Mundo
04/11/2009 - 16h55

Berlusconi diz que punir crucifixos em escolas é "inaceitável"

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da Ansa, em Roma

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, criticou nesta quarta-feira a sentença da Corte Europeia de Direitos Humanos que condenou o país a pagar indenização a uma mãe devido à presença de crucifixos na escola de seus filhos. "Trata-se de uma decisão que não é aceitável para nós, italianos", disse.

O processo foi movido pela italiana de origem finlandesa Soile Lautsi, que pediu à direção da escola dos seus filhos, em Pádua, que retirasse símbolos cristãos das salas de aula. O pedido foi negado. A Corte Europeia emitiu deu parecer favorável a Lautsi, considerando que expor objetos religiosos em instituições de ensino configura um desrespeito à liberdade dos pais de criar filhos segundo suas próprias convicções. Agora, o Estado italiano será obrigado a pagar uma indenização de 5.000 euros a Lautsi por danos morais.

"É uma daquelas decisões que fazem você duvidar do bom senso da Europa", criticou Berlusconi.

O primeiro-ministro, que fez uma visita à cidade de L'Aquila, atingida por um forte terremoto em abril, comentou a decisão da corte ao participar de um programa do canal italiano RAI. "Nós estamos em um país onde não podemos deixar de dizer que somos cristãos. Basta ver aqui em L'Aquila, onde 351 igrejas foram atingidas pelo terremoto e onde basta andar 200 metros à direita ou à esquerda para se deparar com um sinal do cristianismo", disse.

Essa sentença provocou a reação negativa de outros políticos italianos, como o prefeito de Roma, Gianni Alemanno. "Cria um problema ao povo italiano e é também uma ofensa à sua cultura", observou.

Mais enfático, o prefeito de Trieste, Roberto Dipiazza assegurou que enquanto estiver à frente do governo municipal, "nenhum crucifixo será removido de nenhuma escola pública, nem dos escritórios municipais".

 

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