EUA pedem fim da corrupção no Afeganistão; Karzai promete mudança
da Folha Online
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos cooperam para que o Afeganistão progrida em relação ao problema da corrupção no país. Segundo ele, a Embaixada americana em Cabul trabalha ao lado do presidente, Hamid Karzai, para aprimorar a governança. Gibbs não revelou detalhes sobre o diálogo.
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No entanto, segundo ele, o presidente americano, Barack Obama, quer empreender uma campanha séria para dar fim à corrupção no país. De acordo com o porta-voz, os EUA devem tomar medidas concretas a respeito, e não apenas aguardar por uma mudança.
Nesta segunda-feira, Obama disse que telefonou para Karzai para lhe dar os parabéns pela reeleição. No entanto, o líder americano teria dito ao presidente afegão que a "prova [da mudança] não estará nas palavras ditas, e sim nas providências que serão tomadas".
| Musadeq Sadeq/AP |
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| Hamid Karzai durante entrevista a jornalistas após anulação do segundo turno; EUA prometem ajuda e pedem fim da corrupção |
Karzai foi anunciado o novo presidente nesta segunda-feira, depois que seu principal rival, Abdullah Abdullah, desistiu de disputar o segundo turno de 7 de novembro, dizendo que as eleições não seriam livres e justas. Após a confirmação no cargo, Karzai prometeu acabar com a corrupção, uma das principais razões para a queda de popularidade de seu governo.
Em discurso, ele demonstrou a intenção de incluir todos os segmentos da sociedade em seu governo --inclusive alguns oponentes políticos, sem no entanto citar o nome de Abdullah. "Aqueles que quiserem trabalhar conosco serão bem-vindos, independentemente se eles se opuseram a mim nas eleições ou se me apoiaram", afirmou o presidente afegão.
Abdullah --que já foi ministro de Relações Exteriores do governo de Karzai-- afirmou anteriormente que não se unirá ao governo, mas trabalhará na oposição para garantir que sejam implementadas reformas, e que seja mantida a união nacional.
Acordo
Segundo aliados de Karzai e Abdullah, ambos passaram os últimos dias negociando em segredo a respeito de cargos de ministério e tentando acomodar a plataforma de Abdullah.
Karzai admitiu a jornalistas nesta terça-feira que o Afeganistão tem uma "má fama" em relação à corrupção. Durante os cinco anos de seu mandato anterior, ele prometeu em várias ocasiões que iria combater a corrupção, sem obter resultados significativos.
"Nós faremos o melhor possível para eliminar essa mancha negra de nossas roupas", afirmou.
Ao lado de seu novo vice-presidente --que negou as acusações de ligação entre corrupção e tráfico de drogas quando era ministro da Defesa-- Karzai disse que a corrupção é consequência de leis e medidas de segurança inadequadas.
"Nós precisamos rever as lei problemáticas e criar as que são necessárias", disse ele, acrescentando que a comissão anti-corrupção criada há um ano será fortalecida.
Taleban
Karzai disse ainda que pretende ser o mais inclusivo possível em seu governo, incluindo a participação de representantes da milícia Taleban, que desejam trabalhar com o governo.
"Nós queremos que nossos irmãos do Taleban e outros se unam a nós", afirmou Karzai.
A milícia radical comemorou o cancelamento das eleições, anunciando em um comunicado que a decisão aponta que a estratégia do grupo de minar o processo por meio de ameaças e ataques foi bem-sucedida. "Nossos bravos mujahedin conseguiram minar o processo. Mesmo os ataques aéreos e terrestres não foram capazes de deter nossos guerreiros", disse o texto.
Autoridades eleitorais citaram anteriormente a preocupação com a segurança como uma razão para não realizar o pleito.
Ataques reivindicados pelo Taleban mataram dezenas no primeiro turno do pleito em 20 de agosto. Em algumas áreas, insurgentes cortaram o dedo daqueles que apresentavam nas mãos resquícios da tinta usada para registrar os votos.
Para oficiais da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o cancelamento foi um alívio, considerando que garantir a segurança no processo seria um grande desafio.
Na semana passada, um ataque suicida contra uma hospedaria da ONU matou ao menos 12 pessoas. Segundo o Taleban, a ação mostraria que "até mesmo a ONU" não está a salvo em Cabul.
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10% não sabe ler, passa fome, condições de vida miseravel
70% só pensam em futebol, carnaval, discutem sobre a melhor cerveja, fornula 1, etc
15% sabem q algo está errado, mas continuam agindo como os acima
5% se informam, tem memória política, discutem o aquecimento global, vem jornal
e o pessoal ainda se surpreende com a roubaralheira... com esse nivel de eleitores...
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Se as tais "forças de coalizão", continuarem no mesmo caminho, que foi também a receita usada pelos soviéticos nos anos 80, tudo que conseguirão será o aumento das perdas humanas e aniquilação da população civil.
Mais dinheiro, na alternativa errada, só levará aos aliados, a um buraco maior e mais profundo...
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