Mundo
06/11/2009 - 09h37

Em 20 anos, Leste Europeu viu apoio ao capitalismo cair

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da Efe, em Washington

Quase duas décadas depois da queda do Muro de Berlim, os habitantes dos países do Leste Europeu ainda aprovam a passagem do comunismo para o capitalismo, porém já com menos entusiasmo do que então, diz pesquisa divulgada nos Estados Unidos.

O Projeto de Atitudes Globais, do Pew Research Center, engloba entrevistas realizadas com 14.760 adultos entre 27 de agosto e 24 de setembro nos Estados Unidos e em 14 países do leste e do oeste da Europa para recolher opiniões sobre o colapso do sistema soviético e de seus aliados europeus.

"A maioria dos povos em outras repúblicas soviéticas e em países da Europa oriental apoia o estabelecimento dos sistemas multipartidários e uma economia de mercado livre", segundo o PRC. Entretanto, o entusiasmo inicial em torno dessas mudanças "se atenuou na maioria dos países e, em alguns, o apoio à democracia e ao capitalismo diminuiu notavelmente".

No leste da Alemanha, por exemplo, o total de entrevistados que considerou "muito positiva" a reunificação do país foi de 31%, menos do que os 45% registrados pelo Times Mirror Center, antecessor do PRC, durante pesquisa similar realizada em 1991. Em quase todos os países do leste e do centro da Europa, que durante décadas fizeram parte da chamada Cortina de Ferro, diminuiu a opinião favorável à economia capitalista, desde a pesquisa de 1991.

Na Hungria, a aprovação da economia de mercado caiu de 80% em 1991 para 46%; na Lituânia, de 76% para 50%; na Bulgária, de 73% para 53%; e na Ucrânia, de 52% para 36%, segundo o estudo.

Fora Polônia e Eslováquia, onde aumentou a aprovação pela passagem do comunismo para a democracia, esta mudança tem atualmente menos simpatia do que em 1991, segundo o PRC, mas continua contando com respaldo majoritário em quase todos os países. A maior exceção é a Ucrânia: em 1991, 72% dos entrevistados simpatizavam com a transição para a democracia. Agora, apenas 30% consideram que houve melhorias com essa mudança.

Na Bulgária, o apoio à mudança democrática caiu de 76% para 52%; na Lituânia, de 75% para 55%; e na Hungria, de 74% para 56%.

Com a exceção dos habitantes do oeste da Alemanha, o resto da região mostra índices positivos de satisfação com a qualidade da vida após a queda do comunismo. Na área da antiga República Federal da Alemanha (a Alemanha capitalista), desde a pesquisa de 1991, o índice de satisfação caiu de 52% para 48%. Na ex-República Democrática da Alemanha (A Alemanha socialista), o índice de satisfação subiu de 15% para 43%.

Os poloneses aparecem como os mais entusiastas com as mudanças desde a queda do comunismo: o índice de satisfação com a qualidade de vida subiu 32 pontos percentuais, de 12% para 44%. O índice de satisfação na Eslováquia subiu 30 pontos, de 13% para 43%, e, na Rússia, cresceu 28 pontos, de 7% para 35%.

Comentários dos leitores
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
"Os 192 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) consagraram nesta quarta-feira o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela"
► Uma pessoa extraordinária. Parabéns!
5 opiniões
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Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
O Muro de Berlim foi brincadeira de criança comparado a outro muro que não separa mais o primeiro do segundo mundo pois este já não existe mais e sim o que separa o primeiro do terceiro. O Muro da fronteira do Estados Unidos com o México representa justamente isso: As classes abastadas devem estar seguras das que servem apenas como consumidoras nessa nova desordem mundial baseada no capital. Nessa fronteira se mata muito mais, as diferenças são muito maiores mas isso não importa não é mesmo? A democracia é um patrimônio que a humanidade não pode abrir mão nunca mais, mas não podemos também justificar com ela o extermínio através da fome e miséria que o mundo presencia causado pelo neo-liberalismo. 9 opiniões
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Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Foi bonita a festa de comemoração da queda do muro de Berlim e do fim do símbolo de um regime desumano e retrógrado. Será que o Chico vai cantar "Foi bonita a festa pá" rsrsrs. "A queda do muro --escreveu João Paulo 2°-- como a queda de perigosos simulacros e de uma ideologia opressiva, demonstraram que as liberdades fundamentais, que dão significado à vida humana, não podem ser reprimidas nem sufocadas por muito tempo".(Ou viva o neo-liberalismo) Santas palavras... ainda não aprendidas pelos muitos cabeças de bagre por aqui. 5 opiniões
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