Obama assiste a repatriação de soldados mortos no Afeganistão
da France Presse
da Folha Online
O presidente Barack Obama realizou nesta quinta-feira uma visita à base aéra de Dover (Delaware) para participar da cerimônia de repatriação dos caixões dos soldados americanos mortos no Afeganistão.
A visita marca uma mudança em relação às práticas de seu antecessor, George W. Bush, que proibiu a cobertura da imprensa da repatriação dos militares mortos no exterior.
Obama deixou a Casa Branca na noite desta quarta-feira, acompanhado por alguns jornalistas, para participar na cerimônia solene de retorno dos corpos dos militares, que morreram nesta semana em território afegão.
Os caixões com os corpos de 15 soldados e de três funcionários da DEA (agência americana antidrogas), mortos na segunda-feira no Afeganistão, chegaram a bordo de um avião militar.
O presidente esperou de pé enquanto os caixões eram retirados do avião, e apresentou a saudação militar a cada um deles quando passaram a seu lado, carregados por seis soldados.
Obama se reuniu em seguida com os familiares das vítimas em uma capela da base.
Os jornalistas só puderam assistir à chegada de um dos caixões, por decisão das famílias.
Baixas
Outubro foi o mês mais mortífero para os soldados americanos no Afeganistão desde 2001, segundo informou o Pentágono na terça-feira (27).
O número de americanos mortos durante o mês em curso foi de 53, de acordo co a contagem da organização icasualties.org, superando os 51 mortos de agosto.
Bombas artesanais foram responsáveis por mais de 60% das baixas militares das tropas ocidentais em 2009 no Afeganistão, segundo o icasualties.org.
Rebeldes afegãos --incluindo os talebans derrubados do poder no fim de 2001, por uma coalizão internacional liderada pelos EUA, intensificaram sua ofensiva há três anos, e as ações têm se multiplicado nos últimos meses.
Tropas
Na segunda-feira (26), o líder americano disse que não irá apressar a decisão sobre o envio de mais tropas para lutar no Afeganistão, enquanto avalia opções militares sobre o que fazer em relação a uma guerra que está indefinida após oito anos de combates.
"Eu não vou arriscar suas vidas, a menos que seja absolutamente necessário", disse Obama a homens e mulheres integrantes da Marinha em Jacksonville, na Flórida. Ele prometeu uma "missão clara", com metas definidas e os equipamentos necessários para fazer o trabalho.
Na semana passada, a Casa Branca rejeitou a acusação do ex-vice-presidente Dick Cheney (2001-2009) de que Obama está "hesitando" na revisão da estratégia no Afeganistão e que precisa mandar mais tropas para o país.
"A Casa Branca deve parar de hesitar, enquanto as forças armadas dos EUA estão em perigo", disse Cheney. "É hora de o presidente Obama fazer o que é preciso para vencer uma guerra que ele tem repetidamente, e com razão, chamado de uma guerra de necessidade".
O governo está debatendo se envia dezenas de milhares de soldados a mais para o país, enquanto o governo afegão está se mobilizando para realizar uma em 7 de novembro o segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Hamid Karzai e o ex-chanceler Abdullah Abdullah. O segundo turno será disputado depois que monitores internacionais apontaram fraude na primeira votação, o que levou à anulação de votos que garantiam a vitória de Karzai no primeiro turno.
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marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
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2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
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