Mundo
29/10/2009 - 17h36

Enviado dos EUA diz que prazo de acordo em Honduras está no fim

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da Folha Online

O subsecretário de Estado americano para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, disse nesta quinta-feira, em Tegucigalpa, que "está acabando" o tempo para um acordo que ponha fim à crise que Honduras vive desde o golpe de Estado que, em junho passado, tirou Manuel Zelaya da Presidência. "Só temos um mês antes das eleições de 29 de novembro. Então, do ponto de vista dos EUA e da comunidade internacional, nós precisamos de um acordo o mais rápido possível", disse o americano.

Shannon lidera a missão americana que, desde esta quarta-feira (27), negocia, em Honduras, o fim da crise. Nesta quinta-feira, ele anunciou que o retorno do grupo foi adiado de hoje para amanhã (30) no intuito de acompanhar mais um diálogo entre representantes de Zelaya e do presidente interino, Roberto Micheletti.

O encontro acontecerá em um hotel em Tegucigalpa. Zelaya exige ser restituído, o que o governo interino rejeita.

Sobre as conversas reiniciadas entre as comissões de Zelaya e de Micheletti, assegurou ter "muita esperança" de que resultarão em uma solução ao conflito e considera que os termos são aceitáveis para ambas as partes. "A solução está sobre a mesa. O acordo está feito. [...] Não é questão de redação, não é questão de propostas, é questão de vontade política", disse.

No entanto, o diplomata assegurou que nem os EUA nem a comunidade internacional "estão tentando impor nada" a Honduras, já que isso "fracassou" anteriormente.

Oswaldo Rivas/Reuters
Thomas Shannon, enviado dos EUA para diálogo em Honduras; ele diz que tempo para acordo "está acabando"
Thomas Shannon, enviado dos EUA para diálogo em Honduras; ele diz que tempo para acordo "está acabando"

"Não estamos aqui para impor nada. Estamos aqui para mostrar interesse e, da maneira que pudermos, ajudar negociadores e líderes políticos a chegarem a um acordo que é necessário não só para Honduras, mas para a comunidade internacional", disse. "Esta crise hondurenha requer uma solução hondurenha", acrescentou.

Shannon, que insistiu em que sua visita a Honduras "não é uma intervenção" e que os EUA trabalham no assunto com o restante da comunidade interamericana, disse estar disposto a "dar garantias de que qualquer acordo que possa se dar na mesa de diálogo seja respeitado e implementado de uma maneira transparente e eficaz".

Em vez de lançar ameaças às partes sobre as consequências de não se alcançar um acordo a tempo, o americano preferiu ressaltar que um consenso teria "apoio de toda a comunidade interamericana".

"Esse tipo de apoio asseguraria não somente que estas eleições ocorram em um ambiente de paz, mas seria o primeiro passo da reintegração de Honduras na comunidade interamericana [...] e que abriria novamente as portas das instituições financeiras internacionais", disse. Em caso contrário, advertiu que "a situação é muito mais complicada e Honduras vai se encontrar em uma situação difícil, de controvérsia".

Brasil

Em entrevista ao jornal venezuelano "El Nacional" publicada nesta quinta-feira, Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o Brasil apoia um "papel mais ativo" dos EUA na crise e que, caso uma solução política não seja alcançada, "a violência na América Central voltará".

"Acreditamos que o interlocutor para resolver isto é a OEA, e seria positivo que lá os Estados Unidos tivessem um papel mais ativo. Nossa preocupação é que, se não houver uma solução política, a violência na América Central voltará."

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Santos Júnior (311) 29/11/2009 20h33
Santos Júnior (311) 29/11/2009 20h33
Vamos desvendar este "mistério"?O grupo que comanda os negócios diretamente do mercadão político chamado Brasil desde 2003 não é tão assim exemplar. Desde a guerrilha que implantaram aqui nos anos 60 para tomar o Brasil dos brasileiros e rifá-lo à liderança comunista mundial, apresentaram-se como os mais éticos e com mais moral.Finalmente a máscara caiu e com ela a falsa propaganda de uma moralidade imoral.Contudo esta percepção é só para aqueles que não se deixaram levar pela hipócrita propaganda de um governo para o povo,que se beneficia de programas sociais copiados e não tão excepcionais, que só servem para manter uma classe social ociosa e amplamente dependente dos seus "senhores",portanto seus eternos eleitores rs,além de criar dados virtuais de curto prazo,ou seja, dados até as próximas eleições rs.É por isso mesmo que com este currículo todo não é muito sacrifício para este grupo fazer vistas grossas diante de uma situação de mais de 50 anos de totalitarismo,sem nenhum sinal de eleições ou democracia e querer com todo o cinismo do mundo exigir de um país soberano e independente, o retorno imediato de um criminoso ao poder, tudo isto pela "democracia" rs.Reconhecer eleições "fraudulentas" como cantam os alunos de Cháves não é tarefa difícil para este grupo, quando o fizeram diante do resultado do pleito iraniano, este sim fraudulento.É mesmo um time misterioso rsrs. sem opinião
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eduardo de souza (494) 29/11/2009 20h30
eduardo de souza (494) 29/11/2009 20h30
Piada dizerem que determinadas declarações estão comprometendo o Brasil perante a comunidade internacional... Vcs querem dizer, perante os Eua e seus asseclas, é por aí.
Se perguntarem para o povo brasileiro o que estão achando das "modernas" investidas desses tiranos aqui na am. latina, IRÃO ARREGALAR OS OLHOS. A maioria da nação brasileira esta consciente dos males que essa tirania sugadora vem fazendo por toda parte.
Todo o "eixo" por mais que se esforce, não consegue esconder e nem disfarçar suas patifarias. Podem dizer o que quiserem, ninguém dorme mais.
Quanto as afirmações dos "funcionários" são palavras desesperadas de quem precisa manter seu "emprego" e, acima de tudo, rs, onde iriam se esconder depois de tanto tempo de servidão. Lá na casa do grupo "comuns" não entram...rs.
Em relação as eleições em Honduras ainda não acabou, e pelo que sei, o comparecimento esta tímido.
"Se todas as lágrimas dos "futuro desempregados" cairem no mesmo dia, teremos um novo dilúvio. rsrs. :0) - Abração e saudações vermelhas para voces...:0) Viva CHE.
sem opinião
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Eduardo Carvalho (25) 29/11/2009 19h59
Eduardo Carvalho (25) 29/11/2009 19h59
Há pouco criticaram o fato democrático de Roosevelt ter ficado 12 anos no poder... bem... se ele ficou, foi pq podia ficar, foi eleito para isto... se foi democrático ou não, deveria-se pesquisar os motivos que levaram a estes anos todos no poder. De Roosevelt, só posso afirmar que foi um grande chefe de estado para seu povo, sabendo conduzir um país em uma época tão turbulenta... agora, sobre o tal livro proibido, nada do que esteja escrito nele não deixou tb de estar escrito no livro "O Príncipe" de Maquiavel... rsss.. que de proibido, nada tem... sabe, agora retornando ao Roseevelt: para mim, um governante tem de ter esta postura, ser bom para o SEU povo, não para o povo de outros governantes... sem opinião
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