Mundo
03/11/2009 - 11h18

Britânica pede à Justiça eutanásia para filho de 1 ano com doença rara

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da Efe, em Londres (Reino Unido)

Um juiz britânico terá que decidir em breve se aceitará o pedido de uma mulher britânica que quer a eutanásia de seu filho de apenas um ano de idade e que sofre de uma doença genética irreversível. O bebê, que está plenamente lúcido, permanece conectado a um respirador artificial e internado em um hospital desde seu nascimento.

O caso do "Bebê RB" comoveu o Reino Unido. A criança sofre de uma rara doença neuromuscular, conhecida como síndrome miastênica congênita (SMC), que limita severamente a capacidade de respirar e de movimentar as extremidades.

O advogado da mãe, Anthony Fairweather, disse em comunicado que ela "esteve junto ao berço de seu filho no hospital desde o dia em que nasceu. A cada dia pôde ver a dor que a criança sofre somente para sobreviver".

"Na hora de decidir seu apoio a este pedido dos médicos, escutou e consultou alguns dos melhores do mundo", disse o advogado, que acrescentou que todos concordaram no diagnóstico que se o bebê for mantido com vida artificialmente, será acompanhado de uma grande dor.

"Em sua cabeça, o sofrimento intolerável que seu filho experimenta pesa mais que a dor pessoal que ela sentiria se o perdesse", acrescentou o advogado da mãe.

Os médicos que cuidam do bebê, apoiados pela mãe, defendem que RB tenha "uma morte digna e tranquila", porque consideram que sua existência será "miserável e dolorosa" mesmo que uma eventual operação cirúrgica permita tirá-lo do respirador artificial.

Eles pediram nesta terça-feira ao juiz Justice McFarlane, na primeira das audiências realizadas no Alto Tribunal de Londres, que autorize sua desconexão das máquinas que o mantêm ainda com vida, "pelo próprio interesse" do bebê.

No entanto, o pai da criança defende que se ele seja submetido a uma traqueostomia antes que uma decisão tão definitiva seja tomada. Os advogados do pai afirmam que o cérebro da criança funciona perfeitamente, que o bebê pode ver, ouvir, sentir e reconhecer seus pais, e garantem que convencerão o juiz com um vídeo do bebê, para que o "desligamento" não seja permitido.

O juiz decidiu solicitar uma avaliação médica sobre a conveniência de se realizar a traqueostomia, que será divulgada na semana que vem.

Por se tratar de um caso em processo judicial as identidades dos pais e do bebê não foram divulgadas, mas aparentemente se trata de um casal muito jovem, de cerca de 20 anos, que se separou amistosamente.

A criança nasceu no dia 10 de outubro de 2008 com sérios problemas respiratórios, que obrigaram os médicos a conectá-la imediatamente a um respirador artificial para que seguisse com vida.

Desde então, e uma vez diagnosticado a síndrome genética, a criança perdeu praticamente todo o tônus muscular e é incapaz de movimentar os braços e as pernas, um problema que "não tem probabilidade de melhorar", segundo um porta-voz dos médicos.

 

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