Mundo
04/11/2009 - 15h32

Micheletti quer liderar governo de união nacional em Honduras

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da Efe, em Tegucigalpa (Honduras)
da Folha Online

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, pretende liderar o governo de união nacional estabelecido pelo Acordo de San José para resolver a crise política causada pela deposição do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho passado.

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Segundo sua porta-voz, Vilma Morales, o governo de união deve ser instalado nesta quinta-feira.

"A titularidade do Executivo seguiria como está, seguiria sendo do presidente Micheletti, até que se decida o ponto 5", disse Morales, referindo-se ao item do acordo que define que caberá ao Congresso definir se Zelaya será restituído à Presidência.

Micheletti enviou mais cedo uma carta a Zelaya por meio do ministro da Presidência, Rafael Pineda Ponce, na qual pede "sem demora uma lista de dez cidadãos com requisitos estabelecidos na Constituição da República, para dentro deles fazer a escolha dos servidores públicos que, a partir de 6 de novembro, integrarão o governo de unidade e reconciliação nacional".

Zelaya qualificou na noite desta terça-feira de "ofensa e agressão" a proposta de formar um governo sem antes definir sua restituição ao poder --caráter considerado central nas negociações.

"É uma agressão, uma ofensa, em vista de que no acordo não se estabelece a integração do governo de unidade e conciliação", declarou Zelaya ao Canal 11 da televisão local. "É um ato sem reflexão estar solicitando isto antes da Comissão de Verificação", completou Zelaya.

Nesta terça-feira, como permite o acordo, o Congresso Nacional hondurenho decidiu consultar a Suprema Corte de Justiça (CSJ) sobre a restituição do presidente deposto, antes de votar a medida. A consulta deve atrasar o processo e deixa dúvidas sobre como serão realizadas as eleições programadas para 29 de novembro --e que a comunidade internacional disse que não reconheceria caso fossem realizadas sem a volta de Zelaya.

Acordo

As comissões de diálogo dos dois lados assinaram o acordo na quinta-feira passada (29), após pressão do subsecretário de Estado americano para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, que liderou missão de diplomatas americanos ao país.

O diálogo estava paralisado desde o último dia 20 diante da rejeição da comissão de Zelaya à proposta "insultante" de Micheletti para que sua restituição se definisse pelas comissões de negociação com base em relatórios do Congresso e da Corte Suprema de Justiça.

O acordo propõe que Zelaya seja restituído assim que o Congresso Nacional dê seu veredicto, o que acontecerá após consultar a Suprema Corte de Justiça. Os congressistas devem decidir retroagir todo o Poder Executivo prévio ao 28 de junho de 2009 para que Zelaya possa voltar ao poder e cumprir seu mandato até 26 de janeiro.

Segundo a France Presse, o acordo estabelece apoio à proposta que permite uma votação no Congresso Nacional com uma opinião prévia da Suprema Corte de Justiça para retroagir todo o Poder Executivo prévio a 28 de junho de 2009, ou seja, a restituição de Zelaya ao governo.

Define ainda a criação de um governo de unidade e reconciliação nacional, a rejeição à anistia de crimes políticos e moratória das ações penais, renúncia à convocação de uma Constituinte ou a uma reforma da Constituição nas cláusulas pétreas, reconhecimento e apoio às eleições gerais de 29 de novembro e a transferência de governo, transferência da autoridade sobre o Supremo Tribunal Eleitoral, as Forças Armadas e a Polícia Nacional.

O texto cria ainda uma comissão de verificação para fazer cumprir os dispositivos do acordo, uma comissão da verdade que investigue os fatos, antes durante e depois de 28 de junho de 2009 e solicita à comunidade internacional a normalização das relações com Honduras.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (353) 23/12/2009 16h43
Santos Júnior (353) 23/12/2009 16h43
toda esta desculpa esfarrapada e cínica usada por aqueles que se dizem "democratas", combatentes ferozes do império "anti-democrático" sempre serviu de carta branca para o controle total da população, alimentada com migalhas ou palavras que soam bonitas do tipo "popular isso, social aquilo", propaganda enganosa.No Irã por exemplo, vez por outra vemos notícias de todas as partes do mundo(menos na telesur é claro rsrs) da polícia de Ahmadinejad reprimindo violentamente protestos pacíficos por parte da oposição.As eleições naquele país por certo foram fraudadas, mas é claro, é tudo planejado para barrar o dedinho americano rsrs, quanta enganação rsrs.Enquanto o dedinho americano é barrado por décadas, não há sequer alternância de poder, ou sequer eleições limpas, mas isto sim é justo para que não cantem de galo por aquelas terras rs.Bastou a comunidade internacional em sua maioria plena baixar a guarda e o Irã ja começou a mostrar suas garras no Iraque por exemplo, quando recentemente iranianos ligados ao governo invadiram o Iraque e se apossaram de poços de petróleo.Se alguém tem dúvida da real necessidade de bombas atômicas pelo Irã, eu não tenho rs.E por falar em más intenções, o que o Chávez quer com o Mali afinal de contas?Construção de casas populares naquele país.....perda da rota do tráfico de drogas (honduras)..ihhhh sei não hein.Novos horizontes rsrs? sem opinião
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hugo chavez (214) 23/12/2009 12h51
hugo chavez (214) 23/12/2009 12h51
A submissão converte as Nações e os povos em eternos escravos. Tudo como descrito nos Protocolos, os quais se fazem cumprir sob ameaças econômicas, sanções, embargos, pressões comerciais e, obviamente, militares. O governo golpista de Honduras, através do Micheletti, aquele que IA deixar o poder, conforme "combinado" rsrs, determinou a exclusão de Honduras da ALBA. Os adoradores do eixo do mal eua-inglaterra-sionistas/fãs do Psdb/"elite"/ "pseudo elite" e congêneres, certamente aprovam a medida, pois, "afasta" Honduras dos governos socialistas da América do Sul ou "comunistas", como insistem alguns. Aqueles governos que vão mandar alguém para "dividir seu quarto" e "matam criancinhas", onde vem ocorrendo múltiplas eleições livres, mas, como quem ganha não é o preferido do eixo, são taxados pela "grande mídia", como "ditaduras populistas", "sem liberdade" e outras balelas rsrs. Tudo para justificar a queda do controle do cambaleante eixo rsrs. Uma das maiores formas de submissão sempre foi manter as Nações endividadas. Há meses como uma nau sem rumo e boicotada pela maior parte do mundo, Honduras está empobrecendo e mergulhando, ainda mais, no caos. Mas, é tudo para "o bem do país", afinal, dizem que seria pior sob a "influência" do Chávez rsrs. Então, nada melhor que continuar escravizado junto aos eua, não é mesmo rsrs?O Brasil tb continua escravizado junto aos "banqueiros", como desde sua "criação" e das "boas vindas" dos Rotchild e anexos. Possui uma dívida pública impagável e crescente, apesar dos aparentes esforços de INDEPENDÊNCIA. São os "sacratíssimos juros Protocolares".Apesar das inúmeras tentativas para desviar a atenção da população, através das "epidemias" de gripe, que, subitamente, passaram a amealhar bilhões, com a venda de medicamentos e vacinas que são ALTAMENTE CONTESTADAS pela comunidade científica mundial, ou então rotulando o Homem como "culpado" pelas alterações climáticas globais, as "finanças" continuam sugando o mundo. sem opinião
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hugo chavez (214) 23/12/2009 12h43
hugo chavez (214) 23/12/2009 12h43
A diferença entre o que aconteceu em Honduras e no Irã é abissal. Mas, existem semelhanças. Por exemplo, o "grupo" de interesses afetado em ambos os casos. Em Honduras, setores dos eua, que são os verdadeiros controladores do país (Obama ou outro qualquer foram e serão sempre marionetes rsrs), decidiram fomentar um golpe de Estado. Como nos velhos tempos, usaram uma desculpa ridícula para impedir o avanço do "comunismo" rsrs. Desta vez, foi o "perigo" de uma corriqueira consulta popular, algo que sempre se fez no mundo todo, inclusive no patrocinador deste golpe. Já no Irã, é óbvio que não houve contagem dos votos, pois, a prioridade era abortar outro golpe de Estado. Enquanto em Honduras se usavam as forças armadas para garantir o golpe, no Irã, elas foram usadas para garantir a Lei e evitar a desestabilização do país, em prol do eixo eua-inglaterra-sionistas. Na verdade, nada poderá deter o Irã, que é uma potência regional. Basta avaliar os números do país e constatar que a Propaganda sionista, apoiada pela "grande mídia" sob seu controle, mesmo ajudada pela infiltração e desestabilização promovida pelos outros 2 membros do eixo do mal, jamais será suficiente para derrotar Ahmadinejad e o povo iraniano. Como perceberam que não podem mais deter o Irã, tentam fomentar uma "revolução", baseada na balela da "fraude eleitoral". O que os amantes do eixo não comentam, é que a "grande mídia" não ficou martelando durante meses sobre a fraude eleitoral na Flórida que reelegeu seu candidato predileto, o Bush Jr.Quando Gore acionou a suprema corte do "democrático" país, disseram que haveria "risco de crise institucional" rsrs.A "grande mídia" comprou a idéia de imediato e o assunto morreu. Só existe "democracia" quando tudo funciona como quer o eixo do mal rsrs.O problema é que todo mundo já percebeu e o descrédito é generalizado rsrs. sem opinião
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