Mundo
04/11/2009 - 16h07

Colônias de Israel impedem Estado palestino, diz negociador

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MOHAMMED ASSADI
da Reuters, em Ramallah

Palestinos podem ter que abandonar a meta de um Estado independente se Israel continuar com a expansão dos seus assentamentos na Cisjordânia e se os Estados Unidos não agirem logo para impedi-lo, afirmou o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, nesta quarta-feira.

Pode ser a hora de o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, "dizer ao seu povo a verdade, que com a continuação das atividades nos assentamentos, uma solução de dois Estados não é mais uma opção", disse Erekat, em entrevista.

Israel rejeita a ideia de uma anexação de fato da Cisjordânia ocupada, incorporando palestinos como seus cidadãos, argumentando que isso seria uma "bomba-relógio demográfica" que faria dos judeus uma minoria.

Citando o "mapa da paz" de 2003, Abbas fez do congelamento da expansão dos assentamentos israelenses uma precondição para o reinício das negociações com Israel. O plano também prevê que palestinos desarmem grupos como o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, em um desafio direto ao mandato de Abbas.

Daniela Brik/Efe
O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, para quem as colônias judaicas inviabilizam um Estado palestino
O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, para quem as colônias judaicas inviabilizam um Estado palestino

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que se reuniu com os líderes israelense e palestino no sábado (31), pediu, em vão, que Abbas negocie com Israel e resolva a questão dos assentamentos como parte das conversas.

Erekat disse que Hillary --que elogiou uma oferta inédita de Netanyahu de restringir temporariamente a construção de 3.000 residências adicionais em colônias ilegais na Cisjordânia-- está apenas abrindo a porta para que mais assentamentos surjam, nos próximos dois anos.

A alternativa deixada aos palestinos é "repensar a solução de um único Estado onde muçulmanos, cristãos e judeus possam viver lado a lado", disse Erekat. "É muito sério. Este é o momento da verdade para nós".

Erekat disse que o conceito de Binyamin Netanyahu de um Estado palestino independente ao lado de Israel, com poderes limitados de soberania, e sua posição sem compromissos sobre o futuro de Jerusalém são equivalentes a ditar os termos da paz.

Netanyahu disse ao Abbas "que Jerusalém será a capital eterna e indivisível de Israel, que [a questão dos] refugiados palestinos não será discutida, que nosso Estado será desmilitarizado, que teremos que reconhecer o Estado judeu, que o espaço aéreo será de controle deles. Isto é ditado e não negociação", disse Erekat.

Netanyahu e Abbas se encontraram pela última vez em Nova York em setembro passado, em uma reunião mediada pelo presidente Barack Obama.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (349) 16/12/2009 20h25
Santos Júnior (349) 16/12/2009 20h25
Sr Mauro Halpern isso se chama HIPOCRISIA!! sem opinião
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Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Senhor Moderador, creio que uma filtragem melhor no comentários seria de grande agrado para as pessoas inteligentes da Folha. Comentários sem um pingo de fundamentos deveriam ser jogados na lata de lixo. As pessoas deveriam ler mais livros de História sobre o Conflito Israel-Palestino, Revolução Social Cubana e o pais persa do Irã. Opinião pessoal fora de contexto não agrada ninguem, somente aqueles que acreditam no que querem acreditar, fora da realidade. 2 opiniões
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Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h33
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h33
Qualquer um que tenha um mínimo de raciocínio jurídico entende o motivo pelo qual o Reino Unido pediu um mando de prisão para Livni, uma das responsáveis pela matança da Faixa de Gaza. Faltou pedir um mandado de prisão os demais dirigentes de Israel pela morte das 351 crianças palestinas...mas acho que com o tempo serão presos... como criminosos. 2 opiniões
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