Mundo
03/11/2009 - 19h07

Congresso de Honduras irá consultar Justiça sobre volta de Zelaya

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da Efe, em Tegucigalpa
da Folha Online

O conselho de direção do Congresso de Honduras decidiu nesta terça-feira que a Procuradoria e a Suprema Corte de Justiça "darão sua opinião em caráter urgente" sobre a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya. Não foi estabelecido prazo para a consulta.

A informação foi dada pelo presidente do Congresso, Erick Rodríguez -- que é favorável à volta de Zelaya--, após o final da reunião do conselho do Legislativo, na qual não foi permitido o acesso da imprensa.

O órgão diretivo se reuniu hoje por mais de três horas --quatro dias depois de ter recebido da comissão de Zelaya e do presidente interinos, Roberto Micheletti, o Acordo Tegucigalpa-San José--, para discutir uma solução para o impasse em torno da volta de Zelaya ao poder.

Rodríguez e as porta-vozes Argentina Valle e Carolina Echeverría, dissidentes do Partido Liberal ao qual pertencem tanto Zelaya quanto Micheletti, consideraram a decisão uma "manobra" das autoridades golpistas para atrasar a decisão a respeito da restituição.

Para eles, um pedido para imposição de um prazo de três dias para que os órgãos de Justiça se manifestem foi rejeitada na negociação. "Quando não se estabelece um prazo de 24 a 48 horas para que se obtenha uma resposta é uma manobra para retardar o processo", disse Rodríguez.

Enquanto a reunião entre os membros da junta diretiva ocorria, cerca de 400 seguidores de Zelaya estavam concentrados em frente à sede do Parlamento para exigir a restauração.

Histórico

A crise política hondurenha foi iniciada quando Zelaya propôs uma pesquisa de opinião nacional que abriria caminho para seu projeto de convocar uma Assembleia Constituinte --o que foi visto pelos setores do governo como uma tentativa de aprovar a reeleição no país.

Zelaya chegou a destituir o chefe das Forças Armadas de Honduras, o general Romeo Vázquez, por se recusar a dar apoio logístico à pesquisa de opinião nacional. O Congresso e a Corte Suprema do país criticaram a decisão, que consideraram ilegal, mas Zelaya não recuou. Três dias depois, em 28 de junho o presidente foi deposto e expulso do país.

Micheletti, então presidente do Congresso, assumiu o cargo de presidente. Classificada um golpe de Estado por governos e entidades internacionais, a sucessão foi classificada por Micheletti e pelas instituições hondurenhas como uma mudança legítima de governante, referendada pela Suprema Corte e pelo Congresso.

Mas Zelaya, expulso, de pijamas, do país por militares na madrugada do dia em que pretendia realizar a consulta, disse que sofreu um golpe militar e desmentiu qualquer tentativa de alterar a cláusula pétrea da Constituição que impede reeleições para se manter no poder.

Embora a destituição de Zelaya tivesse amparo constitucional sob a hipótese de que ele estivesse tentando reeleger-se, a expulsão não é prevista no texto e tanto Micheletti quanto o chefe das Forças Armadas eximiram-se posteriormente de responsabilidade por essa iniciativa, sem indicar um possível autor da medida.

Pressionado --nenhum país reconheceu seu governo-- o governo interino adiou ao máximo uma solução para o impasse, resistindo à proposta feita pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, para o condicional de Zelaya à Presidência.

Diálogo frustrado

Mas após quase três meses de negociações sem avanços e duas frustradas tentativas públicas de voltar a Honduras, o retorno do presidente deposto no último dia 21 de setembro aumentou a pressão internacional sobre o governo interino, alimentou uma onda de protestos e fez da crise hondurenha um dos temas da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), reunida em Nova York em setembro.

O governo interino chegou a decretar estado de sítio no país, restringindo as liberdades constitucionais, e fechou a Rádio Globo e o Canal 36, simpatizantes a Zelaya, para tentar conter os protestos diários favoráveis ao presidente deposto.

Neste período, uma delegação diplomática da OEA tentou, em vão, mediar o diálogo por um fim à crise. A insistência de cada lado em suas posições, após algumas concessões aparentes, levou à paralisação e finalmente ao rompimento do diálogo. A retomada da negociação aconteceu na semana passada, após a visita de uma missão norte-americana, cuja mediação foi considerada fundamental para o acordo, e de mais um emissário da OEA.

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, pediu nesta terça-feira para os congressistas hondurenhos "deixarem de retórica", instalarem um governo de unidade nacional e restituírem o presidente deposto, Manuel Zelaya.

"A única saída de paz é restabelecer o presidente Zelaya pelo escasso tempo que lhe resta na Presidência", disse Insulza à rádio Cooperativa, do Chile. Se restituído, Zelaya encerra seu mandato em janeiro de 2010.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (353) 23/12/2009 16h43
Santos Júnior (353) 23/12/2009 16h43
toda esta desculpa esfarrapada e cínica usada por aqueles que se dizem "democratas", combatentes ferozes do império "anti-democrático" sempre serviu de carta branca para o controle total da população, alimentada com migalhas ou palavras que soam bonitas do tipo "popular isso, social aquilo", propaganda enganosa.No Irã por exemplo, vez por outra vemos notícias de todas as partes do mundo(menos na telesur é claro rsrs) da polícia de Ahmadinejad reprimindo violentamente protestos pacíficos por parte da oposição.As eleições naquele país por certo foram fraudadas, mas é claro, é tudo planejado para barrar o dedinho americano rsrs, quanta enganação rsrs.Enquanto o dedinho americano é barrado por décadas, não há sequer alternância de poder, ou sequer eleições limpas, mas isto sim é justo para que não cantem de galo por aquelas terras rs.Bastou a comunidade internacional em sua maioria plena baixar a guarda e o Irã ja começou a mostrar suas garras no Iraque por exemplo, quando recentemente iranianos ligados ao governo invadiram o Iraque e se apossaram de poços de petróleo.Se alguém tem dúvida da real necessidade de bombas atômicas pelo Irã, eu não tenho rs.E por falar em más intenções, o que o Chávez quer com o Mali afinal de contas?Construção de casas populares naquele país.....perda da rota do tráfico de drogas (honduras)..ihhhh sei não hein.Novos horizontes rsrs? sem opinião
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hugo chavez (214) 23/12/2009 12h51
hugo chavez (214) 23/12/2009 12h51
A submissão converte as Nações e os povos em eternos escravos. Tudo como descrito nos Protocolos, os quais se fazem cumprir sob ameaças econômicas, sanções, embargos, pressões comerciais e, obviamente, militares. O governo golpista de Honduras, através do Micheletti, aquele que IA deixar o poder, conforme "combinado" rsrs, determinou a exclusão de Honduras da ALBA. Os adoradores do eixo do mal eua-inglaterra-sionistas/fãs do Psdb/"elite"/ "pseudo elite" e congêneres, certamente aprovam a medida, pois, "afasta" Honduras dos governos socialistas da América do Sul ou "comunistas", como insistem alguns. Aqueles governos que vão mandar alguém para "dividir seu quarto" e "matam criancinhas", onde vem ocorrendo múltiplas eleições livres, mas, como quem ganha não é o preferido do eixo, são taxados pela "grande mídia", como "ditaduras populistas", "sem liberdade" e outras balelas rsrs. Tudo para justificar a queda do controle do cambaleante eixo rsrs. Uma das maiores formas de submissão sempre foi manter as Nações endividadas. Há meses como uma nau sem rumo e boicotada pela maior parte do mundo, Honduras está empobrecendo e mergulhando, ainda mais, no caos. Mas, é tudo para "o bem do país", afinal, dizem que seria pior sob a "influência" do Chávez rsrs. Então, nada melhor que continuar escravizado junto aos eua, não é mesmo rsrs?O Brasil tb continua escravizado junto aos "banqueiros", como desde sua "criação" e das "boas vindas" dos Rotchild e anexos. Possui uma dívida pública impagável e crescente, apesar dos aparentes esforços de INDEPENDÊNCIA. São os "sacratíssimos juros Protocolares".Apesar das inúmeras tentativas para desviar a atenção da população, através das "epidemias" de gripe, que, subitamente, passaram a amealhar bilhões, com a venda de medicamentos e vacinas que são ALTAMENTE CONTESTADAS pela comunidade científica mundial, ou então rotulando o Homem como "culpado" pelas alterações climáticas globais, as "finanças" continuam sugando o mundo. sem opinião
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hugo chavez (214) 23/12/2009 12h43
hugo chavez (214) 23/12/2009 12h43
A diferença entre o que aconteceu em Honduras e no Irã é abissal. Mas, existem semelhanças. Por exemplo, o "grupo" de interesses afetado em ambos os casos. Em Honduras, setores dos eua, que são os verdadeiros controladores do país (Obama ou outro qualquer foram e serão sempre marionetes rsrs), decidiram fomentar um golpe de Estado. Como nos velhos tempos, usaram uma desculpa ridícula para impedir o avanço do "comunismo" rsrs. Desta vez, foi o "perigo" de uma corriqueira consulta popular, algo que sempre se fez no mundo todo, inclusive no patrocinador deste golpe. Já no Irã, é óbvio que não houve contagem dos votos, pois, a prioridade era abortar outro golpe de Estado. Enquanto em Honduras se usavam as forças armadas para garantir o golpe, no Irã, elas foram usadas para garantir a Lei e evitar a desestabilização do país, em prol do eixo eua-inglaterra-sionistas. Na verdade, nada poderá deter o Irã, que é uma potência regional. Basta avaliar os números do país e constatar que a Propaganda sionista, apoiada pela "grande mídia" sob seu controle, mesmo ajudada pela infiltração e desestabilização promovida pelos outros 2 membros do eixo do mal, jamais será suficiente para derrotar Ahmadinejad e o povo iraniano. Como perceberam que não podem mais deter o Irã, tentam fomentar uma "revolução", baseada na balela da "fraude eleitoral". O que os amantes do eixo não comentam, é que a "grande mídia" não ficou martelando durante meses sobre a fraude eleitoral na Flórida que reelegeu seu candidato predileto, o Bush Jr.Quando Gore acionou a suprema corte do "democrático" país, disseram que haveria "risco de crise institucional" rsrs.A "grande mídia" comprou a idéia de imediato e o assunto morreu. Só existe "democracia" quando tudo funciona como quer o eixo do mal rsrs.O problema é que todo mundo já percebeu e o descrédito é generalizado rsrs. sem opinião
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