Piratas capturam barco pesqueiro tailandês no oceano Índico
da Folha Online
Um barco pesqueiro tailandês, o Thai Union 3, foi atacado nesta quinta-feira por um grupo de piratas em duas lanchas nas águas do oceano Índico, a 200 milhas náuticas ao norte das ilhas Seychelles e a 650 milhas de distância do litoral da Somália.
A informação foi divulgada em comunicado pela Força Naval da União Europeia (NAVFOR). Segundo o comunicado, a força aérea da patrulha marítima confirmou visualmente que os piratas e as lanchas que utilizaram para aproximar-se do Thai Union 3 estão a bordo do pesqueiro.
A NAVFOR afirmou ainda que seguirá acompanhando a situação da embarcação, que parecia estar navegando em direção à Somália.
Com este sequestro, há oito navios no total retidos atualmente por piratas em frente à costa da Somália, dos quais quatro foram capturados nas últimas duas semanas.
Os piratas sequestraram ainda um casal britânico, Paul e Rachel Chandler, que estavam navegando de Seychelles até a Tanzânia, no leste da África, quando foram atacados.
Os piratas abandonaram o iate no oceano Índico, mas mantém o casal sob seu poder. Não foi divulgado se houve um pedido de resgate.
Ataques
Os piratas são responsáveis pela captura de dezenas de navios cargueiros e pesqueiros nas águas do golfo de Áden, uma das principais rotas marítimas comerciais. Navios de vários países tentam vigiar as águas da região e evitar os ataques, mas os grupos de piratas começaram a buscar navios mais longe das costas.
Os piratas costumam usar "navios mãe" para navegar centenas de milhas para dentro do mar e, de lá, lançam ataques às embarcações com barcos menores e armamento pesado. Eles ganharam milhões de dólares em resgates nos últimos anos, uma fonte de renda atrativa na Somália, um país que vive sem governo efetivo desde 1991.
O Escritório Marítimo Internacional (IMB, em inglês) divulgou recentemente relatório no qual aponta que os ataques de piratas a navios no mundo todo aumentaram em relação ao ano passado e chegaram a 306 nos primeiros nove meses de 2009, graças aos ataques mais frequentes no golfo de Áden e na costa da Somália, país que sofre com a falta de um governo efetivo e um resistente movimento rebelde.
Em um relatório divulgado em Kuala Lumpur, a representação da agência marítima da ONU (Organização das Nações Unidas) indicou que o número de ataques inclui os cem ocorridos em águas do golfo de Áden e os 47 registrados em frente à costa da Somália.
No mesmo período de 2008, a agência marítima contabilizou 293 ataques --dos quais 51 foram a navios que navegavam em águas do golfo e 12 que estavam no litoral somali.
Os ataques de piratas deste ano foram também mais violentos e um maior número deles --de 76 em 2008 para 176 em 2009-- envolveu armas.
Com Efe e Reuters
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