Mundo
31/10/2009 - 22h56

Obama deve decidir estratégia para o Afeganistão depois de 11 de novembro, diz funcionário

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da Reuters, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não deve tomar uma decisão sobre a sua estratégia para Afeganistão ou anunciar se milhares de soldados a mais para o país antes de sua viagem à Ásia em 11 de novembro, disse neste sábado um alto funcionário do governo.

O funcionário, que falou sob condição de anonimato, disse que, embora uma decisão imediata seja improvável, essa possibilidade não estava descartada.

Com a violência atingindo seu pior nível no Afeganistão neste ano desde que o regime fundamentalista do Taleban foi deposto por forças afegãs apoiadas pelos EUA em 2001, Obama está sob pressão para mudar a estratégia americana para a guerra.

Não está claro se Obama esperaria até retornar de sua viagem entre 11 de e 20 de novembro ou se planeja revelar a sua decisão enquanto estiver viajando pela região.

O timing do anúncio de Obama não seria influenciado por fatores exteriores, disse o funcionário, referindo-se à turbulência política no Afeganistão depois de uma disputada eleição presidencial em agosto. Um segundo turno está marcada para 7 de novembro.

Mas fontes diplomáticas ocidentais disseram rival do presidente Hamid Karzai, Abdullah Abdullah, está inclinado a retirar-se do segundo turno. Abdullah anunciará sua decisão neste domingo.

Obama tem enfrentado críticas dos adversários republicanos, incluindo o ex-vice-presidente Dick Cheney (2001-2009), sobre a demora de sua revisão da estratégia para o Afeganistão, que teve início em março. Críticos dizem que ele é excessivamente cauteloso e que o atraso em fazer um anúncio sobre o caminho a seguir no Afeganistão está fortalecendo os talebans.

A Casa Branca diz que Obama não irá se apressar, tomando uma decisão precipitada e acusa a administração Bush de negligenciar a guerra em oito anos e permitir que a situação de segurança se deteriorasse.

Obama se reuniu nesta sexta-feira (30) com o Estado Maior Conjunto --os líderes de cada ramo das Forças Armadas americanas-- na Casa Branca. Foi a sétima reunião durante o processo de revisão, e o presidente deve realizar mais uma, com sua equipe de segurança, na próxima semana.

O Pentágono está analisando quais recursos seriam necessários para atender as opções estratégicas sendo consideradas, disse o funcionário do governo. Mas Obama não pediu ao Estado Maior Conjunto que lhe apresentasse um número específico de soldados.

O general Stanley McChrystal, comandante das forças americanas e da Otan (aliança militar ocidental) no Afeganistão, recomendou o envio de um adicional de 40 mil soldados para o próximo ano, o que inclui instrutores para acelerar a expansão do Exército afegão.

Outra opção, potencialmente mais palatável politicamente, seria enviar entre 10 mil e 15 mil soldados adicionais, uma grande parcela concentrada em aumentar a formação das forças afegãs, uma prioridade para os aliados democratas de Obama no Congresso.

Autoridades dizem que Obama pode optar por um número entre esses dois extremos.

Existem cerca de 67 mil soldados americanos e 42 mil soldados de países aliados no Afeganistão.

Comentários dos leitores
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Mundo civilizado, cultura adiantada, ou seja, de primeiro mundo, Europa, é assim, quando o sujeito "peca", não adianta "confessar para o padre", nem pedir perdão a Deus, o negócio é ir direto para o inferno. Lá pelo menos, terá companheios que já fazem "festa" com o que desviou, junto com seu chefe, o Satã. Quem tem vergonha na cara, não quer enfrentar a sociedade pela frente, após o cometimento de atos ilícitos e imorais. No Japão, costumam cometer o harakiri, na Ásia de modo em geral, e Europa, pedem perdão e, vão prá casa se esconder de vergonha. No Brasil, continuam na política, de cara limpa, engabelando o povo, não temendo a Justiça, pelo contrário, contratam advogados dos mais expressivos, para se safarem. Também pudera, estamos ainda na faixa do terceiro mundo, somos latinos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo/SP 1 opinião
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Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Em qualquer país sério e principalmente desenvolvido, quando se descobre um escândalo, os envolvidos correm para renunciar aos seus cargos.
E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
sem opinião
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Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
São mdois pesos e duas medidas: Israel não permite inspeções em seu arsenal atômico e fica por isso mesmo, já o Irã, não pode enriquecer urânio> Um General ordena ataques que matam civis no Afeganistão e sequer é processado por crimes de Guerra, enquanto faz-se um alarde incrível com a Coréia do Norte. Oh ! Hipocrisia sem opinião
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