Mundo
04/11/2009 - 11h05

Em referendo, americanos do Maine rejeitam casamento gay

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da Associated Press, em Portland (Estados Unidos)

Os eleitores do Estado americano do Maine rejeitaram nesta terça-feira, em referendo, uma lei estadual que permite o casamento de pessoas do mesmo sexo, uma derrota para o movimento pelo direitos dos homossexuais que esperava reverter a tendência de rejeição à medida nos Estados Unidos.

Com a rejeição desta terça-feira, o casamento gay perdeu em todos os Estados --31 no total-- nos quais foi colocado sob votação popular. Os ativistas gays, que realizaram uma grande campanha, esperavam reverter o cenário em um Estado conhecido por seu eleitorado moderado e de mente aberta.

Com 87% dos votos apurados, o casamento gay foi rejeitado com 53% dos votos. "A instituição do casamento foi preservada no Maine e em toda a nação", disse Frank Schubert, organizador da campanha contrária à lei.

"Nós estamos nisso para uma batalha de longo prazo. Na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano, até que todas as famílias do Maine sejam tratadas igualmente. Porque, no final, isso sempre foi sobre amor e família e sempre valerá a pena lutar por isso", disse Jesse Connolly, diretor da campanha pró-casamento gay.

O referendo colocou sob votação uma lei aprovada pela Legislatura do Maine que legalizaria o casamento gay, mas que foi congelada após conservadores lançarem uma petição para rejeitá-la em referendo.

No ano passado, a Califórnia também rejeitou com 52% dos votos o casamento gay ao aprovar a chamada Proposição 8, iniciativa popular que impede o casamento de pessoas do mesmo sexo no Estado e define a instituição como exclusiva de um homem e uma mulher.

Apenas cinco Estados americanos legalizaram o casamento gay, Massachusetts, Vermont, New Hampshire, Connecticut e Iowa, através de leis e decisões da corte. Nenhum deles submeteu o projeto a referendo.

Referendos

A votação desta terça-feira é conhecida como eleições de meio-mandato, já que são realizadas durante o mandato do presidente americano. A ideia é que as eleições, e consequentemente os mandatos, seja sobrepostos e que encerrem em datas diferentes.

Normalmente, estas eleições elegem os membros do Congresso., mas pode haver também referendos --como o do casamento gay no Maine-- e governadores --como em Nova Jersey.

Desta vez, diversos Estados americanos colocaram projetos sob votação popular. Os eleitores do Maine votaram ainda contra uma medida que limitaria os gastos dos governos estadual e municipais ao atrelá-los à taxa de inflação e crescimento populacional.

O Estado aprovou ainda que dispensários deem maconha para pacientes. a aprovação segue uma lei de 1999 que legalizou a maconha medicinal, mas não estabelecia um sistema de distribuição.

Em Washington, os eleitores votaram sobre uma lei que garantia a casais gays os mesmos direitos dos casais heterossexuais. Com metade dos votos apurados, a disputa continuava acirrada.

Em Kalamazoo, no Michigan, os eleitores aprovaram uma medida que barra a discriminação por orientação sexual.

Já em Ohio, os eleitores aprovaram uma medida que permite cassinos em Cleveland, Columbus, Cincinnati e Toledo. Quatro medidas similares foram derrotadas nos últimos anos, mas desta vez a economia em crise deu força ao argumento de que os cassinos criarão milhares de vagas.

A cidade de Breckenridge, em Colorado, aprovou com grande margem que adultos possam carregar pequenas quantidades de maconha.

Comentários dos leitores
ANDRE LUIZ (16) 21/12/2009 14h57
ANDRE LUIZ (16) 21/12/2009 14h57
SINCERAMENTE EU NÃO ACREDITO !!!!!!!!!!!!!
O PLACAR DE PERSONALIDADES DO ANO COMPUTA QUE ZINA ( SEI LÁ O QUE É ZINA ! ) ESTÁ Á FRENTE DO NOSSO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, A FRENTE DE CÉSAR CIELO ( RECORDISTA MUNDIAL E TANTAS MEDALHAS TROUXE AO BRASIL, E AINDA Á FRENTE DE MICKAEL JACKSON ( ÍCONE DA MÚSICA POPULAR MUNDIAL ) !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A MASSA SEMPRE FOI BURRA, É BURRA E SEMPRE SERÁ BURRA E AINDA IGNORANTE. COM RARÍSSIMAS EXCEÇÕES AINDA HÁ CABEÇAS PENSANTES NESSE PAÍS !!!!!!!!!!!
sem opinião
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Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. 7 opiniões
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fabio siqueira ferreira (261) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (261) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
18 opiniões
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