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09/11/2009 - 07h31

Mudanças precederam queda do Muro de Berlim; veja cronologia de 89

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da France Presse, em Berlim

Mudanças em série, em todo o bloco soviético na Europa Oriental, em 1989, precederam a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro.

Relembre os fatos que marcaram aquele ano:

- 11 de janeiro: O Parlamento húngaro foi o primeiro do bloco soviético a adotar uma lei que permitia a formação de partidos políticos de todas as tendências e assegurava o direito de se reunir publicamente. A lei entrou em vigor em 23 outubro, com alteração da Constituição;

- 1º de março: A Hungria adota a Convenção de Genebra para Refugiados, que proíbe ordens de expulsão contra a sua vontade e a proibição do uso de armas de fogo contra eles na fronteira;

- 2 de maio: Hungria começa a desmantelar o sistema de alerta e a cerca de arame farpado elétrica que desde 1966 cercava a sua fronteira com a Áustria;

- 4 de junho: Polônia realiza as primeiras semi-eleições democráticas em um país comunista, marcada pela vitória do sindicato Solidariedade (Solidarnosc), de Lech Walesa, o único movimento trabalhista independente de um país do Leste.

- 16 de junho: O funeral nacional do chefe do governo nacional húngaro durante a revolução de 1956, Imre Nagy, executado em 1958 pela ditadura comunista, é transformado em um gigantesco comício para as liberdades democráticas.

Robert Jaeger/Efe
Os chanceleres Mock (à esq.) e Horn cortam o arame farpado que separava o território da Áustria do da Hungria, em 27 de junho de 89
Os chanceleres Mock (à esq.) e Horn cortam o arame farpado que separava o território da Áustria do da Hungria, em 27 de junho de 89

- 27 de junho: Os chanceleres Alois Mock (Áustria) e Gyula Horn (Hungria), cortam simbolicamente o arame farpado da "Cortina de Ferro" na região de Sopron, fronteira entre os dois países;

- 19 de agosto: Mais de 600 alemães orientais, em férias na Hungria, aproveitam a excepcional abertura de um posto de passagem com a Áustria, durante um piquenique, e fogem para o Ocidente, o primeiro êxodo maciço desde a construção do Muro de Berlim, em 1961;

- 24 de agosto: Na Polônia, Tadeusz Mazowiecki, conselheiro de Walesa, se torna o primeiro não comunista a liderar o governo de um país da Europa Oriental em mais de 40 anos;

- 10 de setembro: A Hungria abre a fronteira ocidental e autoriza, no dia seguinte, que os alemães orientais passem livremente para a Áustria. Mais de 50 mil pessoas fogem para o Ocidente;

- 25 de setembro: Na cidade de Leipzig, na RDA (República Democrática Alemã, a Alemanha comunista), mais de 8 mil pessoas protestam pedindo reformas e liberdade;

- 30 de setembro: na Tchecoslováquia, mais de 4 mil alemães orientais refugiados na Embaixada da Alemanha Ocidental, em Praga, foram autorizados a entrar naquele país, após um acordo entre Bonn e a Berlim Oriental;

- 7 de outubro: por ocasião do 40º aniversário da RDA, o número um soviético, Mikhail Gorbatchov, adverte os líderes da Alemanha Oriental sobre imobilidade política: "Quando você fica para trás, é punido pela vida", diz a Erich Honecker, secretário-geral do Partido Comunista (SED) desde 1971 e presidente desde 1976;

Na mesma época, na Hungria, o Partido Comunista foi dissolvido para criar o Partido Socialista Húngaro (HSP).

- 18 de outubro: Honecker, forçado a abandonar as funções, é substituído por Egon Krenz. Mais de 130 mil cidadãos da Alemanha Oriental fugiram para a Alemanha Ocidental, desde o início do ano, e há manifestações sem precedentes no país;

- 23 de outubro: Proclamação da República da Hungria no dia do 33º aniversário da insurreição de 1956. Pela primeira vez, um país do bloco oriental suprime os termos "popular" e "socialista" em sua Constituição;

- 4 de novembro: Quase 1 milhão de pessoas protestam na Berlim Oriental, na maior ação ocorrida na RDA. O grupo representava três quartos do total da população;

- 7 de novembro: O governo da Alemanha Oriental é dissolvido, liderado desde 1976 por Willy Stoph.

- 9 de novembro: São abertas as fronteiras do Muro de Berlim.

Comentários dos leitores
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
"Os 192 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) consagraram nesta quarta-feira o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela"
► Uma pessoa extraordinária. Parabéns!
5 opiniões
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Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
O Muro de Berlim foi brincadeira de criança comparado a outro muro que não separa mais o primeiro do segundo mundo pois este já não existe mais e sim o que separa o primeiro do terceiro. O Muro da fronteira do Estados Unidos com o México representa justamente isso: As classes abastadas devem estar seguras das que servem apenas como consumidoras nessa nova desordem mundial baseada no capital. Nessa fronteira se mata muito mais, as diferenças são muito maiores mas isso não importa não é mesmo? A democracia é um patrimônio que a humanidade não pode abrir mão nunca mais, mas não podemos também justificar com ela o extermínio através da fome e miséria que o mundo presencia causado pelo neo-liberalismo. 9 opiniões
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Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Foi bonita a festa de comemoração da queda do muro de Berlim e do fim do símbolo de um regime desumano e retrógrado. Será que o Chico vai cantar "Foi bonita a festa pá" rsrsrs. "A queda do muro --escreveu João Paulo 2°-- como a queda de perigosos simulacros e de uma ideologia opressiva, demonstraram que as liberdades fundamentais, que dão significado à vida humana, não podem ser reprimidas nem sufocadas por muito tempo".(Ou viva o neo-liberalismo) Santas palavras... ainda não aprendidas pelos muitos cabeças de bagre por aqui. 5 opiniões
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