Mundo
31/10/2009 - 14h32

Abbas diz a Hillary que não haverá acordo sem fim da colonização

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da France Presse, em Abu Dhabi

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, se negou neste sábado a aceitar uma oferta norte-americana para retomar as negociações de Israel sem que haja uma paralisação total da colonização israelense, depois de um encontro com a secretária de Estado, Hillary Clinton, que visita a região.

'Em nome do governo americano, Hillary Clinton pediu que fossem reiniciadas as negociações entre as duas partes com base no acordo ao qual chegou (o emissário americano para o Oriente Médio) George Mitchell com Israel, um acordo que prevê o cessar total da colonização', declarou à AFP o negociador palestino, Saeb Erakat.

'O presidente Abbas informou a Clinton sobre sua total recusa de uma retomada das negociações com Israel sob essas condições', disse ainda, acrescentando que o chefe de Estado palestino já havia indicado a Mitchell, na véspera, que o cessar da colonização israelense era a chave para a retomada das negociações.

Falando à imprensa após o encontro com Hillary, Abbas anunciou que não há nada de novo para propiciar o reinício do processo de paz com Israel.

'Nada de novo', declarou Abbas, insistindo que a questão da colonização judia nos territórios palestinos, incluindo Jerusalém Oriental, continua bloqueando qualquer perspectiva de dar um novo impulso ao processo de paz.

Para retomar o processo, 'Israel deve cumprir com seus compromissos, principalmente um cessar total da colonização, em conformidade com o Mapa do Caminho. No entanto, o problema com o governo israelense é que ele se nega a deter a colonização', acrescentou.

'Israel mantém sua posição', lamentou-se, indicando que a situação se complicou com o incremento da política de assentamentos em Jerusalém Oriental.

'Esta questão esteve no centro das conversações com Hillary Clinton', disse ainda, afirmando que 'a paz começa em Jerusalém'.

Abbas pediu ao governo americano, como mediador, que obrigue Israel a respeitar seus compromissos.

A colonização, que Israel se nega a deter completamente apesar das pressões da comunidade internacional, constitui o principal obstáculo para a retomada das negociações de paz.

Hillary Clinton, que que chegou na noite de sexta procedente dos Emirados Árabes Unidos procedente do Paquistão, também vai se reunir neste final de semana com dirigentes israelenses para tentar ressuscitar um processo de paz estancado há um ano, em meio ao ceticismo de observadores sobre os resultados destas entrevistas.

Os esforços de paz americanos prosseguirão no início da próxima semana no Marrocos.

Lá assistirá ao Foro para o Futuro de Marrocos, onde tem intenções de retomar o processo de paz israelense-palestino.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (349) 16/12/2009 20h25
Santos Júnior (349) 16/12/2009 20h25
Sr Mauro Halpern isso se chama HIPOCRISIA!! sem opinião
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Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Senhor Moderador, creio que uma filtragem melhor no comentários seria de grande agrado para as pessoas inteligentes da Folha. Comentários sem um pingo de fundamentos deveriam ser jogados na lata de lixo. As pessoas deveriam ler mais livros de História sobre o Conflito Israel-Palestino, Revolução Social Cubana e o pais persa do Irã. Opinião pessoal fora de contexto não agrada ninguem, somente aqueles que acreditam no que querem acreditar, fora da realidade. 2 opiniões
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Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h33
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h33
Qualquer um que tenha um mínimo de raciocínio jurídico entende o motivo pelo qual o Reino Unido pediu um mando de prisão para Livni, uma das responsáveis pela matança da Faixa de Gaza. Faltou pedir um mandado de prisão os demais dirigentes de Israel pela morte das 351 crianças palestinas...mas acho que com o tempo serão presos... como criminosos. 2 opiniões
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