Após campanha milionária, Bloomberg é eleito para terceiro mandato em Nova York
da Folha Online
da Efe
O candidato independente Michael Bloomberg se proclamou nesta terça-feira vencedor das eleições municipais de Nova York, ao obter 51% dos votos, frente a seu rival democrata, William Thompson, que obteve 46%, uma vez contabilizados 96% dos votos válidos.
O milionário Bloomberg vai para seu terceiro mandato como prefeito da cidade de 8,4 milhões de habitantes e dedicou a esta campanha eleitoral quase US$ 100 milhões de sua fortuna pessoal, a mais cara que um político dos EUA financiou a si próprio.
Após conseguir que o Conselho da cidade revertesse a lei que impedia um terceiro mandato, Bloomberg venceu Thompson com uma diferença menor do que se previa inicialmente pelas pesquisas.
"Obrigado, Nova York. Juntos faremos a nossa cidade melhor que nunca", disse Bloomberg, através de uma mensagem em seu site, na qual também expressou seu desejo de começar a trabalhar o mais rápido possível para cumprir sua agenda eleitoral.
Thompson, por sua vez, reconheceu a vitória de seu rival independente e disse que "há alguns minutos liguei para o prefeito para felicitar-lhe por sua vitória".
O democrata reconheceu que embora tenha "diferenças" com Bloomberg, sempre encontrou terrenos em comum "para trabalhar por esta cidade e buscar um melhor futuro para os nova-iorquinos".
A conquista de Bloomberg supõe a quinta vitória consecutiva sobre os diferentes candidatos do partido Democrata nas eleições à prefeitura desta cidade, onde não ganham os democratas desde 1989.
Após conhecer-se o resultado das eleições, o reverendo e senador estadual por Nova York, Rubén Díaz, disse que "apesar da vitória, Bloomberg perdeu as eleições, porque após oito anos e de haver gasto tantos milhões em uma campanha eleitoral o resultado da eleição foi um desastre".
Díaz se referiu a pequena margem com que Bloomberg venceu, quando as pesquisas indicavam que ele venceria com uma diferença de até 15%.
"É um desastre e uma vergonha não só para sua campanha, mas também para as eleições e para os ricos, que não podem vir aqui e comprar votos", disse Díaz.
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