Mundo
02/11/2009 - 20h09

Obama reconhece vitória de Karzai, mas pressiona por "novo capítulo" no Afeganistão

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou nesta segunda-feira a vitória de Hamid Karzai na eleição afegã com uma dose igual de advertências e congratulações, recomendando incisivamente ao parceiro americano na guerra que ele deve se esforçar mais seriamente para acabar com a corrupção no governo e preparar o país para defender-se com seus próprios meios.

"Eu enfatizei que este tem de ser o momento em que começamos a escrever um novo capítulo", disse Obama, ao descrever seu telefonema ao presidente afegão. Segundo o relato de Obama, quando Karzai assegurou que seguiria as recomendações, recebeu como resposta que "a prova não vai ser com palavras, será em ações."

As declarações foram feitas após uma reunião de Obama com o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. Obama falou com Karzai depois que a Comissão Eleitoral afegã o proclamou ganhador das eleições presidenciais, depois da retirada de seu rival, Abdullah Abdullah, do segundo turno.

O presidente americano considera que o processo eleitoral afegão foi "confuso", mas se declarou satisfeito "porque o resultado final foi determinado de acordo com a lei afegã", endossando a legitimidade da reeleição, como fizeram também a ONU, governos europeus e o Paquistão.

Ao narrar a sua conversa telefônica com Karzai, Obama passou a maior parte do tempo dizendo o que espera de seu aliado: esforços mais efetivos para acabar com a corrupção, cooperação para acelerar o treinamento das forças de segurança afegãs e benefícios tangíveis na vida do povo afegão.

Por sua vez, Karzai transmitiu seu "interesse em dar início a reformas de maneira interna" e assegurou que isso será uma de suas prioridades.

Obama disse que seu governo permanecerá em estreito contato com as autoridades afegãs para avaliar os progressos.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, reconheceu que a vitória antecipada de Karzai é um fator na decisão de enviar ou não mais tropas para o Afeganistão, mas não disse se o calendário para o anúncio da nova estratégia para a guerra, que está sob revisão, foi alterado. O governo continua a dizer que o anúncio vai acontecer nas "próximas semanas".

Atualmente, há cerca de 68 mil soldados americanos em solo afegão, país invadido por forças ocidentais no final de 2001, em resposta aos atentados de 11 de Setembro. Após oito anos de guerra, Obama busca uma nova abordagem para um conflito que chegou no mês de outubro pasado a um pico de violência, com recorde no número de soldados americanos mortos, diante de um visível fortalecimento do grupo fundamentalista Taleban.

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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