Mundo
31/10/2009 - 09h26

Bush adverte que talebans devem ser derrotados para evitar tirania

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da Efe, em Nova Délhi

O ex-presidente americano George W. Bush advertiu neste sábado, em Nova Délhi, que os talebans devem ser derrotados para impedir o retorno da "brutal tirania" ao Afeganistão.

Bush, que assiste na capital indiana à Cúpula da Liderança, que todos os anos é organizada pelo jornal "Hindustan Times" e do qual participam importantes personalidades internacionais, disse que Índia e EUA devem trabalhar de forma conjunta para derrotar os talebans.

"Os EUA e a Índia devem trabalhar juntos para ganhar a guerra no Afeganistão", disse o ex-presidente americano, acrescentando que "os talebans, a Al Qaeda e seus aliados extremistas estão tentado tomar o Afeganistão de novo".

"Se eles tiverem refúgios seguros de novo, o povo afegão, particularmente as mulheres, enfrentará o retorno à brutalidade", disse, citado pela agência PTI.

O ex-líder americano qualificou de "histórico" o pacto de cooperação nuclear entre a Índia e os EUA fechado no ano passado e disse que o acordo é o "passaporte" do país asiático para o mundo.

Em seu discurso, afirmou que o acordo ajudará a Índia a atenuar seu deficit energético, segundo a agência indiana Ians.

"[Mediante a firma do acordo], os EUA reconheceram o programa armamentístico nuclear da Índia. É o passaporte da Índia para o mundo", disse Bush, acrescentando que ambos os Governos assinaram um acordo "histórico" que oferece ao país "a oportunidade de conseguir energia sem gerar poluição".

Em outubro do ano passado, Nova Délhi e Washington fecharam um pacto de cooperação nuclear em virtude do qual os EUA fornecerão tecnologia nuclear à Índia em troca de colocar suas instalações civis sob vigilância da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

O pacto, impulsionado pelo então presidente dos Estados Unidos e pelo primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pôs fim ao isolamento nuclear da Índia, país não signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e que conta com um arsenal atômico.

Bush, que disse que a Índia é "uma nação moderna e vibrante", se referiu ao país como uma democracia "tolerante, pacífica e multirreligiosa", além de uma "força para a estabilidade de um dos lugares mais estratégicos do mundo".

Ele acrescentou que "não há dúvida de que a maior democracia deve estar no meio (da tomada de decisões)", e que ambos os países são unidos por interesses comuns e por um "parentesco especial".

"Temos que ver a possibilidade de um assento para a Índia no Conselho de Segurança da ONU ", disse Bush, reconhecendo as dificuldades de realizar uma medida dessas características.

Comentários dos leitores
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Mundo civilizado, cultura adiantada, ou seja, de primeiro mundo, Europa, é assim, quando o sujeito "peca", não adianta "confessar para o padre", nem pedir perdão a Deus, o negócio é ir direto para o inferno. Lá pelo menos, terá companheios que já fazem "festa" com o que desviou, junto com seu chefe, o Satã. Quem tem vergonha na cara, não quer enfrentar a sociedade pela frente, após o cometimento de atos ilícitos e imorais. No Japão, costumam cometer o harakiri, na Ásia de modo em geral, e Europa, pedem perdão e, vão prá casa se esconder de vergonha. No Brasil, continuam na política, de cara limpa, engabelando o povo, não temendo a Justiça, pelo contrário, contratam advogados dos mais expressivos, para se safarem. Também pudera, estamos ainda na faixa do terceiro mundo, somos latinos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo/SP 1 opinião
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Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Em qualquer país sério e principalmente desenvolvido, quando se descobre um escândalo, os envolvidos correm para renunciar aos seus cargos.
E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
sem opinião
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Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
São mdois pesos e duas medidas: Israel não permite inspeções em seu arsenal atômico e fica por isso mesmo, já o Irã, não pode enriquecer urânio> Um General ordena ataques que matam civis no Afeganistão e sequer é processado por crimes de Guerra, enquanto faz-se um alarde incrível com a Coréia do Norte. Oh ! Hipocrisia sem opinião
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