com a entrada de Obama no poder mais pelo que vi, a única mudança que houve foi partidária, continua da mesma forma de quando o "Belzebush" estava no poder, com as mesmas guerras, nada pelo planeta e só economia, economia, economia. E o pior de tudo, é que passou da hora do mundo começar a boicotar esse modelo estadunidense mais que infelizmente, quando o assunto é dinheiro, a força é maior. Fidel pode até ser conhecido pelo seu governo ditatorial, mais foi um governo capaz de "peitar" os interesses estadunidenses após presenciar o governo anterior, de Fulgêncio Batista, como a ilha estava entregue ao império, confirmação disso é a Ementa Platt. Mais enfim, Fidel fez coisas boas pela sua ilha e merece respeito agora Obama simplismente caiu no meu conceito. sem opinião
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Carlos Benedito Favoretto (21) 15/12/2009 11h04
Carlos Benedito Favoretto (21) 15/12/2009 11h04
Já passou da hora dos meios de comunicação pararem de passar esses fatos horriveis.
Já temos os nossos problemas e quando acordamos pela manhã somos obrigados a ver esses absurdos.
Os caras de lá não se entendem , como um povo que acredita na própria morte para matar bestamente outros pode nos dar conhecimento ou qualquer informação importante?
Vamos cuidar das pessoas que ainda estão na enchente sem chuva!!!!!!!!
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Aos criticos da ocupação dos Estados Unidos no Afeganistão e Iraque.
Aos criticos da ocupação no Haiti comandada pelo Brasil.
No holocausto talves não deveriamos ter lutado e sim esperado o Sr. Adolfo Hitler se arrepender de suas crueldades.
"Para que o mal vença basta que os bons não façam nada"
Hoje em Darfur é cometido varios genocidios a cada dia, familias inteiras são assasinadas. É... mas vamos esperar os que lá matam, eles vão se arrepender.
Que Hipocrisia!!!

Paulo Goiânia
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Chris Maria (269) 13/12/2009 10h28
Chris Maria (269) 13/12/2009 10h28
É isso aí, Sr. Valentin Makovski (377) 11/12/2009 15h08. Inclusive Angelina Jolie, como embaixadora da Boa Vontade da ONU, recentemente escreveu um artigo no site da revista "Newsweek" sobre a situação em Darfur, no Sudão, onde cobra de Obama uma solução. Nele, ela lembra que 300 mil pessoas já foram mortas por milícias apoiadas pelo governo e que há 2,7 milhões fora de suas casas. Lembra ainda sobre a impunidade dos envolvidos na matança. 7 opiniões
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