Mundo
04/11/2009 - 07h35

Com voto de independentes, republicanos vencem na Virgínia e Nova Jersey

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da Folha Online

Os eleitores americanos escolheram nesta terça-feira os candidatos republicanos nos Estados de Virgínia e Nova Jersey, uma votação considerada um revés para o democrata Barack Obama, que a eleição à Presidência há um ano popular e como o candidato da mudança.

A votação desta terça-feira é conhecida como eleições de meio-mandato, já que são realizadas durante o mandato do presidente americano. A ideia é que as eleições, e consequentemente os mandatos, sejam sobrepostos e que encerrem em datas diferentes.

Normalmente, estas eleições elegem os membros do Congresso., mas pode haver também referendos --como o do casamento gay no Estado de Maine-- e governadores --como em Nova Jersey.

Um dia após uma pesquisa que mostra a queda da popularidade de Obama de 70% quando ele assumiu a Presidência, em janeiro deste ano, para cerca de 55%, o presidente democrata viu os votos dos independentes irem em massa para os republicanos.

Os democratas perderam ainda a coalizão de eleitores jovens a quem Obama apelava diretamente por eleitores mais velhos e brancos, especialmente na Virgínia, onde o democrata Creigh Deeds perdeu por ampla margem.

Segundo projeções das TVs americanas, o republicano Bob McDonnell ganhou com 63% dos votos contra 37% de Deeds na Virgínia, um Estado onde Obama venceu nas eleições de 2008.

McDonnel, um republicano conservador, assumirá o governo da Virgínia após dois períodos sucessivos de governadores democratas.

Em Nova Jersey, o candidato republicano Chris Christie venceu a eleição para governador derrotando o atual ocupante do cargo, o democrata Jon Corzine, segundo a imprensa americana.

Christie recebeu 49% dos votos contra 45% para Corzine, em uma das eleições locais mais disputadas desta terça-feira nos Estados Unidos, segundo o canal NBC. A CNN informou projeções de 50% para Christie e 44% para Corzine.

Corzine foi apoiado ativamente pelo presidente Obama, mas foi derrotado por Christie, que conquistou assim um antigo reduto democrata para os republicanos.

As eleições locais em vários Estados e municípios do país são consideradas um teste um ano antes da votação de meio de mandato do presidente Obama, que renovará um terço do Senado, toda a Câmara de Representantes e mais de dois terços dos cargos de governador.

Estrategistas do partido temem que os eleitores que foram em massa às urnas no ano passado por Obama deixem de comparecer nas eleições de meio de mandato porque o presidente não está na disputa ou porque estão decepcionados com o fracasso em trazer as mudanças que prometeu na campanha (nos EUA, o voto não é obrigatório).

Em jogo, estão até 60 cadeiras da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), muitas em distritos nos quais o presidente perdeu ou ganhou por muito pouco em 2008. Para os republicanos, a disputa estará em 40 cadeiras.

Por enquanto, Obama deve se preocupar com o impacto das disputas de 2009 no seu projeto de reforma da saúde --considerado prioridade do governo. Nesta terça-feira, o líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que o voto sobre a reforma pode não acontecer antes do fim do ano.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, negou a avaliação e disse que o governo não mede o resultado das eleições estaduais na Virgínia e em Nova Jersey como uma confirmação do apoio ao presidente.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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