Mundo
04/11/2009 - 14h31

Casa Branca nega que vitória republicana seja revés para Obama

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da Associated Press, em Washington (EUA)
da Folha Online

A Casa Branca negou nesta quarta-feira que a vitória republicana na disputa pelo governo de Virgínia e Nova Jersey, que votaram no democrata Barack Obama há um ano, seja um revés ou sinal de desaprovação do presidente democrata.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou a repórteres que os eleitores foram às urnas nos dois Estados por "assuntos muito locais que não envolvem o presidente".

Gibbs reconheceu que os eleitores estão preocupados com a economia, que tem mostrado sinais positivos depois de uma grande crise. "Eu não acho que o presidente precise de uma eleição ou pesquisa de boca de urna para chegar a esta conclusão", afirmou.

A votação desta terça-feira é conhecida como eleições de meio-mandato, já que são realizadas durante o mandato do presidente americano. A ideia é que as eleições, e consequentemente os mandatos, seja sobrepostos e que encerrem em datas diferentes.

Normalmente, estas eleições elegem os membros do Congresso., mas pode haver também referendos --como o do casamento gay no Estado de Maine-- e governadores --como em Nova Jersey.

Os candidatos republicanos ganharam a disputa pelo governo de Virgínia e Nova Jersey, uma votação considerada pela imprensa e por analistas como um revés para o democrata Obama, que foi eleito nestes Estados na disputa presidencial de 2008.

A derrota democrata levantou questões sobre os limites da influência do presidente em sua base partidária e se o cenário poderá se repetir no ano que vem, quando as eleições colocarão em jogo ao menos 60 cadeiras democratas da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) --muitas em distritos nos quais o presidente perdeu ou ganhou por muito pouco em 2008.

Segundo projeções das TVs americanas, o republicano Bob McDonnell ganhou com 63% dos votos contra 37% de Deeds na Virgínia, um Estado onde Obama venceu nas eleições de 2008. McDonnell, um republicano conservador, assumirá o governo da Virgínia após dois períodos sucessivos de governadores democratas.

Em Nova Jersey, o candidato republicano Chris Christie venceu a eleição para governador derrotando o atual ocupante do cargo, o democrata Jon Corzine, segundo a imprensa americana. Christie recebeu 49% dos votos contra 45% para Corzine, em uma das eleições locais mais disputadas desta terça-feira nos Estados Unidos, segundo o canal NBC. A CNN informou projeções de 50% para Christie e 44% para Corzine.

Gibbs disse que Obama já telefonou para os democratas derrotados na noite desta terça-feira. O presidente, contudo, não ligou para os republicanos vencedores porque quer deixá-los comemorar com a família e amigos.

Obama fez campanha para Corzine e Deeds nos últimos dias.

Vitória democrata

Gibbs ressaltou ainda que as eleições desta terça-feira foram também de vitória para os democratas que ganharam duas cadeiras do Congresso em eleições especiais na Califórnia e no norte de Nova York, um reduto onde os republicanos não perdiam há mais de um século.

Com 92% dos colégios apurados, o democrata, advogado e capitão aposentado da Força Aérea Bill Owens derrotou o candidato republicano, o empresário Doug Hoffman, com 49% contra 45% dos votos de NY.

Apesar da vitória por pouca margem, a eleição do democrata foi vista como sinal da divisão recente no Partido Republicano entre os moderados e conservadores. O Estado de Nova York tem agora apenas dois republicanos na delegação de 29 cadeiras.

O posto foi colocado em votação após a indicação do deputado John McHugh como secretário do Exército por Barack Obama.

Segundo Gibbs, a Casa Branca não vê a necessidade de recalibrar sua agenda ou mensagem pela derrota dos democratas nas urnas locais ou mesmo pela evidente fuga dos independentes para os candidatos republicanos.

O porta-voz disse ainda não acreditar que o resultado das eleições fará os conservadores democratas do Congresso travarem a agenda do presidente rumo à campanha pelas eleições de 2010.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (499) 01/12/2009 19h26
eduardo de souza (499) 01/12/2009 19h26
Como anunciar o fim da guerra no Afeganistão, que guerra? Essa que estão fazendo para ter o domínio do território assegurando os oleodutos que lá atravessam. Que guerra Barak Obama, essa que a nação americana financiou para as empresas privadas? Que guerra? Essa que fazem, não importa aonde, visando lucros com vendas de armas, controle de posição de exécito em outros continentes... Um dia estará escrito na história humana um capítulo assemelhando voces com o tão temido e odiado líder alemão da segunda guerra mundial. Dirá a história, que num curto espaço de tempo, dois "monstros" foram o martírio da humanide. sem opinião
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Henrique Silva (201) 01/12/2009 00h44
Henrique Silva (201) 01/12/2009 00h44
Nos EUA a situação da saúde para quem não tem seguro-saúde é infinitamente pior que a situação de um trabalhador brasileiro que depende do SUS. Fazer um sistema de saúde que garanta atendimento básico na maior potência econômica do mundo é muito importante não só para o povo americano pobre, mas para a imagem dos EUA no mundo. sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
George Bush pai fooooi amigo do pai de Bin Ladem. George Bush filho foi amigo e sócio do Salem Bin Ladem , irmão de Osama. O Bush filho teve tres sócios, dois quebraram e Salem morreu de acidente de avião, conveniente, quem ficou com os despojos?
Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
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