Mundo
06/11/2009 - 09h38

Alemanha foi refém da luta entre EUA e União Soviética, diz Putin

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da France Presse, em Moscou

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que a divisão da Alemanha foi um erro e que não havia outra alternativa a não ser a reunificação. Há quase 20 anos, no dia 9 de novembro de 1989, quando o Muro de Berlim caiu, Putin trabalhava como agente do serviço secreto, na RDA (República Democrática da Alemanha, a Alemanha comunista).

"A divisão do povo [alemão] não tinha perspectiva. Era evidente desde o começo que ela não deveria ter sido feita", disse Putin à TV russa NTV, como parte de um documentário que será divulgado neste 8 de novembro, véspera do 20º aniversário da queda do Muro. "A Alemanha e o povo alemão foram, por muito tempo, reféns da luta entre duas superpotências [Estados Unidos e a União Soviética] e das forças de ocupação, tanto a oeste quanto a leste", afirmou, segundo fragmentos publicados pela agência Interfax.

"Enfim, a Alemanha se tornou moeda de troca na luta entre as duas potências", disse o ex-presidente da Rússia (2000-2008), que ainda é considerado o homem forte do país.

Putin, que sonhava fazer carreira na KGB (a polícia secreta soviética), foi destinado a um posto modesto na cidade alemã de Dresden, distante das cidades cobiçadas, de modo que guarda uma lembrança pouco entusiasmada do período. De volta a São Petersburgo, a sua cidade natal, Putin recomeçou do zero e, em pouco tempo, escalou vários degraus, à sombra do prefeito da ex-capital imperial, Anatoli Sobtchak. Ele foi, em seguida, para Moscou.

Nostálgico do poderio da União Soviética, Putin descreveu um dia seu desaparecimento como "a maior catástrofe geopolítica do século 20".

Segundo o jornalista que o entrevistou, Vladimir Kondratev, citado pelo diário "Kommersant", Putin desempenhou um pequeno papel nos acontecimentos de 1989: falou com a multidão concentrada diante do prédio da KGB, em Dresden, um dos feudos da oposição ao regime comunista, e a dissuadiu de invadi-lo.

Comentários dos leitores
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
"Os 192 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) consagraram nesta quarta-feira o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela"
► Uma pessoa extraordinária. Parabéns!
5 opiniões
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Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
O Muro de Berlim foi brincadeira de criança comparado a outro muro que não separa mais o primeiro do segundo mundo pois este já não existe mais e sim o que separa o primeiro do terceiro. O Muro da fronteira do Estados Unidos com o México representa justamente isso: As classes abastadas devem estar seguras das que servem apenas como consumidoras nessa nova desordem mundial baseada no capital. Nessa fronteira se mata muito mais, as diferenças são muito maiores mas isso não importa não é mesmo? A democracia é um patrimônio que a humanidade não pode abrir mão nunca mais, mas não podemos também justificar com ela o extermínio através da fome e miséria que o mundo presencia causado pelo neo-liberalismo. 9 opiniões
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Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Foi bonita a festa de comemoração da queda do muro de Berlim e do fim do símbolo de um regime desumano e retrógrado. Será que o Chico vai cantar "Foi bonita a festa pá" rsrsrs. "A queda do muro --escreveu João Paulo 2°-- como a queda de perigosos simulacros e de uma ideologia opressiva, demonstraram que as liberdades fundamentais, que dão significado à vida humana, não podem ser reprimidas nem sufocadas por muito tempo".(Ou viva o neo-liberalismo) Santas palavras... ainda não aprendidas pelos muitos cabeças de bagre por aqui. 5 opiniões
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