Hillary pede cautela a árabes e israelenses em esforço para destravar diálogo
da Folha Online
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta terça-feira aos árabes e israelenses que deixem de lado as diferenças históricas e evitem retóricas inflamatórias já que suas palavras podem influenciar o processo de paz no Oriente Médio.
Em discurso para funcionários dos governos do Oriente Médio, norte da África e grandes nações industrializadas, em Marrakech, no Marrocos, Hillary disse que há "recriminações compreensíveis, mas que não ajudam" na questão da paz.
| Selmaoui-Karim/Efe |
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| Hillary Clinton posa ao lado do ministro marroquino de Relaçoes Exteriores , Taib Fassi Fihri, em fórum internacional no país |
"Eu sei que esta é uma questão que é grave e uma preocupação persuasiva entre os países representados aqui e muito além desta região", disse Hillary, em tom grave.
"Nós estamos comprometidos com a solução de dois Estados", completou, em referência à proposta americana de estabelecer um, Estado palestino como solução à crise. "E nós estamos determinados e persistentes na busca deste objetivo".
Hillary defendeu ainda o apoio dos árabes aos esforços dos Estados Unidos, aliado histórico de Israel, pelas negociações na região. "Alcançar a paz é uma tarefa de todos. Acho que com seu apoio [dos árabes] poderemos encontrar um caminho para uma solução de dois Estados", insistiu Hillary.
A secretária de Estado lembrou ainda que as duas partes não devem se prender ao passado e pediu que cada parte pense em qual pode ser sua melhor contribuição em prol da paz.
Depois do discurso, Hillary viajou ao Cairo para se reunir com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, como parte de seus esforços para reativar o processo de paz entre israelenses e palestinos.
Hillary, que participou em Marrakech da 6ª edição do Fórum pelo Futuro, tenta, desde a sua chegada ao Marrocos, dissipar a crença de que Washington havia tomado partido dos israelenses, elogiando os esforços palestinos para melhorar a segurança e exigindo de Israel "gestos positivos" em relação aos palestinos.
"A posição da administração Obama sobre as colônias é clara e inequívoca. Não mudou: os Estados Unidos não aceitam como legítimo continuar com os assentamentos israelenses", afirmou Hillary antes de um encontro com seu colega marroquino, Taieb Fassi-Fihri.
"A proposta está longe do que preferíamos, mas se for aplicada, será uma restrição sem precedentes da colonização e terá um efeito significativo', acrescentou.
Apesar do discurso de hillary, a Liga Árabe começou os contatos para convocar uma reunião ministerial urgente para responder ao que considerada a defesa americana das colônias judaicas.
Com Efe, France Presse e Associated Press
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