Mundo
29/10/2009 - 19h44

Mortes de militares pesam sobre decisões de guerra, diz Obama

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, após acompanhar a entrega de corpos de militares mortos em conflitos armados no exterior, que essas mortes pesam "muito seriamente" sobre a sua visão de guerra e sobre suas futuras decisões militares.

Obama afirmou que a visita à base aérea de Dover, em Delaware, onde chegam os corpos de soldados mortos no Iraque e Afeganistão, representou "uma recordação instrutiva" dos sacrifícios da guerra. "Foi uma dolorosa lembrança dos extraordinários sacrifícios que os nossos jovens homens e mulheres de uniforme realizam a cada dia", disse.

"Obviamente, o fardo que nossas tropas e nossas famílias carregam em tempos de guerra vai pesar na forma com que eu vejo esses conflitos. E é algo em que penso todos os dias."

Pablo Martinez Monsivais/AP
Obama vê entrega de restos mortais de militares americanos em base; experiência pesará em decisões
Obama vê entrega de restos mortais de militares americanos em base; experiência pesará em decisões

Esta foi a primeira vez em 18 anos em que um presidente americano visitou a base. Obama chegou ao local na madrugada passada para acompanhar a chegada dos restos de militares mortos no Afeganistão e sua entrega aos familiares. A visita de Obama a Dover acontece no mês mais letal para as tropas americanas no Afeganistão, com 54 militares mortos.

Nesta quinta-feira, os caixões com os corpos de 15 soldados e três funcionários da DEA (a agência antidrogas dos EUA) que foram mortos segunda-feira (26), no Afeganistão, chegaram a bordo de um avião militar.

O antecessor, George W. Bush (2001-2009), vetou o acesso da imprensa às entregas dos restos mortais de militares aos familiares, medida que Obama suavizou após a sua chegada à Casa Branca, em janeiro passado, ao indicar que cada família deveria decidir se autorizaria a presença de jornalistas. Bush nunca visitou a base de Dover, porém se reuniu com frequência com familiares de soldados mortos em combate.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, revelou que Obama ficou calado a maior parte do tempo no voo de helicóptero que o trouxe de volta da base aérea. "Não acho que alguém possa ir até lá e não entender o que está vendo. É difícil não ficar aflito", disse.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
sem opinião
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Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Antes Fidel, a que Obama. Sinceramente, achei também que haveria alguma mudança com a entrada de Obama no poder mais pelo que vi, a única mudança que houve foi partidária, continua da mesma forma de quando o "Belzebush" estava no poder, com as mesmas guerras, nada pelo planeta e só economia, economia, economia. E o pior de tudo, é que passou da hora do mundo começar a boicotar esse modelo estadunidense mais que infelizmente, quando o assunto é dinheiro, a força é maior. Fidel pode até ser conhecido pelo seu governo ditatorial, mais foi um governo capaz de "peitar" os interesses estadunidenses após presenciar o governo anterior, de Fulgêncio Batista, como a ilha estava entregue ao império, confirmação disso é a Ementa Platt. Mais enfim, Fidel fez coisas boas pela sua ilha e merece respeito agora Obama simplismente caiu no meu conceito. sem opinião
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