Hillary Clinton quer reativar negociações de paz no Oriente Médio
GAVIN RABINOWITZ
da France Presse, em Jerusalém
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reunirá no fim de semana com dirigentes israelenses e palestinos para tentar ressuscitar o processo de paz estancado há um ano, em meio ao ceticismo de observadores sobre os resultados destas entrevistas.
Clinton conversará sábado (31) com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, durante escala em Abu Dhabi, antes de ir para Israel, onde se encontrará com o premiê Binyamin Netanyahu. A chefe da diplomacia americana foi precedida, em Jerusalém, na quinta-feira, pelo enviado especial para o Oriente Médio do governo Obama, George Mitchell.
Durante um encontro nesta sexta-feira com Mitchell, Netanyahu disse esperar que as discussões com Hillary Clinton contribuam para "reativar o mais rápido possível as negociações de paz entre Israel e os palestinos", bloqueadas desde a ofensiva israelense na faixa de Gaza no final de 2008.
Os analistas se dizem céticos. A chegada de Clinton "significa que o processo de paz está num atoleiro e que ela quer tentar reativá-lo", destaca o cientista político israelense, Yossi Alpher. Barack Obama considera o processo de paz prioritário --motivo pelo qual se reuniu, em setembro passado, com Netanyahu e Abbas, durante uma cúpula em Nova York, que não apresentou resultados tangíveis. Além disso, as divisões no campo palestino não favorecem a retomada do processo de paz.
O movimento islâmico Hamas impugna a legitimidade de Abbas que, por sua vez, controla unicamente a Cisjordânia e afundou ainda mais a brecha ao proibir a celebração, em Gaza, das eleições convocadas por Abbas para 24 de janeiro que vem, nos territórios palestinos.
"Tudo está completamente bloqueado entre os palestinos, pelo que é duvidosa a possibilidade de progressos significativos nas negociações com Israel", disse Jonathan Spyer, pesquisador israelense da "Global Research in International Affairs Center".
Em relação a Israel, os palestinos exigem, como requisito, o congelamento completo da construção de colônias na Cisjordânia ocupada, consideradas ilegais pela comunidade internacional. Netanyahu, que se apoia em partidos de direita e ultradireita, resiste aos apelos internacionais para a suspensão da colonização, propondo moratória parcial na construção desses assentamentos.
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Caro Santos Júnior,
Primeiro gostar dizer que aprecio muito suas pautas.
Quando a Wikipédia, em que pese as imperfeições, sou fã dela.
Cite umazinha só fonte de informação que seja despolarizada. Nem digo "imparcial" por que é um conceito relativo, assim como é o conceito de "honestinade". Ninguém pode ser absolutamente honesto com relação a alguém ao algum Estado.
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Que maioria ?!
Acorda ! Lula só está querendo parecer bem na foto, mas nem sabe aonde está se metendo.
Vaidade pessoal, só isso, nada mais !
193 empresários iranianos na comitiva de seu presidente, por ventura houve tempo para assinar algum acordo comercial ?!
Duvido !
Os políticos de brasília se deixaram influenciar por interesses nas próximas eleições, mas gostei do Exmo. Gov. de S.Paulo José Serra pela sua posição sensata publicada na Folha.
Já tem meu voto !
O que vem do berço, ninguém tira, parabens Exmo.Gov. José Serra !
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