Mundo
04/11/2009 - 11h05

Micheletti faz lista de nomes para governo de união; Zelaya critica

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da France Presse, em Tegucigalpa
da Folha Online

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, qualificou na noite desta terça-feira de "ofensa e agressão" o pedido do presidente de fato, Roberto Micheletti, de apresentar uma lista de nomes para a formação de um governo de "unidade e reconciliação".

"É uma agressão, uma ofensa, em vista de que no acordo não se estabelece a integração do governo de unidade e conciliação", declarou Zelaya ao Canal 11 da televisão local.

Micheletti enviou uma carta a Zelaya por meio do ministro da Presidência, Rafael Pineda Ponce, na qual pede "sem demora uma lista de 10 cidadãos com requisitos estabelecidos na Constituição da República, para dentro deles fazer a escolha dos servidores públicos que, a partir de 6 de novembro, integrarão o governo de unidade e reconciliação nacional".

"É um ato sem reflexão estar solicitando isto antes da Comissão de Verificação", completou Zelaya.

Também na terça-feira, a direção do Congresso Nacional hondurenho decidiu consultar a Suprema Corte de Justiça (CSJ) sobre a restituição do presidente deposto, antes de votar a medida, prevista no acordo para superar a crise política em Honduras.

"A direção do Congresso decidiu consultar a Suprema Corte de Justiça", disse à imprensa local o legislador "zelayista" Erick Rodríguez.

Convocada pelo presidente do Congresso, José Angel Saavedra, a direção cumpre assim uma das recomendações do acordo de Tegucigalpa/San José, firmado na sexta-feira passada entre os representantes de Zelaya e Micheletti.

Um porta-voz do Congresso, Claudio Moncada, disse à France Presse que a direção da Casa fará um comunicado formal sobre sua decisão de consultar o Supremo.

Segundo o artigo 5 do acordo, ao Congresso --integrado por 128 deputados, de cinco partidos -- corresponde decidir se Zelaya será restituído, após consulta "às instâncias que considere pertinentes, como a Suprema Corte de Justiça".

Reunião

A reunião dos congressistas, que durou cerca de duas horas, teve a presença de deputados que ainda não fazem parte da direção ou são líderes de bancada, mas que apóiam Zelaya, entre eles Rodríguez.

Rodríguez disse que ele e outros dois congressistas que apóiam o presidente deposto pediram ao Congresso que não consulte o Supremo sobre a restituição, "mas nossa posição foi rejeitada e decidiram recorrer à Corte Suprema, à Promotoria e à Procuradoria".

Segundo o deputado, a decisão de consultar o Supremo vai retardar ainda mais a solução da crise. Os analistas estimam que Zelaya pode ver sua restituição ser barrada no Congresso, onde tem apenas 26 dos 128 votos da Casa.

O presidente deposto afirma que o acordo obriga o Congresso a aprovar sua restituição, com a anulação do decreto que nomeou Micheletti.

Crise

Zelaya está refugiado na Embaixada do Brasil desde que voltou em segredo a Honduras, no dia 21 de setembro, após ser expulso do país por um golpe de Estado no dia 28 de junho.

Ao mesmo tempo, o presidente deposto pede em uma carta enviada à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que esclareça se, como afirmou o subsecretário Thomas Shannon, as eleições no país serão reconhecidas mesmo que ele não seja restituído ao poder.

"Nesta ocasião nos vemos obrigados a apresentar publicamente esta respeitosa solicitação à secretária de Estado dos Estados Unidos, a sra. Hillary Clinton, para que esclareça ao povo hondurenho, se a posição de seu país foi modificada ou alterada sobre a condenação ao golpe de Estado em Honduras", afirma a carta de Zelaya enviada a Hillary.

O presidente deposto destaca as "surpreendentes declarações" à rede de TV americana CNN do subsecretário de Estado Thomas Shannon.

Na entrevista, Shannon, que acompanhou a assinatura do acordo em 30 de outubro entre Zelaya e o presidente interino, Roberto Micheletti, afirmou que o compromisso "abriu um espaço para uma decisão de uma possível restituição de Zelaya".

Comentários dos leitores
celio maia (109) 01/12/2009 10h51
celio maia (109) 01/12/2009 10h51
"Se o Brasil considerar que tem que mudar de posição, mudará de posição", disse Garcia...
Engraçado, ainda ontem essa conversa era outra, bem mais radical. De repente dá uma guinada de 180°. Será que foi por causa da acusação de "dupla moral" (leia-se "falsa moral") apontada pelo presidente da minúscula Costa Rica? É de se duvidar. É mais fácil perceber que querem simplesmente resolver a situação lamuriosa de Zelaia. Tudo em troca de um salvo-conduto para o companheiro. Relações diplomáticas é conversa pra boi dormir. É que sem o reconhecimento da legitimidade do governo hondurenho, Zelaia ficaria preso indefinidamente na arapuca brasileira que armou...
No fundo, no fundo, todo esse cavalo de batalha criado pela deposição de Zelaia tem o caráter de tentar evitar que, no futuro, outras marionetes hugobolivarianas sejam sumariamente defenestradas da mesma forma. Apenas isso. É o que parece...
Nessa terrinha de muro baixo não se consegue esconder muita coisa...
sem opinião
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Em meu comentário de nº 50, do dia 29/11/09, 21:30 hs., dentre outras considerações, afirmei a posição dos brasileiros (isenta de governo), que, sem sombra de dúvidas, iríamos reconhecer o novo governo de Honduras, escolhido, legítimamente nas eleições do dia 29/11/09. Comentei também, que o governo brasileiro, por desconhecer as causas da queda de Zelaya (será pra que serve nossa embaixada lá, bem no "nariz" dos acontecimentos?), cometeu toda sorte (azar) de estrepolias, incluindo o abrigo, sem nossa autorização, do deposto Zelaya e sua tropa de choque, transformando o local numa hotelaria, pra não dizer, e logo dizendo, motelaria. Lula, presidente, Amorim, chanceler, Marco Aurélio Garcia, Aspone, todos afirmaram, categoricamente, que jamais reconheceriam esse governo, pelas razões tais, patata, patati, etc e tal. Quanta bobagem, prezados conterrâneos, e quanta vergonha, esses aloprados nos faz passar pelo Brasil e o mundo a fora. A continuar assim, teremos graves problemas de audição, porque fazem nossos ouvidos de "pinico". Eu disse também, que na "sinuca de bico" que entraram, pra sair dela com classe, seria coisa pra profissional, o que "in casu", inexiste. Assim, melhor seria botar a "viola no saco" e sair de mansinho, iguaizinhos aos aloprados da cueca, do dossiê e etc. Pela última conversa do sr. Garcia, já arranjaram o "saco"... 4 opiniões
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Para se ter idéia do que o credo caolha dos esquedofrênicos causa:
"Los ciudadanos abajo firmantes, de Argentina y otros países del mundo, propiciamos la candidatura del estadista cubano Fidel Castro para Premio Nobel de la Paz 2010, recogiendo proposiciones de movimientos sociales, culturales, universitarios, de derechos humanos, sociales y políticos.
Los logros de Cuba en salud y educación, con metas tan elevadas como la drástica disminución de la mortalidad infantil hasta menos del 6 por mil de nacidos vivos, así como la matrícula escolar que abarca a prácticamente el cien por ciento de la población, etc, así lo ameritan."
PS:90 % dos signatários são argentinos.nada mais a acrescentar.
a não ser:ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!
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