Fidel responsabiliza turistas e Obama por chegada a Cuba da gripe
da Efe, em Havana
O ex-ditador cubano, Fidel Castro, afirmou neste sábado que os turistas de países como Canadá e Espanha introduziram a gripe A em seu país, e que o presidente americano, Barack Obama, contribuiu com isso, ao aliviar as restrições aos cubano-americanos para visitar a ilha.
Em um novo artigo divulgado pela imprensa cubana, Fidel lembra que "os sintomas iniciais do A (H1N1) surgiram no México desde o primeiro trimestre do presente ano e, quase simultaneamente, nos Estados Unidos e no Canadá", e que, destes locais, "se transferiu à Espanha".
"Quando o presidente atual dos EUA levantou as restrições aos cubano-americanos para as viagens a Cuba, a epidemia já tinha se estendido a um grande número de Estados dessa nação. Assim, os quatro países que mais geram turismo ou viagens para nosso país por outras causas eram aqueles nos quais, em maior grau, a epidemia tinha se tinha estendido", acrescenta.
Segundo Fidel, "os primeiros casos de portadores do vírus (em Cuba) foram viajantes", inicialmente as pessoas infectadas na ilha "eram relativamente poucas", e não houve em meses nenhuma morte.
"Mas, à medida que o vírus se estendeu a todas as províncias, principalmente aquelas com maior número de parentes residentes nos Estados Unidos, tornou-se necessário adquirir novos equipamentos de análise", acrescenta o artigo.
"Aconteceu, assim, o estranho caso de que os Estados Unidos, por um lado, autorizaram as viagens do maior número de pessoas portadoras do vírus e, por outro, proíbem a aquisição de equipamentos e remédios para combater a epidemia", afirma Fidel.
O ex-líder não acha "que essa tenha sido a intenção do governo dos Estados Unidos, mas é a realidade do absurdo e vergonhoso bloqueio imposto a nosso povo".
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