Família de refém basco quer que igreja colombiana negocie libertação
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da France Presse, em MadriA família do jovem basco sequestrado pela guerrilha colombiana ELN (Exército de Libertação Nacional), que ontem condicionou sua libertação à presença de parlamentares bascos, pediu hoje que ele não seja envolvido em uma negociação política e reafirmou sua confiança na mediação da igreja.
O governo espanhol se negou a fazer qualquer comentário sobre o caso de Asier Huegun Etxeberria, o que pode acentuar o confronto entre o governo central espanhol do Partido Popular (PP, direita) do premiê José María Aznar e o executivo regional do País Basco (norte), controlado pelo Partido Nacionalista Basco (PNB, nacionalista moderado).
"Não vamos fazer nenhuma declaração sobre esse caso", limitou-se a responder uma fonte da Chancelaria espanhola questionada sobre o caso do jovem basco refém da guerrilha colombiana desde meados de setembro.
"Estamos preocupados que se introduza nosso filho e irmão no contexto de uma negociação política e pedimos encarecidamente que não sejam impostas condições políticas para sua libertação", declarou a família de Huegun em uma nota difundida na manhã desta terça-feira de San Sebastián, cidade natal do refém.
Confiança
A família de Asier Huegun reiterou sua confiança na mediação da igreja colombiana, com o aval do ELN e do governo do presidente colombiano Álvaro Uribe.
"Continuamos acreditando que o melhor meio de mediação continua sendo a comissão da igreja e seu empenho de situar (o caso) no mais estrito campo humanitário", diz o texto.
Os familiares do jovem basco apelam aos "nobres sentimentos" do ELN para libertar Asier e os outros seis turistas seqüestrados junto com ele.
"Pelos comunicados do ELN, sabemos que eles também sofrem por seu povo e que são capazes de se enternecer. Apelamos a seus nobres sentimentos e à dignidade inalienável de toda pessoa para pedir que Asier e seus companheiros sejam libertados", diz a nota dos parentes diretos de Asier Huegun.
Ontem, o ELN disse que entregaria Huegun a uma comissão de parlamentares bascos como um "gesto de solidariedade" com o povo basco que, "assim como o povo colombiano, tem sofrido o atropelo e a exclusão por parte do Estado espanhol".
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